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Superintendente não crê em falha do hospital e diretor da Secretaria de Saúde do Estado acredita até em sabotagem

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O superintendente da Fundação Hospital do Acre, Carlos Eduardo, disse neste sábado que o hospital ainda está investigando o caso das marmitas estragadas e com tapurus na carne de frango servidas aos pacientes do setor de Hemodiálise do Hospital das Clínicas, conforme denúncia veiculada em ac24horas e no Blog do jornalista  Altino Machado após denúncia dapresidente da Associação dos Pacientes Renais Crônicos e Transplantados, Berenice Sales da Silva, na noite desta sexta-feira. (Leia a matéria da denúncia aqui).  

O diretor, porém, descartou qualquer possibilidade de falha da unidade e disse se tratar de um caso isolado.

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“A gente ainda ta apurando, mas a gente já a tem certeza de que no processamento, no manejo lá na conzinha não aconteceu nada. Porque são 200 refeições por noite e só apareceu em 3 ou 4 marmitas. A gente conversou com funcionários e em relação ao processamento na cozinha a gente ta praticamente descartando essa possibilidade, de que tenha ocorrido no manejo, na cozinha.

Ainda segundo Carlos Eduardo, a empresa responsável pelo fornecimento será chamada para explicar as condições de armazenamento dos alimentos e disse ainda que o caso  já está em análise. Ele também acha que há possibilidade de pacientes terem esquecido as marmitas na unidade.  

“O fornecedor também está sendo chamado. Queremos saber como acontece o processo de armazenamento deles. A gente também ta pedindo uma análise para saber qual é o bicho mesmo, se é a varejeira e qual que é o ciclo dele, direitinho, e daí a gente vai investigar  sobre essa possibilidade de isso ter acontecido em 3 ou 4 marmitex aqui, mas está em investigação. Falha do hospital não houve. Às vezes tem o comportamento de alguns pacientes que guardam o marmitex para comer depois da sessão de hemodiálise ou para levar pra casa. O que pode ter acontecido é que alguém pode ter esquecido de levar e alguém pegou a comida de um dia pro outro e sem querer colocou no meio das marmitas e a hora que abriram estava desse jeito. Essa é suspeita que a gente ta tendo também. No hospital são 200 refeições à noite e não teve nenhum outro caso”, informa.

Já o diretor executivo da Secretaria Estadual de Saúde, Irailton Lima, acredita até em “sabotagem”. Para ele não faz sentido que as larvas estivessem vivas nas marmitas após o alimento ser cozido ou frito numa temperatura de 200 graus.

“Nós vamos fazer uma ampla investigação para saber o que houve, pra saber se foi problema na cozinha, na estocagem do material ou sabotagem. Porque é uma questão muito prática. Porque não faz sentido que as larvas estivessem vivas, não faz sentido. Como é que  uma larva ta viva depois de um alimento ter passado por uma cocção a uma temperatura debaixo de 200 graus. Entendeu? É muito absurdo isso!”, finaliza.

Irailton Lima só não adiantou quem teria praticado a sabotagem e disse que espera a apuração.

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