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Aníbal culpa donos de balsa por atraso em edital de ponte

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Em seu pronunciamento, na sessão do Senado, nesta terça-feira (11), o senador Aníbal Diniz protestou contra mais um adiamento da obra de construção da ponte sobre o Rio Madeira. Ele lamentou que a licitação, que seria aberta no dia 26, tenha sido suspensa por ordem judicial, sob a alegação de irregularidades em seu edital. A expectativa do governo do Acre era iniciar a obra em agosto e concluí-la no final de 2014.

O senador disse que desconhece as irregularidades no edital, mas apontou a existência de um grupo empresarial que opera um sistema de balsa “extremamente deficitário” no rio Abunã, que causa um “transtorno terrível” para quem quer se deslocar de Porto Velho a Rio Branco, especialmente no período da seca, o que favorece a formação de filas de veículos com até 15 quilômetros.

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anibal_1A construção da ponte é uma espécie de entrave, que nem mesmo a bancada federal do Acre unida consegue superar, disse Aníbal Diniz. O senador explicou que a presidente Dilma Rousseff já autorizou o Ministério dos Transportes a encaminhar a construção da ponte, que consolidaria o acesso direto ao Oceano Pacífico, mas observou que, “toda vez que se aproxima o processo de licitação, algo invisível entra e impede que aconteça”.

“Cada dia de atraso significa mais um período de exploração desse pessoal que lucra com o trabalho de balsa, e quem paga o pato é a população, que sofre muito. Aqueles que operam o serviço de balsa agradecem a decisão judicial, pois vão continuar lucrando com um serviço extremamente deficitário”, asseverou.

Aníbal relatou, ainda em plenário, que a população sofre muito quando tem de se deslocar de Rio Branco para Porto Velho ou de Porto Velho para Rio Branco, principalmente no período de verão quando o volume das águas fica bem menor e a fila de veículos (passeio e carga) que se forma, a espera da balsa para a travessia, chega a quinze quilômetros.

“Às vezes, caminhões que transportam produtos perecíveis têm suas cargas estragadas no caminho, exatamente por conta desse gargalo”, completou.

Por fim, reforçou o chamamento às bancadas de deputados e senadores do Acre e de Rondônia para que se unam no sentido de fazer nova embaixada junto ao Ministério dos Transportes e ao Juiz Federal de Rondônia, que tomou a decisão de suspender a licitação.

“Precisamos saber quais os motivos para que as pendências apontadas sejam resolvidas o mais depressa possível para que haja essa licitação e essa obra seja executada, porque o povo do Acre merece o respeito de ter uma ponte sobre o Rio Madeira, para que as viagens entre Rondônia e Acre, pela BR 364, possam acontecer sem esse transtorno terrível que é a travessia de balsa sobre o Rio Madeira”, concluiu.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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