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Justiça retira do centro de Rio Branco, menores vítimas do álcool, das drogas e da prostituição

Publicado

em

Ray Melo,
da redação de ac24horas
raymelo@ac24horas.com

Uma operação da Vara da Infância e da Juventude, neste fim de semana retirou dezenas de jovens em situação de risco, do centro de Rio Branco.

Os pontos críticos foram identificados pelos Agentes de Proteção. No primeiro dia da operação, aproximadamente 20 menores foram recolhidos na área do Terminal Urbano e Camelódromo.

No mês passado, a Justiça realizou uma campanha de esclarecimento no centro da cidade, para alertar aos menores, sobre os riscos que as drogas, o álcool e a prostituição oferecem.

Os dias considerados de pico são sexta-feira, sábado e domingo. A operação foi iniciada às 17h da última sexta-feira, e resultou em várias detenções.

Dois menores foram encontrados em coma alcoólico. Os jovens recolhidos em situação de risco serão encaminhados a Vara da Infância e da Adolescência, sendo liberados apenas com a presença dos pais ou responsáveis.

Eles tiveram a oportunidade de fazer uma ligação telefônica para suas casas, antes de serem recolhidos. Se os pais não comparecerem, os menores serão encaminhados aos abrigos públicos.

Segundo informações dos Agentes de Proteção (pessoas da sociedade treinadas para atuar na proteção de menores) a incidência de casos de prostituição vem crescendo assustadoramente, na área central da cidade.

O consumo de drogas seria o fator principal para que meninas de 12 a 15 anos, entrem na prostituição, para pagar pela droga que consomem nos becos, bares e as margens do Rio Acre.

Todos os menores recolhidos estariam sob o efeito de álcool e drogas. Estudantes fardados também foram flagrados consumindo álcool e fumando.

A operação teve o apoio de policiais militares que garantiram a segurança dos 20 Agentes de Proteção que atuaram, no centro.

As operações serão intensificadas  nas próximas semanas e a fiscalização de bares, comércios e hospedarias próximos ao Terminal Urbano, devera ser mais rígida.

As pessoas que trabalham na problemática dos menores acredita que faltam políticas públicas para resolver a questão. Segundo eles, não estaria tendo envolvimento do Governo do Estado e prefeitura.

Para os Agentes de Proteção, manter espaços para a detenção e cumprimento de pena, é apenas um paliativo sem diferencial e comum em qualquer cidade brasileira.

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