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Com poucos empregos gerados, empresários dizem que comércio do Acre está “atravancado”

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O Instituto Fecomércio de Pesquisas Empresariais do Acre (Ifepac) realizou uma pesquisa no período de 23 a 25 de outubro com 251 empresários de Rio Branco na intenção de avaliar o comportamento do mercado de bens e serviços, complementado com informações de fontes especializadas.

“Não é surpresa para as pessoas mais informadas que o comércio brasileiro está fragilizado há bastante tempo, a exemplo do desempenho do volume de vendas no varejo que vem operando em escala decrescente desde o ano de 2010”, lembra o coordenador do Ifepac, Roberval Ramirez.

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No comércio local, não é diferente, com o agravante de que a média do ano de 2013 foi extremamente reduzida quando comparada com 2012, saindo de 12,8% para 1,5%, conforme estudo de Indicadores da Conjuntura Econômica dos Estados, divulgado periodicamente pela Fecomercio/PA. Levantamento do IBGE demonstra que o comportamento da receita nominal de vendas do comércio do Acre apresenta índices de 9,8% para o mês de maio, 6,2% para junho e 4,6% para julho.

As informações corroboram com a avaliação de 40% dos empresários locais quando afirmam que os governos precisam adequar as alíquotas dos impostos de competência do estado e municípios à condição do mercado local, destacando-se o ICMS, que representa um dos maiores em relação a outras unidades da Federação aplicados sobre o movimento de compra e venda no mercado de varejo do Acre.

Ainda 23% dos empresários entendem que o estado se apresenta “atravancado” quanto à implantação de ações planejadas que gerem investimentos públicos e consequente melhoria do volume de recursos em circulação. Segundo o Ministério do Trabalho, do mês de janeiro a agosto de 2013, foram gerados 1.554 empregos líquidos (22.527 admissões contra 20.973 demissões). A atividade do comércio operou com redução em seu quadro de empregos, com 13.030 admissões contra 13.042 demissões.

Como outras variáveis que impedem o desempenho favorável nas atividades do comércio, a pesquisa revela que o endividamento da população economicamente ocupada se mostra prejudicial, na avaliação de 33% dos 251 dos entrevistados.

De acordo com o estudo de Indicadores da Conjuntura Econômica dos Estados, da Fecomercio/PA, no Acre foram constituídas 1.206 empresas e extintas outras 480. Essa informação, aliada à redução de empregos já verificada no comércio, aponta que, caso não haja ações capazes de mudar o desempenho demonstrado, a tendência é o mercado do varejo acriano experimentar um processo de decadência.

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