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“Não vamos descer pra esse nível de bate-boca”, diz juiz, presidente da Asmac, sobre ataque de Aníbal contra desembargadoras

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Luciano Tavares – da redação de ac24horas

lucianotavares.acre@gmail.com  

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Não vamos descer pra esse nível de bate-boca porque isso não é o papel da Asmac”, disse o juiz Raimundo Nonato Costa Maia, presidente da Associação dos Magistrados do Acre, em entrevista na tarde desta sexta-feira, ao comentar os ataques feitos pelo senador Aníbal Diniz (PT) às desembargadoras Maria Cezarinete e Denise Bonfim. 

O parlamentar disse durante evento do PT em defesa de Sebastião Viana e dos presos do G-7, ocorrido em frente ao Palácio Rio Branco, nesta quinta-feira, que as duas magistradas são “mal resolvidas e amarguradas”.

A revolta petista ocorre porque Denise Bonfim é autora dos mandados de prisão da G-7, e Maria Cezarinete, durante a sessão de julgamento dos habeas corpus dos presos pela PF, no Pleno do TJ, no último dia 05, remeteu o caso ao STF.

O presidente da Asmac disse que a entidade está do lado das magistradas, mas de acordo com ele “quem foi atacada é que deve saber que medidas a procurar”. O magistrado quer evitar bate-boca com os petistas. Para ele “as instituições são maiores que as pessoas. As pessoas passam, mas as instituições ficam. O que eu tenho a dizer é que o ato de ontem foi um ato político. E essa não é a nossa seara. É claro que lá eles têm toda liberdade de falarem o que acharem que devem falar. Nós vivemos num Estado democrático de Direito, onde todos têm essa liberdade de falar o que bem entender o que deve. Nós não revidar ou ficar respondendo ataques dessa natureza. Cada um fala o que quer e obviamente vai responder pelos seus excessos”, acrescentou.

O juiz João Ricardo dos Santos Costa, ex-presidente da Associação dos Magistrados de Porto Alegre, que está no Acre com um grupo de magistrados lançando a campanha “unidade e valorização da magistratura” comentou as declarações do senador.

Para ele, o Judiciário não está isento de críticas, mas o que não se pode permitir são críticas pessoais. “Numa democracia qualquer poder está sujeito a críticas. Agora o que não podemos permitir é esse tipo de agressão pessoal à pessoa da desembargadora. Nós estamos bastante preocupados no momento em que as autoridades públicas que tem a responsabilidade de preservar a credibilidade das instituições se portam dessa maneira. Ele faltou com respeito pelas declarações pessoas às desembargadoras”, completou o juiz gaúcho.

 

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