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PRF apreende viatura do SAMU e deixa paciente aguardando socorro

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Se não bastasse a demanda de atendimento de traumas, acidentes, atendimentos clínicos para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência – SAMU, ser maior que a oferta, além da quantidade de profissionais e viaturas não serem suficientes, na tarde deste domingo (25), uma ambulância de número 05 que faz atendimento de transporte Inter-hospitalar e Aeroporto foi apreendida pela Polícia Rodoviária Federal – PRF – em pleno andamento de atendimento de uma ocorrência.

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A equipe do SAMU se dirigia ao Aeroporto Internacional de Rio Branco para receber um paciente vindo do interior do estado e que deveria ser encaminhando ao Pronto Socorro de Rio Branco.

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De acordo com informações do motorista da ambulância, assim que saiu da estrada Dias Martins e entrar cerca de dez metros na BR 364, foi interceptado por uma viatura da PRF, que determinou que o motorista parasse e estacionasse no acostamento da rodovia.

Durante a abordagem foi solicitado ao motorista que apresentasse a carteira de habilitação e documento da viatura.

Ao apresentar a carteira Nacional de Habilitação categoria “D”, o motorista foi informado pelos patrulheiros que a viatura estava apreendida por não se adequar as normas exigidas para transporte de urgência e emergência. Outro fator destacado pela PRF, seria a documentação do condutor não apresentar observação n aCNH curso especifico para conduzir viaturas de urgência e emergência.

“Expliquei aos patrulheiros que aquela viatura não era pra atendimento de urgência e emergência e somente fazia o serviço de transporte inter-hospitalar e Aeroporto. Coloquei ele para falar com uma coordenadora do SAMU, mesmo assim, ele não aceitou as explicações e determinou que enviasse outra viatura para apanhar os equipamentos médicos hospitalares e mandou que eu seguisse a viatura da PRF até o deposito do DETRAN na BR 364, onde a viatura ficou apreendida” explicou o motorista.

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Quando a reportagem tentou conversar com os patrulheiros sobre o motivo da apreensão da ambulância, foi respondido que não estava acontecendo nada, negando-se a passar as informações.

Coordenadora do SAMU lamentou o ocorrido

A coordenadora geral do Serviço de Atendimento Móvel, enfermeira Lucia Assis, contou que no momento da apreensão, não estava no Samu, mas a encarregada conversou com o patrulheiro e explicou que aquela viatura especificamente somente faria o serviço de atendimento de transporte de pacientes de uma unidade hospitalar para outra e do Aeroporto para Pronto Socorro, e somente pacientes que não necessitasse de acompanhamento médico.

“É uma situação complexa entre o Direito e a Justiça, como servidora da saúde e cidadã acredito que entre os dois deve prevalecer sempre o direito a vida, mas se o policial federal entende o contrário, somente nos restou acatar a ordem e readaptar as equipes. Com isso existe uma consequência de acumulo de atendimento, pois uma viatura sai do atendimento de urgência e emergência para atender transporte de pacientes inter-hospitalar e os dois serviços são essenciais à população” afirmou a enfermeira.

 

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