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Manoel Urbano sedia Fórum de Pesca e Aquicultura

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Terezinha Moreira

O Fórum de Pesca e Aquicultura de Manoel Urbano será realizado dias 9 e 10 de maio, no Centro Cultura. Segundo o engenheiro agrônomo e chefe do escritório da Secretaria de Extensão Agroflorestal e Produção Familiar (Seaprof) daquele município, Elio Ferreira, o evento tem o objetivo de promover um amplo debate sobre os desafios da pesca e aquicultura no estado do Acre, especificamente no município de Manoel Urbano.

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O Fórum será realizado pelo governo do Acre, WWF Brasil, Associação de Manejadores de Pirarucu de Manoel Urbano, Ibama e prefeitura do município. Entre os conferencistas destacam-se acadêmicos, gestores governamentais, organizações sociais de pescadores e aquicultores com importantes contribuições para o desenvolvimento da pesca e aquicultura do Estado.

Serão debatidos os desafios para a gestão eficiente dos recursos pesqueiros e aquicolas e o desenvolvimento socioeconomico dos atores envolvido nos mais diversos segmentos da cadeia produtiva do pescado extrativo e cultivado.

O manejo de lagos

O manejo de lagos é uma realidade no estado do Acre. A experiência tem sido viabilizada por meio de um projeto do Governo do Estado, executado pela Seaprof, em parceria com o Ibama e a ong WWF Brasil. Entre as atividades do projeto está o manejo do pirarucu, que acontece desde 2005.

O lago Santo Antônio, em Manoel Urbano, foi o primeiro a ser manejado. Desde então, o Governo do Estado e os pescadores têm trabalhado em parceria para garantir recursos para a comunidade e a proteção ambiental do pescado. A contagem inicial do pirarucu nos lagos é essencial pois confirma se a quantidade de peixes da espécie tem potencial para o uso sustentável.

Para o manejo acontecer o primeiro passo é realizar os acordos de pesca, pactos feitos entre as comunidades para definir as regras da pesca. Em lagos onde acontece o manejo do pirarucu, por exemplo, os pescadores não utilizam malhadeiras ou tarrafas. Já foi constado que o manejo promove a conservação do ambiente aquático, melhorando a reprodutividade dos peixes e as condições do lago. Fortalece a cadeia produtiva do pirarucu, propicia mais uma fonte de renda anual. Além de empoderar as comunidades e garantir a melhoria da qualidade de vida na região

A venda do peixe é uma fonte de renda importante para os pescadores. O manejo do pirarucu é também uma alternativa para a recuperação dos estoques e uso sustentável dos lagos e garantia de alimentos às populações que vivem na floresta. A experiência ganha novos adeptos a cada ano. Atualmente, comunidades indígenas da região do Tarauacá/Envira já estão participando do projeto.

Programa de Piscicultura

O Acre apresenta uma ótima vocação para a prática aquicola, com clima adequado e interesse da população pela atividade. Por possuir baixo impacto ambiental e com o acompanhamento correto gera renda e melhoria da qualidade de vida aos produtores rurais.

O Programa de Desenvolvimento da Piscicultura do governo do Estado do Acre consiste na consolidação de uma cadeia produtiva completa e de excelencia tecnológica. O programa é desenvolvido em parceria com associações e cooperativas de produtores rurais.

Esta é uma estratégia de gestão territorial que envolve ações de valorização da floresta com a intensificação do uso das áreas já alteradas, introduzindo, de forma sistemática, novos arranjos produtivos como a piscicultura.

 

 

 

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