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Arrogância é a senha da passagem para Manacapuru

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A balsa já está ali no Rio Acre esperando para levar os seus infelizes passageiros no próximo dia 5 de outubro. A saída da embarcação está marcada para às 22hs quando devem terminar as apurações aos cargos majoritários do Governo do Acre e do Senado. Mas tem gente que fez reserva para viajar à Manacapuru ainda durante a pré-campanha e, parece, que os seus lugares já estão garantidos. Isso porque preferiram atacar seus adversários ao invés de apresentarem propostas. Como se diz no Juruá, se incomodaram demais com o alheio. Outros não juntaram, mas espalharam. Nos casos mais notáveis de quem se achava eleito faltou a humildade. E os resultados das pesquisas estão mostrando os erros de atitude. Quando o cidadão ou cidadã faz uma campanha bonita e propositiva perder se torna parte do jogo e a viagem a Manacapuru pode ser feita até mesmo de avião, no ar condicionado. Mas quando se é “briguento” no sentido mais mesquinho da palavra os donos das malfadadas candidaturas terão que aguentar picadas de pium e carapanã e o sacolejar da balsa nessa época de rios secos na Amazônia até o seu destino final.

Quem avisa amigo é…
Procuro fazer a crônica da política traçando o elo entre os candidatos e a voz das ruas. E não foram poucas as vezes que escrevi sobre essa “pancadaria” insana que tomou conta primeiro das redes sociais e depois dos programas eleitorais.

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Outros tempos
O povo não é besta. Se uma campanha é tensa e cheia de ataques desperta a desconfiança dos eleitores. A pergunta que fica no ar é: “por quê essa figura não se preocupa com a própria vida?” O  mundo já está agressivo demais para mais violência.

Horário sofrível
Acho engraçado ver alguns candidatos na televisão se achando a última coca-cola do deserto lendo os textos que são colocados no tele-pronter (TP). Candidatos a deputados estaduais e federais pregam na maior cara de pau que farão mudanças que são possíveis apenas aos cargos executivos.

Inocentes
A política é cada vez mais para profissionais. Um deputado estadual pregar que vai resolver todos os problemas do Estado de saúde, segurança, educação e emprego chega a ser hilário. Eles não têm a menor noção do papel de um deputado.

Não sabem de nada
Um parlamentar não pode apresentar projetos que gerem despesas para os cofres públicos. O papel principal é o de fiscalizar o investimento do dinheiro público e de fazer indicações para corrigir aquilo que está errado. A limitação para apresentar projetos é muito grande.

Bola dentro
Pouca gente sabe. Mas o deputado federal Flaviano Melo (PMDB) foi um dos co-autores do projeto que tornou as emendas impositivas. Agora, as indicações de recursos dos deputados federais e senadores têm que ser liberadas pelo Governo Federal.

Os filhos de Marina
Pelo menos três candidatos a deputado federal estão tendo o apoio no Acre da presidenciável Marina Silva (PSB). César Messias (PSB), Raimundo Vaz (PRP) e Gringo Soster (PHS). Irão surfar no favoritismo no Acre da ex-senadora.

A mídia supera a mágoa
Alguns jornalistas de outros lugares costumam me perguntar porque um número bem maior de acreanos, nesta eleição, irá votar na Marina. A resposta é simples, Marina despertou o sentimento de acreanidade. Isso provocado pela sua grande exposição na mídia.

Mágicos de O$
Tem uns políticos aqui no Acre que querem fazer campanha e ainda guardar “algum” para gastar em Manacapuru. É uma matemática muito maluca. Terminam a jornada eleitoral com mais dinheiro do que entraram. Coisa de mágicos mesmo.

Henrique vive
Pensei que a instabilidade de decisões políticas que Henrique Afonso (PV) teve durante a pré-campanha iriam aniquilá-lo. Mas não é isso que aconteceu. Ele tem sido a válvula mestra da campanha ao Governo do Bocalom (DEM) no Juruá.

A força verde
A entrada do PV na campanha do Bocalom fez o candidato evoluir. Além de falar bem menos de Acrelândia, Bocalom está com um discurso mais ideológico e com uma diversidade de temas bem maior. É o efeito verde mesmo.

Mais bala na agulha
Se Márcio Bittar (PSDB) quiser ir para um eventual segundo turno tem que fazer valer a supremacia de 10 partidos aliados na sua aliança. Os candidatos a federal e estadual, que são em maior número, têm que vestir a camisa do candidato.

Realidade
Tenho conversado com candidatos a federal e estadual das três principais coligações que disputam a eleição no Acre. A maioria quando chega na casa de um eleitor que vai votar num candidato ao Governo que não é o seu, só faz mesmo é concordar e garantir o voto para si próprio.

Operação salvem o Sibá
O assessor da prefeitura Ney Melo, que coordenou a primeira campanha do então desconhecido Jonas Lima (PT), me revelou que o grupo está empenhado em ajudar Sibá Machado (PT). Estão costurando acordos políticos de todo lado para tentar reeleger Sibá.

Missão difícil
Não sei se será muito fácil. O erro do Sibá foi ter trabalhado pouco com as prefeituras do Estado. A destinação de emendas parlamentares sempre dá um retorno muito bom para o deputado federal. É a base para quem quer se reeleger.

Concorrência interna
A campanha do Léo Brito (PT), que tem o ex-assessor da prefeitura Roraima Rocha na coordenação, disputa na seara ideológica com Sibá. Aliás, o Roraima está só paz e amor nessa eleição. Só quer saber do seu candidato e de estar longe de confusão.

A independência da saúde pública
Não tenho entendimento de economia suficiente para analisar os prós e os contras da proposta da Marina Silva de termos um Banco Central independente. Mas tenho conhecimento da realidade cotidiana como jornalista para afirmar que a saúde pública do Brasil deveria estar desvinculada das gestões políticas. Veja o caso da queda de braço entre o Governo do Estado e a prefeitura de Cruzeiro do Sul no caso da epidemia de dengue no município. Houve uma tentativa clara de politizar o caso com vistas as eleições. Deveriam acabar essas instâncias municipais, estaduais e federais, na saúde pública. Poderia ser criada uma fundação de técnicos e notáveis que fizesse uma gestão única para atender todos os tipos de complexidade. Sem a possibilidade de haver interferência política. Esse seria um caminho mais saudável para o povo brasileiro, na minha opinião.

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