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Calote: obras do PAC e “Minha Casa, Minha Vida” viram sonho no Acre

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Empreiteiro diz ser chamado de ladrão pelos trabalhadores e dispara: para eles eu não trabalho mais de jeito nenhum”

 
Jairo Barbosajbjurua@gmail.com

A reputação do governador Sebastião Viana (PT) perante a presidente Dilma Roussef, em estado terminal desde que ambos foram eleitos, evolui para um coma profundo. O governante acreano parece não se importar com o fato de ser o único mandatário estadual que jamais foi recebido pela presidente  (nem mesmo o irmão, Jorge Viana, conseguiu) e, agora, como um filho insurgente, malcriado, nada faz para, pelo menos em seus domínios, respeitar um dois dos programas mais festejados pelo Palácio do Planalto: o PAC e o Minha Casa, Minha Vida.

Há poucos dias da maior tragédia natural do Acre, em que milhares de cidadãos ficaram praticamente sem teto, o governo do estado faz o caminho inverso do bom senso. Empreiteiras contratadas para construir 150 habitações numa área localizada nas proximidades do residencial Santa Cruz suspenderam as obras por falta de pagamento.

Descaso

Uma das empresas – a Construtora Amazônia, de propriedade da empresária Margarida Brito, que admite: “iniciamos a obra imediatamente e executamos 80% do projeto, mas que até hoje não recebemos nenhuma parcela do valor do contrato”. Pelo cronograma, o novo residencial deveria ter sido entregue á Secretaria de Habitação no dia 2 de outubro de 2010. Hoje, a obra está abandonada, invadida pelo mato e se acabando com a ação do tempo.

Com dezoito anos atuando na área da construção civil, o empreiteiro Josias Januário da Silva, dono da empresa ZL Construção e Comércio, vive o mesmo dilema. Ele construiria  280  unidades habitacionais nos bairros João Eduardo, Joafra e residencial Andirá. O contrato, orçado em R$ 7 milhões, previa a entrega das obras em um prazo de cento e oitenta dias. A Secretaria de Habitação, contratante, não possuía dinheiro na conta para pagar a empresa e também não havia providenciado o alvará de construção, documento exigido pelos bancos para liberar qualquer tipo de pagamento.

O empreiteiro iniciou as obras e entregou setenta unidades, mas foi obrigado a suspender os serviços depois de esperar oito meses por um repasse. Pelas casas entregues e por executar 60% dos serviços nas outras unidades, a ZL chegou a receber R$ 2,2 milhões, mas o valor pago, segundo o empreiteiro, hoje não cobririam as despesas com salários de funcionários e compra de materiais.

“Se eles refizessem o contrato e reajustem em 100%, nem assim eu queria reiniciar a obra. Quero é que eles me paguem o que me devem e entregue os contratos para outra pessoa. Eu tenho dezoito anos de experiência, e um nome a zelar. Nunca deixei de pagar ninguém nas obras que executei antes. E agora sou obrigado a escutar cobranças de funcionários chamando a gente de ladrão, quando a gente não tem nenhuma responsabilidade por essa situação”, desabafa o empreiteiro.

Abandono – Josias disse ainda que a parte das casas construídas está se deteriorando; outras foram alvo da ação de ladrões que levaram telhados, tábuas e parte elétrica. O projeto foi financiado com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC I. Os recursos deveriam ter sido liberados em 2009, mas não foram disponibilizados pelo Ministério das Cidades.

Na mesma situação da ZL estão outras três empresas que assumiram contratos no mesmo programa, porém seus donos não querem aparecer temendo represálias.

Silêncio – Procurada pela reportagem, na secretaria de Habitação ninguém fala sobre o assunto. O responsável pelo gerenciamento dos projetos de unidades habitacionais, Marcos Oliveira, disse por telefone que não poderia atender a reportagem porque estava participando de uma reunião.

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Acre

Laboratório ganha equipamentos com emenda de Mailza Gomes

Recurso de R$ 350 mil foi usado na compra de impressoras 3D, computadores, fabricação de totens de distribuição
de álcool em gel e escudos faciais, produzidos pelo Laboratório de Biologia Animal da universidade em Cruzeiro do Sul

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O Projeto Tecnologias do Futuro, desenvolvido pelo Laboratório de Biologia Animal da Universidade Federal do Acre – Campus Floresta – em Cruzeiro do Sul foi contemplado com uma emenda de R$ 350 mil da senadora Mailza Gomes.

Nesta sexta-feira, 30, a parlamentar visitou o laboratório e conheceu os equipamentos adquiridos. Foram computadores, seccionadora a laser (máquina para cortes precisos), scanners e impressoras 3D, usadas para fabricar material didático e jogos educativos para crianças, que serão distribuídos gratuitamente às escolas públicas.

Por meio das tecnologias adquiridas com a emenda da senadora, o material já está sendo fabricado. “Essas ações objetivam transformar a sala de aula em laboratórios dinâmicos. Sabendo das dificuldades das escolas públicas em termos de estruturação, desenvolvemos materiais que possibilitam ao professor trabalhar dentro da escola. Esses materiais otimizam o processo de ensino aprendizado por meio da interação, raciocínio lógico e exercícios que auxiliam no aprendizado. Agradecemos imensamente a senadora Mailza que prontamente nos atendeu quando surgiu a ideia de desenvolver esses produtos”, explica o professor Tiago Lucena, coordenador do projeto.

