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Candidato é preso por desacato ao governador Sebastião Viana

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Enquanto Rio Branco vive uma verdadeira calmaria nas eleições deste ano – pelo menos até após a Expoacre – no interior a rivalidade entre os candidatos é grande. Por volta das 20 horas da noite de hoje (28) na cidade de Acrelândia, Cleuson de Oliveira (candidato a deputado estadual pelo DEM), foi preso pelos seguranças de Sebastião Viana que é candidato à reeleição pela Frente Popular do Acre (FPA). O fato aconteceu em um ato político de inauguração do Comitê de outra concorrente a uma vaga na Assembleia Legislativa, Francisca Bazílio, na zona urbana da cidade. A assessoria da FPA alega que a detenção de Cleuson ocorreu como medida de segurança a integridade física do governador.

candidato_in1Ainda de acordo a assessoria da FPA, Sebastião Viana era recepcionado por populares quando Cleuson se aproximou aparentando portar um objeto na mão e dizendo palavras que ofenderam o governador do Acre. “O pessoal da segurança por uma questão de proteção retirou esse cidadão do local e o conduziu até a Delegacia”, disse Andrea Zilio.

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Cleuson foi conduzido até a delegacia dentro de um carro branco, de vidro fumê, de placas NAD 8645. O democrata acusa os seguranças do governador de terem lhe espancado durante a viagem. A versão é negada pela assessoria de campanha de Sebastião Viana.

Cleuson foi ouvido por mais de duas horas. O pai de Cleuson, seu Cassimiro, disse que o filho apenas se recusou a apertar a mão do governador, “como eu recusaria em qualquer circunstância”, informou.

Uma multidão de amigos e familiares do candidato foi para frente da Delegacia que fica na zona central da cidade. Por volta das 22h58 – Cleuson foi liberado. O Delegado Cabral se recusou a falar sobre o caso, confirmou apenas que foi registrado um Boletim de Ocorrência (BO) por desacato a autoridade.

Sobrinho do ex-coronel Hildebrando Pascoal, Cleuson confirmou que chamou Sebastião Viana de “Tião mentirinha” e que depois foi chamado de moleque pelo governador. “Ele me chamou de moleque e pediu para eu lhe respeitar que ele poderia mandar me prender. Eu disse que ele podia me prender. E assim ele determinou. Sofri pressão psicológica”, contou o acusado.

Cleuson vai procurar o Ministério Público na manhã desta terça-feira (30) para denunciar o delegado Cabral, que segundo ele, se negou a registrar uma queixa-crime contra Sebastião Viana. Ainda de acordo o acusado, a cópia do Boletim de Ocorrência também lhe foi negada.

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