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ONG Rio de Paz dá “cartão vermelho” para a Fifa e critica gastos públicos

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A organização não governamental (ONG) Rio de Paz fez hoje (21) um protesto na Praia de Copacabana em que deu “cartões vermelhos” para a Fifa, cobrando maior contrapartida social na Copa do Mundo. A ONG critica isenções de impostos dadas à entidade que representa o futebol internacional e afirma que o valor desses impostos não pagos chega a R$ 1 bilhão.

ONG Rio de Paz faz ato na Praia de Copacabana para cobrar da Fifa a intensificação de ações sociais (Tomaz Silva/Agência Brasil)
ONG Rio de Paz faz ato na Praia de Copacabana e cobra da Fifa mais ações sociaisTomaz Silva/Agência Brasil

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“Queremos que ela pegue o dinheiro que pagaria de impostos e invista em quadras esportivas em escolas públicas, por exemplo, ou nas favelas brasileiras. Seria uma forma de dar um retorno ‘padrão Fifa’. A Fifa está manchando sua imagem perante o mundo inteiro”, disse o fundador da ONG, Antônio Carlos Costa.

ONG Rio de Paz faz ato na Praia de Copacabana. Segurando cartões vermelhos, os ativistas cobram da Fifa a intensificação de ações sociais (Tomaz Silva/Agência Brasil)

Doze cartões vermelhos com 2 metros de altura foram posicionados na areia da praia, em frente ao Hotel Copacabana Palace, e cerca de 30 pessoas mostravam cartões menores no ato, que, segundo Costa, não é contra a Copa, mas contra o modo como ela foi realizada, com muitos gastos públicos. No protesto, cartazes comparavam os custos dos estádios e das estruturas com hospitais, escolas e o combate à miséria.

“Quem não está lucrando é a democracia brasileira. Na cabeça de milhões de pessoas, a democracia não está mais associada à justiça social e à distribuição de renda, mas associada à proteção dos poderosos. Quando o pobre olha isso, ele diz: ‘a democracia não serve mais para nós’. Isso é péssimo porque ela deveria ser um valor inegociável em toda a sociedade”, criticou.

O Departamento de Imprensa da Fifa respondeu que a entidade depende da renda de uma Copa do Mundo para manter seus projetos de desenvolvimento do futebol ao longo dos quatro anos entre uma Copa e outra e que muitas federações nacionais não conseguiriam se manter sem ajuda financeira. A Fifa também afirma que criou um fundo para o desenvolvimento do futebol no Brasil que terá o valor divulgado depois da Copa do Mundo, mas que, inicialmente, tem a aprovação de 20 milhões de dólares. Entre os 108 programas de desenvolvimento do futebol que apoia em todo o mundo, a Fifa informa que há 26 entidades brasileiras.

Sobre a isenção de impostos, a federação informa que “diz respeito primordialmente à importação de bens (isto é, uniformes para voluntários, frotas de automóveis e ônibus)” e afirma que paga impostos sobre a venda de ingressos e que tem suas subsidiárias tributadas. A federação também paga impostos à Suíça, onde fica sua sede.

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