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Moradores do Santo Afonso e Rosa Linda fecharão a BR-364 em protesto contra a prefeitura e o Governo do Acre na quinta

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Ray Melo,
da redação de ac24horas
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Depois de 12 anos de espera pelas promessas de benfeitorias da prefeitura de Rio Branco e do Governo do Acre, os moradores dos residenciais Santo Afonso e Rosa linda decidiram radicalizar. Os presidentes dos dois bairros se reuniram com populares na noite de terça-feira, 21, na sede da Universidade Sinal, e deliberaram pelo bloquear a BR-364.

Segundo os presidentes das associações de moradores, tanto a administração municipal, quanto o Governo do Acre responsabilizam os donos dos loteamentos pela falta de infraestrutura do local, mas cobram religiosamente o IPTU. O fechamento da estrada ficou marcado para quinta-feira, 23, nas primeiras horas da manhã.

O anuncio de investimento de R$ 1,2 bilhão na Cidade do Povo, empreendimento vizinho aos dois bairros, revoltou os moradores, que procuram o Ministério Público Estadual (MPE), para denunciar o que eles classificam como “descaso do poder público”. Eles dizem ainda, que não recebem respostas de suas reivindicações junto ao MP.

“O que a gente vê é o governador promovendo a Cidade do Povo como um paraíso para quem vai morar lá. E o resto da população de Rio Branco, vai ficar de fora desta proposta, desta cidade maravilhosa? Vamos ter que pedir uma casa neste pedacinho de céu que as propagandas anunciam. Só assim resolveremos nossos problemas”, enfatiza o presidente da associação de moradores do Santo Afonso, João Antônio.

De acordo com os participantes da reunião, “os petistas não entram no Santo Afonso nem para fazer campanha. Eles ficam com medo, já que embromam os moradores com suas falsas promessas. O que temos muito aqui é poeira, mato e lama. Não temos nada de concreto nem previsão para nosso problema ser resolvido”.

A desculpa que os gestores públicos estariam usando para negar os investimentos em infraestrutura, segundo os líderes comunitários, seria que todos os loteamentos são irregulares, em Rio Branco. “As autoridades se amparam nisso. Cobram os impostos, mas dizem que para fins jurídicos a área é particular e não pode receber investimentos públicos”, enfatiza Valdeilson, morador do Rosa Linda.

O presidente da associação de moradores do Rosa Linda afirma que está cansado de procurar à prefeitura de Rio Branco. “Ultimamente procuramos o Depasa e o Deracre, mas a única resposta que temos é que existe uma previsão, mas nenhuma data foi estipulada. Estamos vivendo um caos total. Tem morador que não consegue chegar a sua casa com o veículo. Outro problema é o alagamento. Quando chove, em alguns lugares a água alcança até um metro”,  destaca Antônio Marcos.

Um comunicado será enviado a Polícia Rodoviária Federal (PRF), informando o fechamento da BR-364. “Só desbloquearemos a BR, depois que representantes da prefeitura e do governo se comprometerem em fazer as intervenções necessárias”, finaliza João Antônio.

 

Acre

Bandeira tarifária segue verde na conta de luz em dezembro

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A bandeira tarifária para o mês de dezembro segue verde, anunciou nesta sexta-feira (25) a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). A decisão confirma projeções de que não haveria custos adicionais nas contas de luz na maior parte de 2022, desde abril até o final do ano, devido às boas condições de geração de energia no País.

Com a chegada do período chuvoso, melhoram os níveis dos reservatórios e as condições de geração das usinas hidrelétricas, as quais possuem um custo mais baixo. Dessa forma, não é necessário acionar empreendimentos com energia mais cara, como é o caso das usinas termelétricas.

Lançado pela ANEEL em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias é uma importante ferramenta de transparência que permite aos consumidores acompanhar, mês a mês, as condições de geração de energia no País. Antes, esse custo era atualizado de uma única vez ao ano e os consumidores só conheciam depois, nas revisões anuais das tarifas de energia de cada distribuidora. Agora, as bandeiras sinalizam com antecedência o custo real da energia e permitem ao consumidor se programar e ter um consumo mais consciente, evitando o desperdício.

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Acre

Etanol e Diesel de Rio Branco são os mais caros entre as capitais

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A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) atualizou nesta sexta-feira (25) o Sistema de Levantamento de Preços (SLP) mostrando que o litro do etanol hidratado é encontrado a R$4,09 em Rio Branco, o maior valor entre as capitais.

O preço médio do litro do diesel comum em Rio Branco também é o maior das capitais, segundo a ANP. O combustível é vendido a R$7,46.

Já a botija de 13 quilos do gás de cozinha é vendida a R$124,15 em seu preço médio. Esse valor é o 2º mais alto do País entre as capitais, perdendo apenas para o praticado em Cuiabá (MT), onde o produto é encontrado a R$124,75.

Com valor médio de R$5,39, o litro da gasolina comum em Rio Branco segue entre os mais altos do País mas em uma posição distanciada dos preços mais elevados.

Essa tendência de alta não é tão percebida no restante do País: os preços da gasolina comum nos postos do Brasil tiveram um ligeiro recuo de 0,2% esta semana ante a anterior, após avançar por seis semanas consecutivas, segundo pesquisa da ANP.

