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Mais uma vez o Acre não terá ministros em Brasília

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Chega a ser cansativo, para não dizer ridículo, quando começam as especulações para anunciar ministros aparecer sempre o nome do senador acreano Jorge Viana (PT). Na minha modesta opinião, não existe a menor possibilidade de Jorge ou qualquer outro político com base política no Acre tornar-se ministro durante a gestão do PT do Planalto. Não que o Acre não tenha gente competente para assumir algum ministério. O problema é a sua pequena representação política no âmbito nacional. Apenas 0,3% dos eleitores brasileiros votam no Acre. E dificilmente algum presidente vai indicar um representante de um Estado assim. É o natural da política. Somar forças e representatividade para poder ter governabilidade e preparar o cenário à próxima eleição.

A Rhode Island brasileira
Nos Estados Unidos existe uma pequena ilha próxima a New York que os institutos de pesquisa utilizam para conhecer as tendências políticas antes das eleições. Com pouco mais de um milhão de habitantes a ilha é altamente politizada. Isso acontece também no Acre que tem umas das populações mais politizadas do país apesar de pequena.

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As seguidas derrotas presidenciais do PT
Um outro problema é que nas mais recentes eleições os candidatos do PT à presidência sempre perderam no Acre. Agora, como o Estado vai receber um prêmio por ter derrotados os petistas presidenciáveis por aqui?

Os ministros acreanos
A verdade é que o Acre já teve ministros. Adib Jatene e Jarbas Passarinho tiveram residência na Esplanada dos Ministérios. Mas os dois foram indicados por terem base política no Pará e não no Acre.

Marina: a exceção da regra
A então senadora acreana Marina Silva (Rede) foi ministra do meio-ambiente durante o governo Lula (PT). O seu prestígio internacional nas questões ambientais foi fundamental para a nomeação. O fato de ser a herdeira política de Chico Mendes contou muito mais do que a sua base política.

Mais à direita
O ministério de Dilma (PT) é conservador. Nenhum nome de destaque que possa representar algo diferente. Apesar dos tucanos terem perdido a eleição parece que a onda de conservadorismo vigorou no país. A esquerda do Brasil se perdeu nas curvas eleitorais.

O PMDB fortalecido
Com seis ministros o PMDB mais uma vez saiu fortalecido da reforma ministerial. Apesar de metade do partido ter apoiado Aécio Neves (PSDB), em 2014, a máxima de que ninguém governa sem o apoio do PMDB valeu mais uma vez.

Um rastro de esperança
Ainda falta a indicação de três nomes para o novo ministério. Mas os colunistas nacionais dão como certa a manutenção de Izabella Teixeira no meio ambiente. O que significa que realmente o Acre ficará sem ministério. Essa seria a pasta ideal para o engenheiro florestal Jorge Viana, o pai da Florestânia.

Influência a favor do Acre
Apesar de ter ficado sem ministros se os políticos acreanos souberem trabalhar o Estado poderá ser beneficiado. O PMDB terá dois deputados federais, Flaviano Melo (PMDB) e Jéssica Sales (PMDB), que poderão influenciar os ministros do partido.

Na mesma sintonia
O Ministério das Cidades na mão de Gilberto Kassab do PSD dará ao senador Sérgio Petecão (PSD) a possibilidade de “puxar a sardinha” aos prefeitos acreanos. Se souber se articular tem tudo para fazer a diferença.

O PT mais forte
Outro fator que poderá ser positivo para as pretensões políticas acreanas é o aumento da sua bancada petista. Os novos deputados federais Léo Brito (PT), Raimundo Angelim (PT) e Sibá Machado (PT) se trabalharem unidos com Jorge Viana poderão influenciar a favor do Estado a Esplanada e o Planalto.

Ainda pode vir alguém
Resta saber se o PP do senador eleito Gladson Cameli (PP) terá algum assento na Esplanada. O fato é que o PP também se dividiu muito durante as eleições presidenciais. A maioria dos seus quadros apoiou o PSDB. O reflexo está na perda do Ministério das Cidades. Não estranharia se o PP fosse definitivamente para a oposição.

Representantes no segundo escalão
Pode ser que o ex-governador Binho Marques (PT) permaneça como secretário executivo do Ministério da Educação. Especula-se que o senador Anibal Diniz (PT), que ficará sem mandato, poderá assumir um cargo importante no Ministério das Comunicações.

Um Estado dependente de verbas federais
O Acre é um dos estados brasileiros mais dependes de recursos públicos. Por isso, o desenho político do Ministério da Dilma é tão importante. Sem ministros resta a influência dos parlamentares federais acreanos para conseguirem trazer “vantagens” ao Estado. Com uma indústria ainda “engatinhando” e a iniciativa privada ligada ao comércio dependente dos contra-cheques do funcionalismo federal, estadual e municipal a sobrevivência do Acre está ligada a política. Apesar dos investimentos na infraestrutura e do incentivo do Governo Estadual ao fortalecimento da atividade empresarial, o Acre, ainda não alcançou a sua independência econômica. Acho que os investimentos na infraestrutura são corretos, mas a interferência do Governo na iniciativa privada é um erro. Não adianta se montar empresas com dinheiro público e depois entregar aos empresários. Melhor seria baixar os impostos e criar uma política eficiente de incentivos para a instalação de novas empresas no Acre. Mas por enquanto dois fatores são empecilhos sérios, o fornecimento de energia e as estradas. Talvez uma política voltada para o consumo interno possa alcançar voos maiores. Se o Estado produzir aquilo que consome já será uma vantagem enorme.

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