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Duas Palavras

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Depois de ter lançado algumas dezenas de crônicas, senti que já havia passado a hora de me apresentar e esclarecer alguns possíveis enganos que tenho visto, quando abro meu e-mail.

Antes de mais nada, gostaria de agradecer ao já agradabilíssimo senhor Roberto Vaz por ter me dado o privilégio de escrever nesse jornal de tanta importância, lido e comentado por todos. Sempre foi muito bom tratar com ele e ter recebido boas orientações acerca do formato literário que eu tinha de apresentar aqui.

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Agradeço também a todos os que leram, indicaram, criticaram, gostaram ou não do que escrevi. A presença dessas pessoas me enche de alegria. Suas nobres atenções e tempo desperdiçado são como palmas para mim.

Quando recebi o convite do ac24 horas, procurei algo novo, algo que não havia entre nós. Sempre imaginei que faltava matéria dessa propriedade. Lembro-me disso apenas para fazer o convite para que possa aparecer mais dessa dança.

Minha ideia era falar da vida, do mundo, das coisas e da forma que usamos para representar nossas imagens na sociedade. Para termos uma ideia, evito ler os autores consagrados pelo Brasil a fora que navegam nessas águas, a fim de que eu pudesse expressar melhor minha identidade que construí ao longo de minha vida intelectual. Identidade que não é original, mas que também não é rascunho de ninguém.

Não vivo de política. Sou servidor público concursado. Não sou contra o PT, governo, prefeito ou qualquer outra afim. Não sou oposição, “anti-situação”, direitista, simplista ou antissocialista. Sou um cidadão, lotado nesse país que precisa de tanta coisa para ser um pouco mais sério.

É bom saber que nunca pretendi dar um formato politiqueiro ao que escrevi. Sempre fui muito consciente de que temos bons jornalistas, blogs e outros veículos de comunicação que tratam dessas questões com uma qualidade inquestionável. Deixo isso com eles, parabenizando-os.

As vezes que teci alguma crítica a alguma autoridade política fiz na qualidade de cidadão, de quem mora nesse estado e que se utiliza do direito à livre expressão.

O grande problema é o cenário! Inegável que além dos avanços obtidos com a atual conjuntura partidária, instalou-se no Acre um falso clima de conspiração e medo. Como se estivéssemos em um estado de sitio, onde garantias fundamentais passam a ser exceção. A televisão “pública”, por exemplo, é um horror, uma afronta à diversidade de ideias, tornando-se, na verdade, uma televisão do e para o Governo.

Salientar também que nunca abandonei o caminho da ética ao abordar qualquer assunto. Também não é de minha índole desrespeitar pessoas em sua intimidade, ferindo-lhe a honra. As críticas que fiz e farei são para as pessoas públicas que a isso se dispuseram, quando nos invadem na televisão com a cara lavada pedindo votos, dizendo que vão mudar o mundo.

Gostar ou não dos desfechos de minhas crônicas é outra coisa. Respeito muito o entendimento que possam ter das histórias que conto. Não me proponho a ser pedagógico e impor o que pensei ao escrevê-las. Já tinha comentado com minha querida irmã que tenho um certo fascínio por quem ver além do que eu propus. Deixo-os livres, pois a arte tem esse sabor amargo para uns, e de favos para outros.

No mais, nada me resta que agradecer a todos, e a todos desejar vida longa, vida imensa, vida sem medida. Fico com a frase do cantor que diz:

Ora direis, ouvir estrelas, certo perdeste o senso. Eu vos direi no entanto: enquanto houver espaço, corpo e tempo e algum modo de dizer não Eu canto.

FRANCISCO RODRIGUES      f-r-p@bol.com.br

 

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