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Recusa da família ainda é o principal empecilho para doação de órgãos

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De janeiro a junho de 2014, 32 notificações para potenciais doadores foram informadas à Central Estadual de Transplantes do Hospital das Clínicas (HC) de Rio Branco. Dessas, apenas três foram efetivadas.

Na maioria dos casos, a doação não ocorreu por recusa dos parentes da pessoa falecida. “Muitos ainda não perceberam o valor que uma doação tem e o quanto ela pode ajudar a salvar uma vida”, explicou a Coordenadora da Central Estadual de Transplantes, Regiane Ferrari.

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A Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO) divulgou nesta segunda-feira, 11, dados estatísticos sobre o número de doações de órgãos e transplantes realizados no Brasil, durante o primeiro semestre de 2014.

O Acre aparece em segundo lugar, com maior número de potenciais doadores (pessoa com diagnóstico confirmado de morte encefálica) por milhão de pessoas (pmp) – 87,2, ficando atrás apenas do Distrito Federal, com 141,6 potenciais doadores pmp. Já em relação às doações efetivadas, o estado cai para 12º lugar, com 8,2 doadores pmp.

De acordo com a ABTO, de cada 10 pessoas abordadas, quatro se negam a doar os órgãos de seus familiares. “Algumas pessoas acreditam que o parente vai acordar, outras acreditam que o falecido vai sofrer mais ainda se seus órgãos forem retirados e a maior parte não sabe se era desejo em vida da pessoa doar os órgãos ou não, então é o que mais dificulta o processo de doação”, explicou Regiane.

Central de Transplantes do Acre

A Central de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos do Acre (CNCDO) foi criada em 2006. Até hoje, foram realizados 56 transplantes de rins, 115 de córneas e, neste ano, três transplantes de fígado.

A equipe de enfermeiros da Organização de Procura de Órgãos (OPO), diretamente ligada à CNCDO, realiza a busca ativa, diariamente, nas unidades hospitalares, identificando potenciais doadores. Ao ser identificado um doador, é aberto o Protocolo de Morte Encefálica e são realizados exames complementares para comprovar a morte cerebral.

Dois médicos diferentes examinam o paciente, com comprovação de um exame complementar, que é interpretado por um terceiro médico.

Depois da confirmação, a equipe da Central de Transplantes conversa com os familiares do possível doador, os quais são orientados e conscientizados sobre o potencial de doação do familiar e a importância da doação para outras pessoas.

Atualmente, no Acre, seis pessoas aguardam por um transplante de rim e 11 por um transplante de córnea.

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