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Vaga de Coronel Full proposta por Sebastião é questionada

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Jairo Carioca – da redação de ac24horas
jscarioca@gmail.com

Apenas uma vaga para coronel. Esse é o pensamento do governo para a reformulação do quadro organizacional do Corpo de Bombeiros do Acre, em um projeto de lei que foi apresentado na Assembléia Legislativa para aprovação. A votação deverá acontecer nesta terça-feira (30). O projeto nem entrou em discussão e já vem sofrendo criticas entre oficiais e praças bombeiros por não prever abertura de vagas para os demais postos e graduações.

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“Da forma atual, o governo e o comando do Corpo de Bombeiros fingem não perceber que há outros militares em diferentes cargos que estão há anos com a promoção atrasada, acumulando perdas salariais mês a mês”, disse um militar que temendo ser preso, pediu para não revelar sua identidade.

Um fato que ficou muito conhecido na Policia Militar foi o do coronel Francimar, que ascendeu rapidamente de major ao posto de coronel em pouco mais cinco anos, “graças aos projetos de lei feitos sob medida pelo ex-governador Arnóbio Marques”, acrescenta o militar.

Neste caso o governador Tião Viana já fez a promoção de fato para provimento da vaga do coronel que ainda nem existe, e provavelmente existirá a partir de terça-feira. Ainda de acordo informações do militar, tal direcionamento é feito ao arrepio da lei porque ela diz que para a promoção acontecer todos os tenentes-coronéis seriam previamente avaliados por uma comissão de oficiais superiores aos candidatos, sendo que o melhor avaliado seria o indicado à promoção pelo Governador do Estado.

Na sessão da ALEAC da última quinta-feira, membros da Associação dos Militares (AME) e da Associação de Praças do Corpo de Bombeiros (APRABMAC) foram acompanhar a sessão extraordinária da Assembléia Legislativa em Acrelândia, no intuito de se manifestarem contra a lei, que em princípio favorece apenas o oficial do governo a ser agraciado. Também foi questionado porque o governo mais uma vez encaminhou projeto de lei sem a ampla discussão com a categoria e ainda pôs para ser aprovada em município que sequer possui unidade do corpo de bombeiros.

Abraão Pubio, diretor da APRABMAC, escreveu em sua página na rede social: “nós iremos solicitar ao Governo do Estado e parlamentares, bem como defender que sejam acrescidas vagas no projeto de lei para os outros postos e graduações, estendendo os benefícios tanto para as praças (soldado a subtenente), quanto para o oficialato (uma vez que temos majores com quase 10 anos sem promoção e capitães com quase 7 anos sem promoção)”.

A APRABMAC acredita que conseguirá estabelecer um bom diálogo com os assessores de Sebastião Viana, estando pré-agendado para segunda-feira (29/04) reunião com a chefe do gabinete civil, Márcia Regina. O objetivo é ampliar a criação de vagas, proporcionalmente aos demais postos e graduações no Corpo de Bombeiros e fixar princípios para a negociação das demais pautas da data-base 2013.

Francisco Jusciner, Presidente da APRABMAC, esclarece que a associação é favorável a criação da vaga de coronel BM. Porém, acrescenta “fomos à sessão em Acrelandia para solicitar que fosse realizada expansão do Quadro Organizacional do CBMAC tal como ocorreu na Policia Militar em abril de 2012, situação na qual ocorreu a criação de novas vagas em todos os postos e graduações na policia, beneficiando militares praças e oficiais de todos os quadros”.

Segundo informações dos bastidores do oficialato, em outubro de 2012 o comandante-geral do bombeiro teria solicitado ao governo a criação de vagas para os de cima e de baixo. Oficiais que temem concorrência travam uma batalha contra a criação de novas vagas. Essa linha de pensamento dentro da Caserna é acusada de boicotar o pedido incentivado somente o pleito por uma vaga de coronel, levando o governo a crer que o comando queria reduzir custos ao erário público.

“Por outro lado, se o governo estendesse a proposta de criação de cargos do soldado ao coronel, pela questão do efetivo diminuto do cbmac – 323 homens para todo o Estado do Acre, quando o previsto em lei são 1755 – e pelos interstícios de tempo entre uma e outra promoção, não seriam promovidos mais do que 20 militares em 2013, não se justificando discursos de impacto na folha de pagamento”, concluiu o militar.

 

 

 

 

 

 

 

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