Menu

Prefeito Mano Rufino mantém como diretor financeiro o principal suspeito de participar do esquema que desviou R$ 1,2 milhão em Sena Madureira

Receba notícias do Acre gratuitamente no WhatsApp do ac24horas.​

Jairo Carioca – da redação de ac24horas
jscarioca@gmail.com

O caso de corrupção desencadeado pela Policia Federal no último dia 10 se apresenta a cada dia como a ponta do iceberg de uma grande rede de desvio de recursos públicos que atuou no interior do Acre nos últimos anos. O pedido de prisão do ex-prefeito Nilson Areal decretado pela juíza Zenice Mota trás a baila outro esquema que envolve além de Areal, o empreiteiro Francisco Furtado e o atual diretor financeiro do prefeito Mano Rufino da cidade de Sena Madureira, o Jeferson Furtado. Todos são investigados pelo desvio de R$ 1,2 milhão.

Anúncio

Na Ação Civil Pública que tramita no Tribunal Regional Federal – 1ª Região consta documentos com a assinatura de Jeferson Furtado em cheques pagos ao seu tio, o empreiteiro Francisco Furtado D´Ávila, um deles no valor de 315 mil reais sacado no dia 11 de agosto de 2009.

NotaSegundo a investigação, Jeferson Furtado foi nomeado pelo ex-prefeito Nilson Areal com o objetivo de efetuar os pagamentos a empresa do tio, a Construtora Madureira Ltda, também arrolada no processo pelo suposto asfaltamento de ruas. A Construtora Madureira já tinha recebido 31% do valor total da obra, um dia depois da assinatura do contrato.

Outro envolvido no esquema é o engenheiro Janderson Pontes de Assis que atestou as notas de pagamento de ruas que nunca saíram do papel. Uma delas leva o nome do pai do atual prefeito, a Rua Zé Rufino. Segundo o ac24horas apurou, dos sete logradouros informados ao Ministério da Defesa como pavimentados, apenas dois tiveram obras concluídas: a Rua Sirqueira Campos no Bairro Juruá e a Rua Alairce Miranda no bairro Cidade Nova.

O Ministério Público Federal investiga ainda, o uso de recursos do Programa Ruas do Povo do governo do Acre para a conclusão das duas ruas citadas – uma vez que a empresa Construtora Madureira recebeu todo o recurso destinado pelo Ministério da Defesa – até setembro de 2009. Esse foi o embasamento para o pedido de afastamento do ex-prefeito Nilson Areal acusado de usar o cargo para interferir na instrução processual. O Ministério Público Federal entendeu na época, que a permanência de Nilson Areal no cargo era um perigo ao erário público.

O próprio acusado Francisco Furtado [tio do atua diretor financeiro de Mano Rufino], em depoimento, afirmou que sua empresa sequer tem empregados registrados, nem máquinas e equipamentos, isto é, uma empresa fantasma, porém requereu os pagamentos pelas falsas medições, tendo sido imediatamente atendidos pelo prefeito. A empresa tem como endereço a Rua Profirio de Moura, na cidade de Santa Rosa do Puros, uma das mais isoladas do Acre.

A TRAMITAÇÃO DO PROCESSO
A ação civil pública é assinada pelo procurador Anselmo Henrique Cordeiro Lopes. O processo distribuído as 18h20 no dia 10 de outubro de 2011 tramita no Tribunal de Justiça Federal do Acre e foi recebido as 17h10 do dia 28 de agosto de 2012 no gabinete do desembargador Ítalo Fioravanti Sabo Mendes onde encontra-se concluso para despacho. A ação é uma das que engrossa as estatísticas de processos contra a corrupção não julgados no Acre.

Habeas Corpus
Com relação a outro processo que responde e que culminou com pedido de prisão preventiva decretado pela juíza Zenice Mota, o ex-prefeito Nilson Areal conseguiu um habeas corpus e não figura mais como foragido da Justiça. O documento foi concedido pelo desembargador Adair Longuini.

 

 

Siga o ac24horas no Google Notícias e seja o primeiro a saber tudo que acontece no Acre

Seguir no Google

Veja também

Newsletter

Fique por dentro do que acontece no Acre

Receba em primeira mão as notícias mais importantes do estado direto no seu e-mail. Política, economia, segurança e tudo que impacta a vida dos acreanos.