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Senadores destacam contribuição do Acre para o desenvolvimento sustentável

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Da Redação

O pioneirismo do Acre no debate da preservação da natureza e sua contribuição para o desenvolvimento sustentável foram ressaltados por vários senadores que participaram da sessão especial do Senado, nesta segunda-feira (18), que marcou a passagem dos 50 anos da criação do estado.

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Autor do requerimento para a realização da sessão, o senador Jorge Viana (PT-AC) disse que há 50 anos o movimento autonomista acreano vencia um dos maiores desafios de sua história. Essa luta, assinalou, serviu de inspiração também para a luta dos povos da floresta nas décadas de 70 e 80, “que novamente colocaria o Acre em evidência como pioneiro nas discussões dos temas ambientais que hoje, mais do que nunca, afetam o Brasil e o mundo”.

Segundo Jorge Viana, “com o Governo da Floresta, em 1999, surgiu o projeto de desenvolvimento sustentável do Acre, traduzido no conceito de florestania, e que, inspirado na história do povo acreano e tendo como base a valorização da floresta, fez do Acre uma referência para a Amazônia e para o Brasil”.

Opção

Aníbal Diniz (PT-AC) disse que o Acre se tornou Brasil por opção, mesmo contra a vontade do governo central. Ele lembrou que “a revolução acreana foi feita por um exército de seringueiros comandado por um gaúcho [Plácido de Castro], sem o reconhecimento da força nacional”.

Depois de citar os fatos que marcaram a história do Acre, o senador afirmou que o legado de Chico Mendes tem sido fonte inesgotável de inspiração para os governos da Frente Popular, iniciados por Jorge Viana em 1989. Segundo ele, “com o Governo da Floresta e seu ideário da florestania, houve um importante trabalho de resgate da identidade histórica e cultural do estado, somada à potencialização de sua vocação florestal”.

O senador Wellington Dias (PT-PI) disse que se impressiona com “o respeito aos nativos” existente no Acre. De acordo com o parlamentar, o estado descobriu “mais cedo, dentro da Amazônia, dentro do Brasil, uma forma decente de tratar a natureza”.

– Sei que por trás desses 50 anos há muita luta, mas eu não posso deixar de ressaltar esta: a luta para que a gente tenha, no Acre, no Brasil e no mundo, um desenvolvimento que hoje, na Rio+20, nós estamos debatendo.

Modelo

A senadora Ana Amélia (PP-RS) disse que o Acre tem um histórico relevante de ações em favor da sustentabilidade. Ela citou o programa de desenvolvimento sustentável do Acre, considerado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) como um modelo para outros países.

– Em tempos de Rio+20, vale dizer que o Acre não é tão distante assim. Se olharmos com a visão ambientalista, o Acre é o centro do planeta – afirmou.

O senador Sérgio Petecão (PSD-AC) disse que falaria um pouco do “Acre real”. Segundo ele, o estado experimentou grandes avanços, “mas ainda há muita coisa para ser feita”. Petecão sugeriu aos entusiastas com o desenvolvimento acreano uma visita pelos bairros periféricos de Rio Branco, onde “as pessoas vivem as dificuldades”.

O governador Tião Viana (PT), que participou da sessão, agradeceu à TV Senado pela produção e veiculação do documentário “Aquiri – Estado Acre”.

Agência Senado

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