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À beira da falência, Empreiteiro do G7 acumula dividas de mais de R$ 23 milhões com empregados e fornecedores

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O empreiteiro João Francisco Salomão, antes visto como figura cativa em eventos da alta sociedade, caiu no ostracismo  e há alguns meses se preocupa apenas em contabilizar os prejuízos da má fase que seus negócios vem passando.

Os sócios proprietários da empresa Eleacre Engenharia Ltda, Salomão e sua esposa Vangela ingressaram recentemente com um pedido de recuperação judicial junto ao Tribunal de Justiça do Acre.

O grupo empresarial busca os benefícios que só a Justiça pode conceder, como por exemplo, negociar os milhões que a família tem em dividas.  A Eleacre tem um capital social de R$ 3,9 milhões e empregando 349 funcionários.

A empresa de Salomão não vinha recebendo os valores dos contratos firmados com a Eletrobrás/AC, com a Prefeitura Municipal de Rio Branco e com a empresa Centrais Elétricas (Ceron), do vizinho Estado de Rondônia.

O atraso no recebimento do contratos ocasionou uma divida de R$ 23.818.859,52 –  segundo dados contidos no Plano de Reestruturação da empresa, apresentado no pedido de recuperação judicial.

Com uma carteira de contratos de R$ 106,7 milhões, Salomão alega na Justiça que tem como pagar todas as suas dívidas, mas requer a recuperação judicial para se organizar e quitar os débitos com funcionários e fornecedores.

Os advogados do empreiteiro, que em maio deste ano foi preso na Operação G7, da Polícia Federal, acusado de está envolvido em um Cartel, alegam que a empresa ainda tem viabilidade econômica.

Eles declaram que a crise instalada, principalmente após a prisão de Salomão, é “pontual e superável”, pela empresa ter um valioso acervo técnico, além de Know-howl na execução de obras de grande complexidade.

A juíza titular da 2ª Vara Cível da Comarca de Rio Branco, Thaís Khalil, a mesma que mandou bloquear as contas e suspender as atividades da Ympactus S.A, a Telexfree, aceitou o pedido de recuperação judicial.

No mês de setembro, a Justiça nomeou um administrador judicial. Com isso, João Salomão e sua esposa Vangela terão de apresentar a forma de pagamento de suas dividas por meio de um plano.

A juíza determinou ainda a suspensão de todas as ações ou execuções contra a empresa do empreiteiro e um prazo improrrogável de 60 dias para que a empresa apresente um plano de recuperação judicial.

Breve histório da Eleacre

A empresa de Salomão atua no ramo de construção civil e elétrica desde de 1992, tendo sido responsável pela construção de grandes obras nos estados do Acre e Rondônia.

Lotes do “Programa Luz Para Todos”, Estádio Arena da Floresta, Passarela Joaquim Macedo e 4ª Ponte sobre o Rio Acre, Subestação Rio Branco, Sede da OAB/ACRE e Aterro Sanitário do Município de Rio Branco são alguns exemplos da atuação da ELEACRE.

Destaque no mercado durante vários anos, a ELEACRE já gerou, em seu ápice, 1.227 empregos diretos, nas diversas frentes de trabalho nos estados do Acre e Rondônia.

 

 

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