“Eu acredito muito que investir na ciência e na educação é o caminho para o desenvolvimento do nosso estado e estou muito feliz por ter contribuído com esta realização para o Acre. É uma alegria muito grande contribuir com essa instituição que transforma vidas por meio da educação. Como senadora, é dever meu colocar os recursos públicos à disposição da sociedade. Vamos seguir ajudando a Ufac e melhorando o ensino por meio da inovação e tecnologia”, destacou a parlamentar.

Também foram fabricados com o recurso 650 totens para disponibilização de álcool em gel, 10 mil extensores de máscaras e 10 mil escudos faciais na primeira etapa, entregues no momento mais crítico da pandemia.

Estiveram presentes na visita a secretária municipal de Administração da prefeitura de Cruzeiro do Sul, Silene Siqueira, Isabel Afonso da Silva, também coordenadora do laboratório de Biologia Animal, Matheus Nascimento Oliveira, técnico responsável e equipe do projeto.

Parceria com as instituições

Em 2020, o prefeito Zequinha Lima apresentou o projeto Tecnologias Educacionais da Ufac à senadora, que se prontificou enviar recursos. A Ufac e a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape) firmaram convênio com a prefeitura de Cruzeiro do Sul para produção de equipamentos de proteção individual (EPIs) no enfrentamento à pandemia da Covid-19 e implementação de ações estratégicas em educação, viabilizados com emenda da parlamentar.

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Acre

Acre recebe lote com mais 27,6 mil doses da Pfizer e Coronavac

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A Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), recebeu do Ministério da Saúde (MS) neste sábado, 31, mais 27.610 doses de vacinas contra o coronavírus, sendo 15.210 da Pfizer e 12.400 doses da Coronavac.

Os imunizantes desembarcaram no Aeroporto Internacional de Rio Branco e serão usados para dar continuidade ao processo de imunização da população acreana.

A chefe do Programa Nacional de Imunização (PNI) no Acre, Renata Quiles, frisou que as doses fazem parte do 33° lote de imunizantes e devem ser divididas para os 22 municípios. “As vacinas que chegaram neste sábado serão utilizadas para aplicação de primeiras e segundas doses, fazendo com que a imunização avance no nosso estado. É de extrema importância que a população procure os pontos de vacinação, pois a arma mais eficaz contra o coronavírus hoje é a vacina”, declarou.

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Acre

Acre tem uma morte e 13 novos casos de Covid-19 neste sábado

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A Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre),  registrou 13 casos de infecção por coronavírus neste sábado, 31, sendo 12 confirmados por exames RT-PCR e 1 por critério epidemiológico, fazendo com que o número de infectados salte para 87.141 nas últimas 24 horas.

Uma notificação de óbito foi registrada neste sábado, 31 de julho, fazendo com que o número oficial de mortes por Covid-19 suba para 1.799 em todo o estado.

Até o momento, o Acre registra 238.891 notificações de contaminação pela doença, sendo que 151.708 casos foram descartados e 42 exames de RT-PCR seguem aguardando análise do Laboratório Central de Saúde Pública do Acre (Lacen) ou do Centro de Infectologia Charles Mérieux. Pelo menos 83.218 pessoas já receberam alta médica da doença, enquanto 31 seguiam internadas até o fechamento deste boletim.

 

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Acre

Neném e Gladson trocam farpas após anúncio de novos concursos

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O anúncio feito pelo governador, sobre a necessidade de realizar concursos em 2021, gerou polêmica nas redes sociais neste sábado, 31. O deputado estadual Neném Almeida (Podemos) acusou o governador de fazer politicagem, haja vista a proximidade das eleições de 2022.

Almeida considera que a atual gestão estadual segue sem nenhum planejamento sério. Segundo ele, em 2020 para responder uma exigência do Ministério da Agricultura, foi realizado o concurso para o Idaf, porém, até o momento esses concursados não tem previsão de serem convocados. “O anúncio de concurso público às vésperas do ano de eleição é uma estratégia que, além de ser politiqueira, brinca com a esperança das pessoas com falsas expectativas. Uma tática baixa que já foi tentada por gestões anteriores”, desabafou.

O parlamentar frisou que o anúncio do governo mostra que, de fato, existe deficiência no quadro de servidores da segurança e demais setores. “Qual seria o motivo para não convocar aqueles que estão no cadastro de reserva da Polícia Civil e Polícia Militar? Apenas porque o concurso foi realizado por gestões anteriores? Por que apenas agora pensou-se em realizar concurso para engenheiros e arquitetos? E o mais justo não seria primeiro honrar com o compromisso de campanha e discutir sobre a atualização salarial dessa categoria?”, argumentou.

Entretanto, a declaração do deputado não ficou sem resposta, o governador Gladson Cameli (Progressistas) resolveu responder as críticas e deixou no ar que deverá convocar os aprovados dos cadastros de reserva, mas somente os que têm amparo legal em lei. “Quem disse que não irei chamar os que fizeram concurso? Quem tem amparo legal”, ressaltou.

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