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Falta macaxeira

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Jairo Carioca – da redação de ac24horas
jscarioca@gmail.com

Já pensou em comer aquele churrasquinho sem macaxeira?
Isso já é realidade em alguns bairros de Rio Branco. Donos de churrascarias, restaurantes, supermercados e até ambulantes, reclamam da falta de macaxeira no mercado municipal e feiras. O motivo, segundo o Secretário de Agricultura e Floresta (SAFRA), Mauro Jorge Fadell, foi a alagação de 2012 e a migração de produção da farinha para goma. A baixa produção elevou o preço da saca de macaxeira que chega à Central de Abastecimento de Rio Branco pelo valor de R$ 80, se tornando o novo vilão da inflação.

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A produção em Rio Branco é de 90 toneladas ano, mas segundo Mauro Fadell, com a alagação de 2012, dois terços da área de 3 mil hectares deixou de ser produzida. Ainda segundo a SAFRA, nas partes altas da cidade, a maior produção é de milho. Nem mesmo a disponibilidade do crédito de R$ 80 milhões pelo governo federal resolveu o problema. Outro gargalo enfrentado para o incentivo ao setor é a de regularização fundiária para a liberação de crédito. Atolados em dívidas e inadimplentes com as agências financiadoras, os produtores resolveram apostar em outras culturas.

“Até mesmo nas casas de farinha ocorreu uma migração de produção da mandioca para a goma, que apresenta um mercado mais lucrativo”, explicou Fadell.

Em termos de oferta e demanda em Rio Branco, calcula-se que 50% da raiz ainda são destinadas a produção de goma e o consumo animal (alimentação de rebanhos). Com a baixa produção e o aumento da procura, a mandioca se tornou em artigo de luxo.

A vendedora de churrasquinho, Ana Gomes, do bairro Vila Acre, há uma semana vende o produto sem o acompanhamento de macaxeira. A reclamação é a mesma de donos de restaurantes e supermercados. Uma das maiores redes de supermercados em Rio Branco está importando o produto do vizinho estado de Porto Velho.

A previsão não é nada animadora. Fadell explica que o consumidor da capital ainda vai ficar um bom tempo sem a grande oferta de mandioca. O município inicia somente no final deste mês em parceria com a Seaprof, a ampliação da área mecanizada que visa dobrar a produção de mandioca. Das 10 casas de farinha existentes no setor rural apenas 8 estão em funcionamento.

 

 

 

 

 

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