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PROJETO FRACASSADO

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“Casa de farinha de Sebastião Viana funcionou apenas na inauguração em Capixaba”, denunciam produtores;
Secretário de Agricultura e Produção Familiar (Seaprof), Lourival Marques diz que a unidade seria de responsabilidade do Incra e teria sido repassada a associação de produtores local

 

Ray Melo,
da redação de ac24horas
raymelo@ac24horas.com

O projeto de construção das 102 casas de farinha, que lançou a candidatura do senador à época, Sebastião Viana (PT) ao Governo do Acre, não teria decolado e, em alguns municípios, as unidades funcionaram apenas na inauguração, segundo produtores rurais.

As obras que consumiram R$ 2,4 milhões – em recursos da Fundação Banco do Brasil (FBB) em Brasília, teriam sido usadas apenas para a promoção pessoal de Viana, que sucedeu Binho Marques (PT), no Governo do Acre, em 2011.

No Ramal Alcobrás, no município de Capixaba, uma casa de farinha em ruínas, inaugurada ao final da administração do ex-governador Binho Marques, é a amostra do fracasso do projeto de incentivo a produção de farinha na localidade.

O secretário de Agricultura e Produção Familiar (Seaprof), Lourival Marques negou que a casa de farinha seja do projeto gerenciado pelo Estado. De acordo com Marques, a unidade seria de responsabilidade do Incra e teria siso repassada a associação de produtores do local.

Os pequenos produtores reafirmam que a unidade teria sido entregue por Binho Marques e Sebastião Viana, e teria funcionado apenas na inauguração. Após a produção das peças de mídia e o uso publicitário do evento, unidade não foi mais utilizada.

“Isso foi dinheiro jogado fora. Nunca os produtores se reuniram para fazer farinha ou qualquer outro tipo de produto derivado da macaxeira. Apenas no dia que foi inaugurada para fazer fotos e filmagens. Mais nunca serviu para nada”, diz Hugo Pinto.

A casa de farinha está parcialmente destruída. Partes da cobertura foram arrancadas e as telas deque serviam de paredes estão todas rasgadas. As máquinas que foram entregues junto com o empreendimento também foram retiradas.

O projeto, que à época, foi apresentado com festa por Sebastião Viana, virou motivo de piada, entre os pequenos produtores. Os agricultores afirmam que o lucro da construção das casas de farinha ficou com os morcegos, cupins e pulgas.

“Quem lucrou mesmo foram os morcegos, cupins e pulgas. Depois da inauguração, os cachorros se infestaram de pulgas e carrapatos oriundos da casa de carrapatos… ou desculpe, digo de farinha (risos)”, diz o agricultor Hugo Pinto.

De acordo com os produtores, a casa de farinha teria custado mais de R$ 23 mil. Os agricultores dizem ainda, que muitas promessas que foram feitas pelos gestores do Partido dos Trabalhadores (PT), os moradores do ramal não receberam.

“Prometeram uma escola, um posto de saúde e transporte escolar digno, mas os alunos vão para escola em cima de caminhão, pau de araras e, quando não vão de bicicletas, porque o caminhão vive mais quebrado do que funcionando”, protesta o agricultor Samuel Silva.

Revoltados, os pequenos produtores dizem que estão esperando a visita dos gestores do Governo do Acre, que fazem visitas apenas para pedir votos e reafirmar promessas não cumpridas. “Vamos dar a respostas que eles merecem”.

Questionado sobre a situação da casa de farinha do Ramal Alcobrás, o secretário Lourival Marques disse que “a responsabilidade não é do Estado. Foi o INCRA que entregou à unidade a associação de produtores. O governo ainda vai entregar casas de farinha em Capixaba”, enfatizou.

A reportagem procurou os gestores do Incra, para saber se a casa de farinha seria de responsabilidade da instituição. Os assessores informaram que o superintendente, Taumaturgo Neto, estaria viajando.

Segundo os assessores da superintendência do Incra, o responsável técnico que poderia apresentar informações sobre os projetos de assentamentos e os benefícios concedidos pela instituição, estaria resolvendo uma questão de litígio no interior do Estado.

De: Marcio Rodrigo
Assunto: Casa de farinha/Capixaba

Trata da notícia sobre casa de farinha construída no Município de Capixaba, apontada como de responsabilidade do INCRA. Cabe esclarecer que o INCRA não construiu ou implantou nenhuma casa de farinha em Capixaba, não procedendo portanto a informação veiculada na notícia. Por este motivo, solicitamos publicação deste esclarecimento. Outras informações podem ser obtidas por e-mail ou pelos telefones abaixo.

Att., Marcio Alécio – Assegurador Terra Sol/AC – Equipe Técnica

 

 

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