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Salve Jorge!

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A política não tem sido generosa para Sebastião Viana nos últimos tempos. Desde que assumiu o governo em janeiro de 2011, o chefe do Palácio Rio Branco vem sofrendo e, muito.

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Pode-se dizer até que está sangrando!

Mesmo tendo o controle da maioria dos meios de comunicação do Acre como aliado, a bancada de deputados na Aleac aos seus pés e contar com um exército de assessores nomeados apenas para defendê-lo, pela primeira vez na história, desde que a Frente Popular do Acre chegou ao poder no Estado, a hegemonia dos irmãos Jorge e Sebastião Viana está sendo ameaçada de fato.

Mesmo o governo do Acre mostrando na mídia oficial que sua gestão é pautada em investimentos no setor produtivo, o retorno ainda não veio e pelo visto, está longe de vir. Apesar de milhares de fotos e vídeos publicados nos quatro cantos do Estado, o medo vem tomando de conta dos mis próximos da cúpula petista.

Somente no ano passado o governo do Acre perdeu mais de R$ 290 milhões em repasses do Fundo de Participação dos Estados e a previsão para este ano, apesar da promessa de R$ 2 bilhões em investimentos na economia acreana, fruto de empréstimos, não é nada boa.

Com o imbróglio que envolve as discussões do Royalties do Petróleo e as dúvidas que pairam sobre as novas regras de distribuição do FPE, o estado governador pelo Partido dos Trabalhadores, principal coluna da FPA, vem sendo sufocado aos poucos. Pela primeira vez, em pouco mais de 13 anos de administração, o décimo terceiro salários dos servidores públicos não foi pago antes do Natal  (em 20120. Esse, para muitos foi o primeiro sinal de que as coisas não andavam tão boas no reinado da florestania.

Passados alguns meses, a contínua queda nos repasses só aumenta e enfraquece os cofres públicos.

O poder não é mais o mesmo. 

Atualmente, cerca de 60% dos recursos do governo é proveniente de repasses da União.  Boa parte desse montante é usada para pagamentos de salários e a manutenção da máquina pública. O Acre se desenvolve por meio de empréstimos que hoje já ultrapassam os R$ 2 bilhões de reais.

A pergunta é: quem pagará essa conta?

Recentemente a imagem do governador Sebastião Viana, tido como ético e moralmente correto em suas ações, foi arranhada.  Os boatos de desvios de recursos públicos que dominavam a mente nas secretarias, enfim, veio a tona com a execução da “Operação G7,  de Polícia Federal, que culminou na prisão de 15 umbilicalmente ligados a cozinha do governador. Secretários de Estado, Empreiteiros e servidores públicos envolvidos diretamente nos tramites eleitorais da governança petista, geralmente com grandes contribuições nas campanhas de Jorge Viana, Binho Marques, Sebastião Viana, Raimundo Angelim e agora o neófito Marcus Alexandre Viana, que adotou o sobrenome da “força” devido o seu casamento com a engenheira Gicélia, para variar, Viana.

E para quem pensavam que o já quente Estado do Acre não teria mais novidade tão cedo, estourou com uma bomba a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) declarando a inconstitucionalidade da lei do Estado do Acre que efetivou no serviço público mais de 11 mil servidores que não passaram em concurso público. Pessoas que constituíram vínculo e família nas secretarias que trabalham há mais de 20 anos.

A situação, que sempre foi empurrada com barriga pelos governantes, poder acaba com a hegemonia do grupo que detém o poder na província de Galvez.

Salve-se quem puder, ou melhor, Salve Jorge!

 

 

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