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Candidato a vereador em Feijó, preso em flagrante por peculato já esta no presídio; “laranja” diz vereador superfaturou obra

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Salomão Matos com informações da Policia Civil
Da redação de ac24horas
salomao.matos@gmail.com

Cedo da manhã a reportagem de ac24horas anunciou a prisão em flagrante do candidato a vereador pelo município de Feijó, Raimundo Nonato de Sousa Pinheiro, mais conhecido por Ronelson (PSD) que concorre a reeleição, que teria sido flagrado com aproximadamente R$ 50 mil, dinheiro supostamente para ser usado na compra de votos no interior do interior do Acre.

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No entanto, a prisão foi feita por Policiais civis da Delegacia Itinerante, sob o comando do delegado Roberth Alencar. Ronelson é acusado de crime de peculato. Em poder do político os policiais apreenderam R$ 21,5 mil, em cédulas de 100 e 50 Reais e não quase R$ 50 mil como anunciamos.

O dinheiro, segundo a polícia, é oriundo do FPM (Fundo de Participação do Município), que deveria ser usado para contratação de mão-de-obra e limpeza de ruas da cidade. Ronelson, conforme informações do delegado da Polícia Civil, contratou Francisco Ribeiro de Souza, e o usou como “laranja”, para superfaturar o valor dos serviços.

Pelo que ficou apurado pela polícia, as despesas com a higiene do município tutelada ao “laranja” totalizaram R$ 38,5 mil, valor que por ordem do vereador Ronelson foi elevado para R$ 60 mil. Com o golpe, o vereador Ronelson abiscoitaria R$ 21,5 mil.

O numerário foi apreendido pela equipe do delegado Roberth Alencar, que deu voz de prisão ao político por volta de 9h50 desta terça-feira, no momento em que Ronelson recebia de Francisco Ribeiro de Souza a quantia de R$ 21,5 mil desviado dos cofres da Prefeitura de Feijó.

Preso em flagrante o vereador que disputa a reeleição pela coligação Aliança Popular de Feijó-APF, formada pelos partidos DEM, PSDB e PSD, foi indiciado por peculato (artigo 312, CP, que versa sob, apropriar-se o funcionário público de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou particular, de que tem a posse em razão do cargo, ou desviá-lo, em proveito próprio ou alheio.)

Após os procedimentos na delegacia o vereador foi encaminhado ao presídio local, onde vai aguardar pronunciamento da Justiça. Já Francisco Ribeiro de Souza, usado como “laranja” do político, foi arrolado como testemunha por ter denunciado o golpe ao Ministério Público Estadual  – MP/Acre.

O delegado ingressou na Justiça com pedido de busca e apreensão na residência do acusado e na Prefeitura de Feijó, ação acolhida pelo poder judiciário. Ao proceder às buscas a polícia apreendeu computadores e documentos, que serão submetidos a pericia.

 

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