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Perpétua retoma luta contra a pedofilia visitando escolas

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Angélica Paiva

Dados de sites especializados no combate à pedofilia e à exploração sexual infanto-juvenil que informam que 165 crianças ou adolescentes sofrem abuso sexual por dia no Brasil, o equivalente a  7 crianças  abusadas a cada hora, levaram a deputada federal Perpétua Almeida a intensificar a campanha nas escolas.

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Com o apoio de um vídeo didático que conta a história de uma garotinha que sofre abuso sexual dentro de casa e que consegue  se libertar do problema graças ao apoio de uma professora, a parlamentar dedicou a quinta-feira (30), às 600 crianças da escola Anita Garibaldi, localizada no bairro Triângulo Velho, no segundo distrito da capital.

Alertada para o fato de que a maioria das vítimas de abuso sexual intrafamiliar  leva um ano para conseguir falar com alguém sobre o assunto, Perpétua enfatizou a necessidade das crianças não guardarem segredo. Contarem o que acontece a colegas, professores, pais e familiares de confiança, enfatizando que a vítima não tem culpa e que o agressor é quem será punido.

A palestra com a apresentacão do vídeo foi realizada nos dois turnos e em ambos, a atenção do público infantil e a interação deram o tom. As crianças fizeram questão de explicar o que entenderam, e no final repetiram em côro que não devem ter segredos.

” Conversando com uma psicóloga outro dia, ela me disse que o mais difícil é romper o muro do silêncio, por isso remodelei a dinâmica das palestras para enfocar exatamente isso.   O abuso sexual contra crianças e adolescentes tem sido considerado um grave problema de saúde pública , mas não temos visto muito empenho no sentido de evitar que continuem acontecendo. Por isso a palestra com distribuição de cartilhas visa ensinar a identificar tentativas de abuso bem no início, assim como identicar o abusador e também crianças que estejam sofrendo esse tipo de constrangimento. A intenção muito mais que socorrer é prevenir, para que o abuso não ocorra e garantir a tranquilidade das crianças”.

Um estudo publicado no Rio Grande do Sul que mapeou os  fatores de risco adicionais mostra que o abuso sexual intrafamiliar ocorre com maior frequência em famílias com histórico  abuso de álcool; desemprego ou subemprego; presença de outras formas de violência contra a vítima e entre os demais membros; mães com depressão ou ansiedade; dificuldades conjugais; dificuldades econômicas; e, baixa escolaridade. Em 80% dos casos os agressores  haviam vitimizado sexualmente outras crianças ou mulheres.

“Quando percebemos que as vítimas passam a apresentar sintomas de transtorno do estresse pós-traumático, depressão e ansiedade, hiperatividade e déficit de atenção, entre outras psicopatologias e que mais de 100 crianças por dia estão sendo destruídas psicologicamente, temos que parar e nos perguntar o que estamos fazendo para combater essa situação. Quando ampliamos a questão para o âmbito mundial e vemos que 150 milhões de meninas e 73 milhões de meninos são vítimas de exploração sexual, entendemos que precisamos sair do nosso conforto e agir rapidamente. Estamos falando de milhões, não é uma questão pequena. Equivale a população de um país. Não dá para entender o silêncio da sociedade e dos poderes. É preciso fazer alguma coisa com urgência”, enfatizou Perpétua que continuará a agenda de palestras e distribuição das Cartilhas contra a Pedofilia na segunda-feira.

 

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