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A Copa começou mal para a presidente Dilma Rousseff

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Apesar da vitória da Seleção Brasileira sobre a Croácia a presidente Dilma Rousseff (PT) candidata à reeleição não tem muito o que comemorar. Tentou ser discreta o tempo todo. Mas nas vezes em que o Telão da Arena de Itaquera mostrou a presidente as vaias e xingamentos tomaram conta do espaço. Mesmo quando saiu o segundo gol brasileiro, num penalti duvidoso, um flash super-rápido exibido nos telões do Estádio da presidente comemorando despertou a fúria da maioria dos mais de 60 mil expectadores da partida. O que se viu em São Paulo é uma prévia do que será a disputa pela presidência da República no próximo mês de outubro. Não vai ter tempo fácil.

O efeito das pesquisas
Dilma tem caído de maneira acentuada nas mais recentes pesquisas do Instituto DataFolha. Por outro lado, os números dos descontentes com a sua gestão tem subido. A sorte de Dilma é que os seus dois principais adversários na corrida do Planalto, Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) parecem não empolgar.

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Uma coisa é uma coisa
Pelo que vi na abertura da Copa do Mundo o resultado da Seleção Brasileira não irá influenciar o pleito presidencial. Parece que os brasileiros já aprenderam separar um coisa da outra. O fato do Brasil ganhar ou perder a Copa não vai garantir nem a reeleição de Dilma e nem a sua derrota.

O calo de São Paulo
Estive recentemente no interior de São Paulo. O estado que mais produz não anda satisfeito com a atual presidente. Reclamam que enquanto são investidos bilhões de dólares em Cuba e na Venezuela os usineiros de álcool e açúcar, por exemplo, reclamam por não receberem incentivos necessários.

Reflexo nas pesquisas
Por conta dessa política econômica as pesquisas já revelam que em São Paulo o tucano Aécio Neves já está a frente. Nada demais já que sempre o PT perdeu as eleições na Terra dos Bandeirantes. Mas se esse sentimento contaminar outros estados produtores e populosos o resultado poderá ser desastroso para o PT.

Equilíbrio
Mas na minha avaliação haverá um equilíbrio entre os candidatos que disputam a presidência. Não acredito em derrota acachapante para nenhum dos lados. A disputa pelo Planalto vai ser voto a voto e decidida em segundo turno.

Contraponto do Rio
Também estive com amigos e amigas do Rio de Janeiro. A maioria profissionais liberais. Lá apesar da desastrosa gestão do governador Sérgio Cabral (PMDB), aliado de Dilma, a vantagem ainda parece ser da atual presidente.

A questão da disputa nacional no Acre
A única hipótese em que poderá haverá um contagio do quadro nacional na disputa pelo Governo do Acre será se Aécio Neves disparar. Como houve a onda vermelha de Lula (PT), em 2002, uma onda azul poderá alavancar a candidatura tucana por aqui.

Paradeira momentânea
O fato é que os partidos no Acre irão preparar-se para as convenções. Não acredito que nenhum fator antes da campanha começar seja determinante para garantir um resultado eleitoral positivo nem para a FPA e nem para a oposição.

Esperando pra ver
Na minha avaliação os acreanos anseiam por mudanças. Mas a indagação é se os candidatos ao Governo da oposição passarão confiança para o eleitorado operar a transformação política desejada no Estado. E isso quem vai definir é a campanha. Números de pesquisas nesse momento não têm a menor importância nem para quem aparece na frente e nem atrás. A consolidação dos votos dos acreanos vai depender mesmo das mensagens que as coligações irão passar durante o período de campanha. Mesmo porque com a Copa do Mundo ocupando todo o espaço da mídia fica difícil para o eleitor comum pensar em política.

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