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Sebastião Viana divulga nota e afirma que estava sendo espionado pelo PSDB

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Ray Melo,
da redação de ac24horas
raymelo@ac24horas.com

Depois de ter supostamente afirmado em entrevista ao jornal A Gazeta, que as ligações telefônicas de seus assessores e cargos de confiança que utilizavam telefones institucionais estariam sendo gravadas e sofrer uma ofensiva de políticos de oposição contra o uso indiscriminado do Guardião [software que grampeia telefones] para fins eleitoreiros, o governador Sebastião Viana (PT) resolveu contra-atacar e acusar seus adversários por espionagem a sua administração.

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O governador enviou na noite desta terça-feira, 07, uma nota aos órgãos de comunicação, assinada pelo secretário de Segurança Pública, Ildor Reni Graebner, acusando o PSDB “de possíveis práticas criminosas para espionar o governo e a ele próprio”. De acordo com Graebner, os membros do ninho tucano teriam instalados escutas ilegais, no telefone de Sebastião Viana, que teria denunciado o caso a Polícia Civil, Polícia Federal e Ministério Público Estadual (MPE).

A nota oficial também seria um tipo de contra-ataque ao ex-aliado da Frente Popular, deputado Luis Tchê (PDT), que durante sessão desta terça-feira, na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) denunciou suposta arbitrariedade cometida pela Polícia Civil, contra uma de suas assessoras parlamentares, que teria sido abordada sem intimação, em sua residência e teria sido conduzida a delegacia para presta esclarecimentos sobre grampos ilegais.

O uso do Guardião, aparelho que grampeia ligações telefônicas, adquirido em 2003, durante a gestão do governador petista Jorge Viana, e que tem capacidade de realizar escutas de 400 ligações telefônicas, ou, 3 mil linhas simultâneas, vem se tornando objeto de constantes denúncias de políticos e ex-gestores do sistema de segurança, que afirmam que o aparelho estaria sendo usado para espionar políticos, jornalistas, empresários e desafetos políticos  dos administradores petistas.

Procurado pela reportagem, o deputado Major Rocha (PSDB) rebateu de forma incisiva as acusações do governador. Sem meias palavras, o militar da reserva disse que “Sebastião Viana foi quem contratou um araponga falido para ser seu secretário. Este governo arbitrário importou um dono de empresa de investigação particular e espionagem para ser seu secretário”, disparou o parlamentar tucano.

Rocha disse que “estranho este comportamento do araponga falido, Ildor Reni Graebner, um empresário contratado em Santa Catarina para operar o serviço de inteligência e espionagem do governo do PT. Este tipo de prática não é compactuada pelo PSDB. Quem gosta de bancar o espião é o governador Sebastião Viana, que, em Brasília, ajudou a quebrar até o sigilo fiscal de um caseiro para ajudar um colega corrupto”.

Segundo o deputado tucano, o governador do Acre teria ajudado a quebrar o sigilo fiscal do caseiro Francenildo dos Santos, que acusou o então ministro da Fazenda Antonio Palocci de frequentar uma mansão em Brasília na companhia de lobistas. “Quem dispõe do aparelho que faz este tipo de serviço é o Governo do Acre. O senhor Sebastião Viana está  tentando achar uma desculpa para sua confissão de culpa, que fez no jornal A Gazeta”, diz Rocha.

O coordenador geral da campanha eleitoral do PSDB afirmou que vai “buscar no Poder Judiciário, uma resposta contra as acusações levianas do governador Sebastião Viana, que tenta macular a imagem do meu partido e inverter os papeis, na espionagem institucional que acontece há mais de oito anos, patrocinada pelo dinheiro do contribuinte, para atingir adversários políticos e supostas ameaças ao plano de poder do PT”, finaliza Rocha.

Abaixo, a íntegra da nota oficial do Governo do Acre:

 

NOTA DE ESCLARECIMENTO

Em nome dos valores democráticos e éticos que devem prevalecer na boa política, o governador do Estado do Acre, Tião Viana, assim que teve conhecimento, há alguns dias, de que um grupo se utilizou de possíveis práticas criminosas para espionar o governo e a ele próprio, procurou de imediato a Polícia Civil, a Secretaria de Estado de Segurança Pública, a Polícia Federal e o Ministério Público Estadual, e solicitou investigações com base no que determina a Constituição Federal e as competências destas instituições.

Portanto, o Governo não irá se intimidar com denúncias daqueles que praticam a ilegalidade e tentam enganar a população, invertendo os papéis dos autores do crime com os de vítimas.

As informações que chegaram ao conhecimento da Secretaria de Estado de Segurança Pública do Acre e que deram início a investigação, pelas instituições acima citadas, indicam, segundo relatos, que a possível prática de escutas telefônicas ilegais contra o Governo do Acre seria de autoria de pessoas ligadas ao PSDB-Acre.  As investigações mostrarão a verdade dos fatos e cabe aos culpados prestarem esclarecimentos aos cidadãos acreanos.

Ildor Reni Graebner
Secretário de Estado de Segurança Pública

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