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Mãe desesperada pede ajuda para a filha que ela diz ter sido “sequestrada pelo crack”

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Jairo Carioca,
da redação de ac24horas
jscarioca@globo.com

Uma cena chamou a atenção de mais de 800 pessoas presentes no auditório da Firb/FAAO, durante as palestras dobre o enfrentamento ao crack, parte do evento organizado pela deputada federal Antônia Lúcia. A senhora que se identificou como sendo Maria de Lourdes, pegou o microfone e aos prantos, pediu socorro para sua filha, Pamela Cristina, de 27 anos, viciada em crack.

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– Minha filha foi sequestrada pelo crack, está dois dias sumida no local que chamam de cracolândia na entrada do residencial Recanto dos Buritis – gritou a senhora.

Em tom de desabafo, ela disse que já buscou ajuda no Ministério Público, no Tribunal de Justiça, na Policia Militar e Civil, mas que sempre pegou porta na cara. Ela pediu ao governador para ir até o local onde se consome droga, segundo a dona de casa, sem nenhuma ação do poder público.

NA hora do apelo Cesar Messias não estava mais no evento. Um policial militar fez anotações sobre a denuncia feita por dona Maria de Lourdes.

– O local onde deveria funcionar uma estação de esgoto é onde as pessoas fumam droga. Mais de 60 estão viciados e ninguém faz nada – denunciou dona Maria de Lourdes.

O palestrante era o juiz Flávio Fontes, ele interrompeu seu roteiro e desafiou o secretário Nilson Mourão a tomar providências urgentes contra a denuncia. “Se você quiser eu o acompanho agora no local para resgatarmos essa moça do mundo do crack!”, apelou o juiz.

Ficou apenas no apelo, Nilson Mourão continuou confortavelmente sentado na poltrona do auditório.

César Messias é criticado depois de se orgulhar de ter 4 mil presos no Acre

O governador em exercício, César Messias foi duramente criticado depois que abandonou a Palestra sobre Crack, no auditório da Firb/FAAO, ontem à tarde. Antes de sair, o governador disse em discurso para uma plateia de 800 pessoas, formada por acadêmicos, pesquisadores, secretários e juristas, que os quatro mil presos no Acre existem por que o Estado funciona.

Judiciário e Ministério Público esvaziam evento de combate ao crack

Quando o juiz Dr. Flávio Fontes, do Estado de Pernambuco, criticou a ausência de representantes do poder judiciário e do Ministério Público no evento que discutiu uma justiça terapêutica, ele foi aplaudido pelos presentes. Flávio disse que a parceria do judiciário é fundamental para o novo conceito de tratamento a dependentes químicos.

Segundo a organização do evento, foram convidados a Dra. Miraceli Lopes Borges [ex-desembargadora], que deveria ser a presidente da mesa do Painel apresentado pelo juiz Flávio Fontes; o presidente do Tribunal de Justiça do Acre, desembargador Odair Longuini e a Procuradora Geral de Justiça, Dra. Patrícia Rego. Além de não comparecem ao evento, os representantes do judiciário e do Ministério Público não enviaram representantes e nem justificaram suas ausências.

Do Poder Legislativo estiveram presentes a deputada federal Antônia Lúcia, o deputado estadual Major Rocha [PSDB], os vereadores Cabide [PTC] e Sargento Vieira [PPS].

O coordenador do evento, defensor Waldir Perazzo disse que ficou surpreendido com a ausência das autoridades do poder judiciário. “Enquanto na cúpula das Américas que aconteceu na Colombia, estavam presentes 34 representantes de países constituintes, no Acre, o Poder Judiciário e o Ministério Público acham que não devem discutir essa questão”, comentou o advogado.

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