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Reservatório da UHE Santo Antônio está acima do limite e situação pode causar colapso na capital e nos distritos

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O pedido de esvaziamento do reservatório da Usina de Santo Antônio realizado por técnicos do consórcio construtor da usina de Jirau traz uma preocupante constatação. A regra operacional de deplecionamento do reservatório da UHE Santo Antônio localizado no Rio Madeira não está sendo respeitada e o nível d’água na jusante da UHE Jirau já passou do limite que garante segurança e estabilidade ao empreendimento.

Com a abertura de todas as comportas da UHE Santo Antônio para baixar seu reservatório, Porto Velho, capital de Rondônia pode enfrentar a maior enchente de sua história. O distrito de Jacy Paraná, a montante de UHE Santo Antônio também está sendo seriamente afetado.

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As atividades turísticas e comerciais na praça da Estrada de Ferro serão interrompidas nesta terça-feira (11). Os profissionais que trabalham na EFMM já foram informados que serão retirados, pois o local será tomado pela água.
Prédios públicos como Tribunal Regional Eleitoral e Justiça Federal, localizados na região da baixa da União também podem ser afetados e desocupados nos próximos dias. O tradicional Mercado do Peixe, camelódromo e região portuária do bairro Cai n’água já estão alagados.

Os distritos do ‘Baixo Madeira’ também devem entrar em alerta, principalmente com os possíveis desbarrancamentos das margens, onde localiza-se as comunidades/distritos de Porto Velho. Em São Carlos, a Igreja corre iminente perigo de desaparecer.

RIO ACIMA
Mas os problemas de se represar o Rio Madeira também vão ‘rio acima’. O lago de UHE Jirau em ‘efeito dominó’ com a operação acima do limite pela UHE Santo Antônio também não consegue vazar toda a água represada e a consequência é a alagação do distrito de Abunã.

A balsa que faz a travessia do Rio Madeira na Br 364, única ligação terrestre com o estado do Acre também já sofre com a cheia e opera com dificuldade com a alagação de seu porto de operações.

Na BR 425, rodovia federal que leva até o município fronteiriço de Guajará-Mirim, a ponte do ‘Arara’ está prestes a submergir. O acesso ao município que faz fronteira com a Bolívia por via terrestre pode ser interrompido a qualquer momento.

DOCUMENTO EMERGENCIAL
De acordo com o oficio MP/TS 253/2014, datado de 6 de fevereiro e conseguido com exclusividade peloRondoniaovivo, a Energia Sustentável do Brasil afirma que a autorização concedida pelo Ibama, órgão vinculado ao Ministério do Meio Ambiente, dá conta de que a altura máxima suportada por Jirau é de 74,8 metros em relação ao reservatório da usina de Santo Antônio. Porém, a UHE Santo Antônio estaria operando com um reservatório que, na semana passada, teria ultrapassado a cota de 75 metros.

“Tal fato, além de não respeitar o limite estabelecido por imposição do projeto estrutural da usina de Jirau, está ocasionando diversos impactos na estrutura do empreendimento e demais existentes no canteiro de obras”, alega o ESBR no documento.

Entre os impactos apresentados está uma infiltração na ensecadeira da casa de força da margem direita, alagação do atracadouro da margem esquerda e nos pátios provisórios de equipamentos. O risco de rompimento da ensecadeira é real e pode inundar toda a casa de força onde estão instaladas 28 Unidades Geradoras. Cada unidade possui um gerador, uma turbina e seus auxiliares, ou seja, se houver o rompimento da ensecadeira de jusante e a casa de força inundar, as unidades geradoras podem ser perder na força da água.

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