Jairo Carioca,
da redação de ac24horas
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Mostrando total dessintonia com os vereadores e com a própria base que ajudou a aprovar as dez emendas colocadas no projeto de lei do Plano de Cargos, Carreiras e Salários dos servidores municipais, o prefeito Raimundo Angelim, do PT, na calada da noite, vetou as emendas que eram fundamentais para os fiscais e veterinários do quadro efetivo do município. Em pé de guerra com a decisão tempestiva do prefeito, os fiscais declararam greve por tempo indeterminado. Eles organizam um panfleto para mostrar a atitude de Angelim e devem fazer circular nota de repúdio nos órgãos de comunicação. Os fiscais cruzam os braços.
Segundo Antonidas Feitosa, o veto no artigo 22 tirou os fiscais do quadro da saúde. “No nosso entendimento uma atitude inconstitucional por que nós temos a Lei Orgânica que diz que a fiscalização sanitária faz parte do quadro da saúde”, argumentou. Ainda segundo os sindicalistas que se reuniram hoje com os vereadores Raimundo Vaz [PRP] e Alisson Bestene [PP], o prefeito vai de encontro a própria procuradoria jurídica, que deu parecer dizendo que a fiscalização faz parte da saúde.
– Nós não entendemos esse veto do prefeito – concluiu Antonidas.
Para o vereador Alisson Bestene [PP] o veto do prefeito foi surpresa para os parlamentares e a classe dos trabalhadores. “O prefeito com sua equipe utilizaram desse artifício e vetaram o que já tinha sido discutido como importante para a categoria”, comentou o vereador. O progressista vai reunir a bancada de oposição para rediscutir o projeto.
– Existem emendas que são constitucionais, se a prefeitura insistir em manter essa postura não teremos outra saída se não conscientizar a maioria para derrubar o veto – garantiu Alisson.
O prefeito Raimundo Angelim vem tendo enorme dificuldades em aprovar os projetos de sua autoria nas últimas semanas em que a oposição virou a mesa na Câmara Municipal. Alisson entende a atitude do prefeito como uma de colisão com o poder legislativo.
– Infelizmente o prefeito está fazendo politicagem e esquecendo de ajudar verdadeiramente os trabalhadores. O caminho da coalizão seria o melhor, mais ele quer enfrentamento – concluiu o vereador.
Com a paralisação não serão emitidos a partir de hoje, nenhum alvará de funcionamento. Debate volta à Câmara na próxima terça-feira.
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