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“O governo não deve subestimar os agentes penitenciários, nós somos acostumados a lidar com bandidos”, diz Adriano Marques

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Revoltados, os agentes penitenciários do Acre ocuparam as galerias da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), na manhã desta terça-feira (25) reivindicando propostas que o governo do Acre estaria protelando em negociar com a categoria há mais de seis meses de tentativas de diálogo.

O presidente do Sindap, Adriano Marques afirma que tentou por diversas vezes o diálogo do com o governo do Acre. “A equipe de articulação do governo está tentando nos vencer no cansaço. O governo não deve subestimar os agentes penitenciários, nós somos acostumados a lidar com bandidos”, enfatiza.

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Segundo o sindicalista, além das propostas não atendidas pelo governo, os agepens estariam trabalhando sem equipamentos adequados. “Faltam coletes, capacetes e armas, os documentos dos veículos de transportes de presos estão vencidos e a escolta para os apenados é inadequada”, diz Marques.

O Sindap preparou uma programação de uma semana para demostrar o descontentamento com o governo. A principal reivindicação da categoria é incluir a carreira do agente penitenciário na carreira do policial civil. Representantes dos agepens se reuniram com a Comissão de Segurança da Aleac.

O presidente da Comissão de Segurança, deputado Jamyl Asfury (PEN) sugeriu que o Sindap desmembrasse as propostas não geram ônus para o Estado para que sejam discutidas com os parlamentares. Asfury propôs ainda que o sindicato faça um anteprojeto de lei com a proposta de anexação de carreira.

O projeto deverá ser apresentado na próxima quinta-feira. Adriano Marques acredita que a categoria deu um passo para resolver parte das reivindicações. Para ele, restam os problemas de falta de estrutura dos presídios e a falta de equipamentos adequados para o trabalho dos agentes penitenciários.

“As unidades prisionais acreanas estão superlotadas, agravando a situação de quem se encontra sob tutela do Estado e causando ainda mais insegurança. Os agentes penitenciários e presos estão no mesmo barco, que afunda a cada dia, sofrendo, adoecendo e morrendo”, alerta Adriano Marques.

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