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“Não encaro julgamento do mensalão como vingança”, diz ex-senadora Marina Silva

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Fundadora histórica do PT, a ex-senadora Marina Silva disse nesta quarta-feira que não encara o julgamento do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal como “um processo de vingança”. Marina, que deixou o partido, afirmou que a justiça deve ser feita, mas ponderou que o caso não pode ser transformado em um processo político pelos ministros do Supremo.

Ao falar sobre o julgamento, Marina citou o escritor William Shakespeare e disse que os culpados devem ser condenados.

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“Sempre repito as palavras de Shakespeare. Para mim, o contrário de injustiça não é justiça, mas sim o amor. Porque toda justiça que não se pratica por amor não é justiça, é vingança. Não encaro isso como processo de vingança com ninguém”, disse a ex-senadora, em Manaus. “Que seja feita a justiça, não um processo político”, completou. Marina participou nesta quarta-fera de atividade da campanha do candidato do PSB à Prefeitura de Manaus, Serafim Corrêa.

“Que o processo inocente os que de fato são inocentes. Eu não sou aquele tipo de pessoa que quer alguém para o sacrifício”, disse a ex-senadora. “Não podemos querer alguém que seja crucificado em praça pública só para saciar alguma coisa. Nós queremos é que seja feita a justiça. Esse é o meu sentimento”, afirmou. “Não tenho nenhum prazer em absolutamente nada disso”.

Marina ajudou a criar o PT e deixou a sigla em 2009, depois de trinta anos de filiação e ingressou no PV. Em 2011, depois de disputar a Presidência, deixou esse partido. Atualmente a ex-senadora articula um movimento com a bandeira da sustentabilidade e da ética e cogita criar uma legenda.

Nesta eleição, Marina tem feito viagens por todo o Brasil para anunciar apoio a candidaturas a prefeito e a vereador de políticos de diferentes partidos como PSB, PT, PV, PPS, PSOL e PDT. A ex-senadora deve anunciar apoio ao candidato do PMDB em Londrina e estuda aderir a duas campanhas do PSDB, uma no interior de São Paulo e outra no Espírito Santo.

Os únicos partidos que não pretende apoiar nesta eleição são o DEM, PP e o PCdoB. Segundo aliados de Marina, o apoio ao PCdoB está descartado por conta da atuação do deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB-SP) na condução do debate sobre o Código Florestal e por embates constantes. Recentemente, Aldo criticou a participação de Marina na cerimônia de abertura da Olimpíada, em Londres.

Antes de ir a Manaus e reforçar a candidatura do PSB, Marina esteve em Belém para declarar apoio ao candidato do PSOL. A ex-senadora reforçará também as  candidaturas majoritárias do PSOL em Macapá; do PPS em São Luís e em Assis (SP); do PT em Contagem (MG), Taubaté (SP) e Amparo (SP); do PDT em Fortaleza e do PV em Campinas (SP). Em Maceió, a ex-senadora reforçou a candidatura à reeleição da vereadora Heloisa Helena (PSOL) e em São Paulo oficializou apoio ao candidato a vereador Ricardo Young (PPS).

Segundo aliados da ex-senadora, Marina tem simpatia pela candidatura de Patrus Ananias (PT) na disputa pela Prefeitura de Belo Horizonte, mas não dará seu apoio formal ao petista por analisar que a eleição está nacionalizada na cidade. Também não anunciará apoio no Rio, onde tem dois candidatos, Aspásia Camargo (PV) e Marcelo Freixo (PSOL), nem em São Paulo, onde disse não ter se identificado com nenhum candidato.

Cristiane Agostine / Valor

 

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