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Candidatos à sucessão de Angelim se acusam mutuamente e não apresentam nada de “novo” durante debate pela tv Gazeta

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Ray Melo e Luciano Tavares
Fotos de Luciano Tavares

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O debate entre os candidatos que disputam o segundo turno das eleições municipais em Rio Branco foi o mesmo lenga-lenga de sempre. Se depender das respostas que Marcus Alexandre (PT) e Tião Bocalom (PSDB) deram na TV Gazeta para o eleitor decidir o voto, muita gente vai chegar ao domingo, com muitas dúvidas.

Nenhum dos postulantes ao cargo de prefeito da capital apresentou nada novo. O petista e o tucano não chamaram a atenção, muito menos deram garantias para o que prometeram. Foi uma guerrinha de nervos de culpado e inocente, do bom e do ruim, além das acusações mútuas de montagem de boatos.

O ungido da cúpula petista, Marcus Alexandre continuou robotizado, respondendo tudo dentro do tempo, com respostas prontas e irônicas, trazendo sempre na lembrança seus mentores: Tião e Jorge Viana. Bocalom, por sua vez, mostrou-se mais seguro e até deu aula de matemática ao concorrente, em determinados momentos.

Orientado pela equipe de marketing, Marcus Alexandre disse durante todo o debate, que Bocalom mente e que não conseguirá concretizar a proposta dos lotes urbanizados. Acusou também o tucano de prometer médico em cada ramal de Rio Branco. O petista também disse que Tião Bocalom falta com a verdade, quando promete transporte gratuito para os estudantes.

 

Nos contra ataques, Tião Bocalom acusou Marcus de falsear a verdade quando diz que ele [Bocalom] não terá dinheiro para tocar a prefeitura. O tucano ainda disse que Marcus não tem as mãos limpas, ao acusar-lhe de responder a processos no Tribunal de Contas da União e a supostos inquéritos na Polícia Federal.

 

No decorrer do debate, os candidatos fizeram apenas o que foram orientados nos bastidores por seus marqueteiros. Marcus Alexandre tentou se desvencilhar de que não seria um homem de família e evocou até o nome de Deus, para continuar em sua pose de bom moço. Tião Bocalom não falou dos boatos que envolvem o adversário em nenhum dos blocos do debate.

 

Sem mudar o enredo na campanha de segundo turno, tanto o petista, quanto o tucano mantiveram a proposta de criação de cinco mil vagas em creche e o ensino integral nas escolas municipais. Bocalom ainda chegou a reclamar o roubo de autoria do projeto Cidade do Povo, lançado pelo governador Sebastião Viana (PT).

 

Na troca de ironias, os candidatos divergiram sobre o transporte público, esgotamento sanitário, questões ambientais e saúde pública. Marcus Alexandre sempre com uma solução ensaiada na ponta da língua e Tião Bocalom sempre afirmando que o PT não conseguiu fazer em oito anos, o que promete para os próximos.

 

O candidato do PT ainda tentou constranger Tião Bocalom ao questionar se ele teria sido orientado a não falar de Acrelândia. O tucano aproveitou a deixa para fazer uma declaração de amor ao município que administrou. “Tenho orgulho de ter administrado Acrelândia”, disparou o candidato tucano.

 

Nas questões técnicas, Marcus Alexandre tentou desqualificar Tião Bocalom. O petista falou a exaustão que se ganhar a eleição vai contar com apoio dos irmãos Viana e da presidente Dilma Rousseff (PT). Já Bocalom se valeu da união das oposições, ao dizer que terá o apoio do vice-presidente Michel Temer (PMDB), do senador Petecão (PSD-AC) e do deputado Gladson Cameli (PP-AC).

 

No mais, o debate foi um repetição da edição anterior, com um menos número de participantes.

 

 

 

 


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