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Polícia prende quadrilha que aplicava golpe em criadores de gado, cavalos e burros

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Uma quadrilha, formada por quatro pessoas acusadas de comprar gado, cavalos e burros com cheques furtados, pré-datados e sem fundos, foi presa pela Polícia Civil em Acrelândia. O grupo vinha sendo procurado desde novembro do ano passado depois de lesar dezenas de criadores nos municípios de Rio Branco, Porto Acre, Senador Guiomard, Plácido de Castro, Capixaba, Bujari, Acrelândia e Sena Madureira. A polícia acredita que o prejuízo seja superior a R$ 1 milhão.

Estão presos os irmãos Francisco José Teixeira e Franklei José Teixeira, Jamilson Mendes, Júnior Boiadeiro e Devanir de Oliveira- este último já se encontra recluso no presídio do Estado. Ocilmar Leandro, também integrante do bando está foragido, mas de acordo com o delegado Fabrizzio Sobreira, que preside o inquérito policial, ele pode ser preso a qualquer momento.

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Consta no inquérito que apurou o crime de estelionato, que os criminosos compraram com cheques furtado e pré-datado no valor de R$ 40 mil, de uma das vítimas, 42 bois em uma única transação. Após a concretização do negócio os animais foram transportados para Rio Branco. A Justiça decretou a prisão de cinco dos envolvidos, quatro já estão na cadeia.

A quadrilha tinha base em várias cidades para confundir a polícia. Os criminosos se utilizavam da técnica de Devanir de Oliveira, que tinha a missão de angariar os animais a serem comprados de colonos e pequenos fazendeiros que se propunham a vender boi, cavalo ou burro. Devanir se passava por representante de fazendeiros e de donos de frigoríficos.

Feito o primeiro contato, Jamilson Mendes, o Júnior Boiadeiro, visita os criadores, se apresentando como fazendeiro e negociava valores tendo como auxiliar Ocilmar Leandro, que se intitulava fazendeiro. A quadrilha agia de forma bem articulada. Após a comprar os animais os irmãos Francisco José Teixeira e Franklei José Teixeira ficavam incumbidos de conseguirem os documentos Guia de Trânsito Animal (GTA) para “esquentar” o negócio e entrarem em outras fazendas e abatedouros sem levantar suspeitas.

Ainda segundo o delegado consta que a quadrilha praticou aproximadamente 15 crimes da mesma natureza em todo o Estado. “Aonde tivesse animais a venda eles negociavam. Os relatos já foram transformados em notícia crime”, observa o delegado Fabrizzio.

“Trata-se de um trabalho complexo. Os bandidos lançaram a mão de artifícios diversos, para validarem o golpe. Eles perpassavam os animais tomados das vítimas para fazendas e abatedouros com documentação em nome de outras pessoas que não eram os donos, assim, ninguém poderia reclamar. Era como se num passe de mágica o rebanho sumisse”, revelou.

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