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Pastor Agostinho anuncia racha com a Frente Popular

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O PT e a ingratidão

Líder da Igreja Batista do Bosque diz que governo relega os evangélicos ao “quinto plano”, assume pré-candidatura de deputado à Prefeitura de Rio Branco e libera fiéis a seguirem suas consciências

 

Ray Melo,
da redação de ac24horas
raymelo.ac@gmail.com

Nem muita oração dos caciques petistas vai trazer de volta o apoio do pastor Agostinho, presidente da Igreja Batista do Bosque e um dos líderes evangélicos mais respeitados do país. Ao falar por si, Agostinho decretou o fim do denso vínculo que mantinha com as administrações petistas no Acre. E fez o anúncio em palavras carregadas de uma aparente decepção.

“Trabalhamos e apoiamos as candidaturas da Frente Popular desde os tempos do governador Jorge Viana. Sinto que o grupo político que ajudamos a solidificar tem relegado os evangélicos ao quinto plano, infelizmente”, criticou o pastor.

O recado do pastor, no entanto, seria uma opinião estritamente pessoal, e foi motivada por uma decisão igualmente surpreendente: ele passou a apoiar a pré-candidatura do deputado Jamyl Asfury (DEM) à Prefeitura de Rio Branco. O parlamentar democrata disputa, desde já, os votos de toda a Congregação Batista no Acre, considerada uma das mais sólidas e populosas dentre os evangélicos no estado.

A consciência de cada um

“Não irei impor a minha vontade para influenciar aos demais congregados. Não quero que prevaleça a minha opinião àqueles que, por ventura, insistam em seguir apoiando a Frente Popular”, resumiu. “Eu vou para o pau contigo”, disse ele referindo-se ao deputado Jamyl Asfury, que é frequentador da igreja. Somente no Bairro Bosque, a congregação reúne 5 mil fiéis. “Apoiarei uma candidatura que não seja da Frente Popular. Eu vou dar o meu melhor para este projeto. Não vamos apoiar mais quem nos deixaram em quinto plano, como vem acontecendo atualmente”, repetiu, reafirmando a insatisfação com o tratamento dispensado aos evangélicos pelo projeto administrativo do governo Sebastião Viana.

Bocalon já era

Havia uma tendência de o pastor apoiar a candidatura do tucano Tião Bocalom. Porém, o próprio deputado do DEM trabalhou internamente para conquistar o apoio, por enquanto, do presidente da igreja. Alguns congregados que preferem não se identificar confirmam haver indiferença do governo com as causas evangélicas. E admitem que, as cortesias e cordialidades são mais comuns em épocas pré-eleitorais. Cafezinhos e discursos de respeito e apoio aos evangélicos deixaram de existir após outubro de 2010.

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