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PF cumpre mandados na sede da Telexfree, no Espirito Santo

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Uma operação, com o objetivo de investigar crimes financeiros relacionados às atividades da Telexfree, foi deflagrada na manhã desta quinta-feira (24), pela Polícia Federal, em Vitória.

Ao todo, nove mandados de busca e apreensão na região metropolitana deverão ser cumpridos a durante a Operação Orion, em endereços ligados à Ympactus Comercial, empresa que representa a marca Telexfree no Brasil, e seus sócios.

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Os mandados foram expedidos pela 1ª Vara Federal Criminal de Vitória, que também determinou medidas cautelares alternativas à prisão aos sócios da empresa, como proibição de se ausentarem do país e comparecimento mensal à Justiça Federal, bem como o sequestro de bens imóveis, o bloqueio de contas bancárias e a suspensão de atividades econômicas da Telexfree no Brasil. Além disso, a Justiça Federal autorizou a participação de Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil na fase ostensiva da operação.

Os responsáveis pela empresa podem responder pelos crimes previstos nos artigos 7º e 16 da Lei 7492/86, que define os crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, além do crime previsto no artigo 2º, inciso IX da Lei 1.521/51, que define os crimes e as contravenções contra a economia popular.

Ao todo, 50 policias federais e 18 auditores da Receita Federal do Brasil participam da operação.

O nome da operação faz alusão às Grandes Pirâmides da Planície de Gizé no Egito tendo em vista que as pirâmides estão perfeitamente alinhadas à constelação Orion.

Entenda

No dia 18 de junho de 2013, a juíza Thaís Borges, da 2ª Vara Cível da Comarca de Rio Branco, julgou favorável a medida proposta pelo Ministério Público no Acre (MP-AC) para suspender as atividades da Telexfree, acusada de ser uma pirâmide financeira.

Com a decisão da juíza, foram suspensos os pagamentos e a adesão de novos contratos à empresa até o julgamento final da ação principal, sob pena de multa diária de R$ 500 mil em caso de não cumprimento e de R$ 100 mil por cada novo cadastramento.

Em abril deste ano, por unanimidade de votos, a Primeira Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) manteve a decisão proferida em fevereiro, que negou concessão de recuperação judicial à sociedade empresária Ympactus Comercial S/A, conhecida comercialmente como Telexfree. A concessão já havia sido negada também em primeiro grau pelo juiz titular da Vara de Recuperação Judicial e Falência de Vitória.

No mês de maio, a esposa de um dos fundadores da empresa Telexfree, o capixaba Carlos Nataniel Wanzeler, acusado por autoridades dos Estados Unidos de fraudar investidores e fugir para o Brasil, foi presa ao tentar embarcar no aeroporto JFK, em Nova York. Katia Wanzeler, de 45 anos, estava em um voo internacional e pretendia deixar os Estados Unidos. As informações são das agências de notícias Mail Online e The Boston Globe.

Durante as investigações da Polícia Federal dos Estados Unidos, Wanzeler conseguiu fugir para o Brasil, mas a esposa ficou no estado onde viviam, em Massachusetts.

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