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Acre

29% das acreanas tem medo de demissão após licença-maternidade

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Divulgado neste fim de novembro, o estudo feito pela Famivita, portal especializado em reprodução humana, usando entrevista com mais de 2.100 mulheres entre 12 e 20 de setembro de 2022 mostra que 29% das acreanas tem medo de demissão após licença-maternidade.

Essa taxa é a 11ª maior entre os Estados no ranking liderado por Distrito Federal, com 39% das mulheres afirmando esse temor. O último lugar é ocupado por Roraima: apenas 1% das mulheres roraimenses tem medo de perder o emprego na licença-maternidade.

Dentre as mulheres que pegaram a licença-maternidade, 46% conseguiram retornar ao trabalho após quatro meses, ou seja, tiveram uma licença de 120 dias. Outras 20% retornaram depois de seis meses, com uma licença de 180 dias do setor público e empresas do programa Empresa Cidadã.

Além disso, 34% não conseguiram voltar ao trabalho no prazo estabelecido. Assim, quando questionadas quanto ao prazo mais justo para a licença-maternidade com garantia de estabilidade do emprego, 40% das entrevistadas são favoráveis a 6 meses, 21% a 12 meses, e 15% a 9 meses.

Em Santa Catarina, 56% das mulheres conseguiram voltar ao trabalho após o período da licença-maternidade. No Distrito Federal e em Minas Gerais, pelo menos 63% das participantes retornaram da licença.

Já em São Paulo e no Rio de Janeiro, 65% e 68%, respectivamente, voltaram ao trabalho após o período da licença-maternidade.

O direito à licença-maternidade foi regulamentado no Brasil em 1943, com a criação da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). O período da licença-maternidade estabelecido por lei é de 120 dias e neste período todas as mulheres que possuem a carteira assinada ou contribuem para a Previdência Social, têm direito ao salário-maternidade, que é ressarcido às empresas pelo INSS. Porém, algumas empresas podem oferecer 180 dias de licença, e neste caso, encarregaram-se da totalidade dos salários nos últimos dois meses.

Desde 1988, após a criação da Constituição Brasileira, as mulheres passaram a ter garantia de estabilidade no emprego, antes e logo depois da gestação. Todavia, conforme constatamos em nosso mais recente estudo, 21% das trabalhadoras brasileiras já foram demitidas logo após voltarem da licença-maternidade, pelo fato de serem mães. Além disso, as mulheres que menos foram demitidas, após a licença, têm entre 35 e 39 anos, sendo 84% das entrevistadas.

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Acre

Áreas urbanizadas avançam no Acre, mostra estudo do IBGE

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O Estado do Acre, de acordo com o mapeamento realizado para as áreas urbanizadas do Brasil divulgado nesta última semana de novembro pelo IBGE, representou a 26ª Unidade da Federação do Brasil, em termos de somatório das áreas urbanizadas densas e poucos densas e dos loteamentos vazios -0,46% das áreas identificadas em todo o território nacional. Os dados são referentes a 2019.

Na distribuição por grandes regiões, salienta-se que a região norte abarca 8,93% as áreas urbanizadas e loteamentos vazios do Brasil.

Do total de 221,69 Km² de áreas mapeadas no Acre, 55,49% representam áreas urbanizadas densas, enquanto cerca de 40% foram identificadas como pouco densas. Essas duas categorias se diferenciam pelo grau de ocupação da mancha urbanizada por edificações, sendo a segunda caracterizada pelo maior espaçamento entre elas. O Acre também tem uma pequena porção (5,55 Km²) classificada como loteamento vazio, representando menos de 3% da área total mapeada.

“Na comparação com a edição de 2015 do mesmo mapeamento, contudo, realizado somente na Concentração Urbana de Rio Branco, a única do estado, foi identificada uma adição de 21,18 Km² em áreas urbanizadas circunscritas a esse recorte geográfico. Tal quantitativo representa a menor adição, em termos absolutos, quando analisa-se as contribuições por UF na Região Norte, sendo toda ela restrita à capital do estado. Em termos relativos, o Acre teve um crescimento dessas áreas de 31,97% em 2019, com relação à 2015, um percentual acima da média regional, que foi de 26,84% no Norte do Brasil”, diz o IBGE.

Esses quantitativos, quando expressos em termos de distribuição das áreas urbanizadas e de loteamentos vazios dentro do Estado do Acre, evidenciam o destaque de Rio Branco como responsável por mais de 50% da área total identificada entre os 10 destaques de municípios acreanos, sendo que mais de 70% das áreas urbanizadas da capital é de áreas densas. Esse padrão de concentração também pode ser observado em termos espaciais, quando nota-se a maior mancha urbanizada em extensão do estado presente no Acre em sua capital, e outros pequenos núcleos nos demais municípios.

Dentre estes, pode-se destacar, ainda, três municípios onde a área classificada como pouco densa é maior que a área densa, são eles: Mâncio Lima, Acrelândia e Bujari. E, quanto a Senador Guiomard, um outro ponto a ser enfatizado é o fato de que 10% das áreas mapeadas foi classificada como loteamentos vazios. Ambos os fenômenos identificados podem a indicar as frentes de expansão da área urbanizada recente nos locais.

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