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Rio Branco está entre as capitais com maior taxa de assassinatos de mulher

Publicado

em

Jairo Carioca,
da redação de ac24horas
Fonte de pesquisa: Mapa da Violência

Maria Mazilda de Leite Gomes, 51 anos. Foi morta no bairro preventório. Vania Maria da Silva, 42 anos, no mesmo dia, foi encontrada morta no bairro União, vitima de facadas. As duas mulheres assassinadas em menos de 24 horas ajudaram a engrossar as estatísticas que colocam a capital Rio Branco, entre as capitais mais violentas do Brasil, quando o assunto é violência à mulher.

O estudo é do sociólogo Júlio Jacobo Waselfiz, mostrou ainda que um ano após a lei Maria da Penha ser implantada, em setembro de 2006, as taxas de homicídio apresentaram visível queda (de 4,6 para 3,9 mortes em cada 100 mil mulheres). Já a partir de 2008, a violência retoma os patamares anteriores, com 4,4. Segundo o estudo, isso revelaria que as atuais políticas ainda são insuficientes para mudar a situação das mulheres no Brasil.

Ranking da violência
Em todo o País, o Estado mais violento foi o Espírito Santo, com uma taxa de 9,4 homicídios em cada 100 mil mulheres. Com isso mais que duplica a média nacional e quase quadruplica a taxa do Piauí, Estado que apresenta o menor índice (2,6).

Já nas capitais, a taxa de homicídios chegou a 5,1. Os índices mais altos de assassinatos foram encontrados em Porto Velho, Rio Branco, Manaus e Boa Vista, todas da região Norte, com níveis acima de 10 mortes para cada 100 mil.

O estudo citou ainda que, com base nos dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), entre os 80 países do mundo, o Brasil ocupa o 7º lugar como uma das nações com de elevados níveis de feminicídio.

Meio e reincidência

Em mais da metade dos casos analisados (56%), a força corporal ou o espancamento são os meios mais utilizados pelos agressores nesse quadro de violência contra a mulher. Outros casos mais comuns são: ameaça (22,4%), uso de objeto perfurante/cortante (8,2%), objeto contundente – como pedaço de madeira ou ferro (4,8%) e enforcamento (3,8%).

O índice da reincidência também surpreendeu. Em 51,6% dos atendimentos foi registrada a reincidência, em aproximadamente 38 mil casos. Esse cenário é mais forte entre as vítimas entre 20 e 60 anos ou mais – índice chega a 62,5%.

 

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