Menu

Vinte mil acreanos nos pediram para corrigir problemas antigos

Receba notícias do Acre gratuitamente no WhatsApp do ac24horas.​

Uma multidão colorida e valente ocupou as ruas de Rio Branco no sábado, 22 de junho, mesmo sendo um dia impróprio para mobilizações no centro da cidade e após um jogo da seleção brasileira.

Pela primeira vez na história do Acre, o povo foi às ruas sem o comando e a mobilização de entidades da sociedade civil ou de partidos políticos. Não havia campanha nos meios tradicionais de comunicação. O facebook, uma novíssima ferramenta comunicação entre as pessoas, foi o responsável pela presença de milhares de acreanos que cantavam, gritavam e escreviam palavras de ordem sobre as suas vidas.

Anúncio

É sobre essas palavras de ordem que eu quero dialogar aqui. Acho que o povo acreano, no sábado, falou sobre problemas que, alguns, são mais velhos do que muitos daqueles jovens. Foi a expressão de dores acumuladas, a manifestação de revolta com problemas que vieram se tornando um incômodo e uma pedra no sapato do povo.

O papel de uma casa política, como a Assembleia Legislativa, deve ser o de tentar decifrar cada palavra de ordem e identificar a prioridade de cada grito, de cada palavra, de cada revolta e até de cada indignação. E, a partir desse diagnóstico social, apresentar uma pauta que avance no rumo da solução de cada problema, de cada angústia e cada dor coletiva.

Apresento aqui seis propostas para o debate político, no sentido de melhorar o serviço público, garantir transparência na gestão pública e reduzir os privilégios, propostas que eu vi escritas em folhas de cartolina:

1 – Criar um grupo especial de trabalho, envolvendo os três poderes e a sociedade civil organizada, para discutir e acompanhar políticas que combatam a corrupção, melhorem os serviços públicos e avancem na transparência da gestão pública;

2 – Propor ao poder público municipal de Rio Branco a redução para UM REAL da passagem de ônibus aos usuários do programa Bolsa Família;

3 – Isentar de ICMS da energia elétrica quem consome até 80 kWh e reduzir para 12% de ICMS o consumo de 80 kWh até 120 kWh;

Obs: Hoje a gratuidade atinge quem consome até 50 kWh e a faixa de 12% de ICMS atinge quem consome de 50 kWh até 100 kWh.

4 – Aprovar em lei restrições aos contratos temporários, excetuando-se os casos de excepcionalíssimo interesse público e propor ao governo do Acre e aos demais poderes um mutirão para substituir os contratos precários, (temporários e terceirados) e substituir por concurso público;

Obs: Propomos a instituição de um grupo de trabalho para levantar o quadro de servidores provisórios em todos os poderes;

5 – Rever o atual modelo de aposentadoria para ex-governadores, corrigindo distorções, estabelecendo o critério do tempo de mandato como fator de justiça e reduzindo os atuais valores a um percentual aceitável;

Obs: Não é justa a acumulação de vencimentos entre aposentaria e salário de quem ocupa cargo público, como não é correta a igualdade de aposentaria entre quem ficou oito anos e quem ficou apenas nove meses no exercício da governadoria.

6 – Exigir que a Universidade Federal do Acre assuma uma posição firme e decisiva a favor da Revalidação dos Diplomas de Médicos formados no exterior;

Encerro, acreditando que o Acre não pode dar as costas a essa vigorosa manifestação, achando que o tempo cura. Acredito que o nosso papel é o de sermos interlocutores entre as dores coletivas e o poder constituído.

Nesse domingo, o Acre nasceu melhor, mais livre, mais ousado, mais consciente e mais feliz.

Rio Branco- Acre, 26 de junho de 2013.

MOISÉS DINIZ

Deputado estadual – PCdoB

 

 

 

Siga o ac24horas no Google Notícias e seja o primeiro a saber tudo que acontece no Acre

Seguir no Google

Veja também

Newsletter

Fique por dentro do que acontece no Acre

Receba em primeira mão as notícias mais importantes do estado direto no seu e-mail. Política, economia, segurança e tudo que impacta a vida dos acreanos.