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Na cidade de Cruzeiro do Sul, funcionários terceirizados e servidores públicos denunciam intimidação por voto

Publicado

em

Ray Melo,
da redação de ac24horas
raymelo@ac24horas.com

A reportagem de ac24horas foi contatada nesta sexta-feira, 27, por funcionários de uma empresa terceirizada do município de Cruzeiro do Sul, que presta serviços na limpeza de escolas do Governo do Acre, que denunciaram suposta intimidação por voto.

Segundo os trabalhadores, 34 funcionários da M.M. Comércio e Serviços Ltda, teriam recebido aviso prévio e que o gerente da empresa teria informado que eles só seriam recontratados, depois que Henrique Afonso (PV) fosse eleito prefeito.

A ajudante de serviços gerais, A.R.S. apresentou o aviso recebido da gerência da M.M. Comércio e Serviços Ltda. Segundo ela, o gerente Alexandre Silva teria informado que ela seria recontratada se votasse no candidato da FPA e ele ganhasse a eleição.

“O gerente e alguns políticos reuniram todos os funcionários da empresa e disseram que estavam dando aviso prévio para todo mundo. Eles disseram ainda, que se todos votassem no Henrique Afonso e ele fosse eleito, nós ganharíamos os empregos novamente”, diz A.R.S.

A empresa envolvida na suposta coação tem um contrato de R$ 1,6 milhão – para fazer faxinas nas escolas sob a responsabilidade do Estado no município de Cruzeiro do Sul.

Os denunciantes informaram que nas escolas estaduais, os diretores sofrem pressão para votar e comparecer a eventos do candidato à prefeitura município apoiado pelo governador Sebastião Viana (PT) e partidos da FPA.

As empresas terceirizadas e cooperativas com contratos com o Governo do Acre, na cidade de Cruzeiro do Sul estariam fazendo reuniões para pedir a participação dos trabalhadores e cooperados nos atos políticos da FPA, além de ameaçar de demissão, caso, o candidato da coligação seja derrotado.

As denúncias ficam mais graves quando os funcionários da própria Secretaria da Educação informam estariam sofrendo ameaças de transferência de setor caso não votem em Henrique Afonso, que conta com o aparato dos órgãos públicos estaduais.

Os servidores estariam sendo coagidos a apresentar os nomes de cinco pessoas, com numero de título e sessão eleitoral onde votam, aos coordenadores políticos e representantes de empresas terceirizas e gestores públicos estaduais.

A reportagem tentou contato com o coordenador da secretaria estadual de educação em Cruzeiro do Sul, Zequinha lima, para que ele apresentasse sua versão, sobre as denúncias que envolvem servidores da pasta no município, mas não obteve sucesso.

Na tarde desta sexta-feira, varias ligações foram feitas para os números (68) 3322-2698 – com endereço na Travessa Mário Lobão, 112 Centro – e (68) 3322-3172 – da Avenida Rodrigues Alves, 246 Centro, mas ninguém atendeu as chamadas.

Os responsáveis pela empresa M.M. Comércio e Serviços Ltda, não foram localizados para esclarecer as demissões e pressão para que os funcionários terceirizados votassem no candidato da Frente Popular, em Cruzeiro do Sul.

Os coordenadores da campanha do candidato Henrique Afonso também não foram localizados para falar do assunto.

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