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Acreano destaca diálogo entre o saber científico e as ciências tradicionais

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Milhares de anos de caminhos paralelos e separados por um abismo profundo, desde que os pensadores gregos, principalmente a partir de Platão e Aristóteles, determinaram que o conhecimento, invariavelmente, deveria ser fruto da razão, colocam em lados distintos o saber acadêmico e o saber tradicional. Uma separação cujas consequências danosas já começam a ser reconhecidas nos dias atuais por alguns setores da academia.

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Foi precisamente essa dicotomia o tema da palestra “Tradições científicas e ciências tradicionais: diálogo necessário”, proferida pelo antropólogo e professor da Universidade de Campinas (Unicamp) Mauro Almeida, na manhã desta quinta-feira, 24, durante os trabalhos da 66ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), no campus da Universidade Federal do Acre (Ufac).

Almeida dividiu sua palestra em quatro momentos distintos: revolução científica e as tradições científicas; revolução neolítica e as ciências da tradição; a obsolescência ou não das ciências tradicionais; e a questão das novas alianças. Para o antropólogo, entre outras considerações, “embora ainda existam muitas diferenças entre a tradição científica e a tradicional, já se começa a esboçar um diálogo entre elas”.

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Na parte final da palestra, a antropóloga Manuela Cunha, ex-professora da University of Chicago, convidada para dar um depoimento sobre o tema, informou que uma das iniciativas em curso para estabelecer uma convergência desses saberes foi a criação de um painel intergovernamental para assuntos de biodiversidade e ecossistema. “A ideia é que esse painel já incorpore os conhecimentos tradicionais nos seus próximos relatórios”, disse a antropóloga.

Mauro William Barbosa Almeida, acreano de Rio Branco, é Ph.D. em Antropologia Social pela Cambridge University, pós-doutor pela Universidade de Stanford, e mestre em Ciência Política pela Universidade de São Paulo (USP). Além disso, participou da criação da Reserva Extrativista do Alto Juruá e do planejamento da Universidade da Floresta (Ufac, em Cruzeiro do Sul).

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