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Promotor de Justiça questiona gastos em obra do complexo penitenciário de Cruzeiro do Sul

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Ray Melo, de Cruzeiro do Sul
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A interdição da unidade prisional Guimarães Lima, pela juíza Andréa Brito, da 2ª Vara

Criminal das Execuções Penais da Comarca de Cruzeiro do Sul, motivou a visita do secretário de Direitos Humanos, Nilson Mourão, ao Vale do Juruá, na quinta-feira, 22. O representante do Governo do Acre se reunião com os representantes do poder Judiciário e da OAB e teve que ouvir o desabafo dos juristas sobre a situação precária de instituições do município.

O promotor de Justiça, Walter Teixeira Filho foi um dos mais enfáticos ao questionar o que ele classificou como falta de planejamento do Governo do Acre, para resolver as questões que envolvem a reinserção de presidiários na sociedade. Para Teixeira, a falta de presença do Estado, não seria apenas financeira, mas também institucional. “É vergonhosa a situação de algumas instituições neste município”, afirma o promotor.

Os gestores do Governo do Acre, ainda tentaram argumentar que o presídio de Cruzeiro do Sul estaria lotado por causa da prisão de usuários drogas que são enquadrados como traficante. O promotor Walter Teixeira desconstruiu os argumentos dos assessores de Nilson Mourão, afirmando que a prisão de traficantes só ocorre em Cruzeiro do Sul, depois de investigações. Teixeira disse ainda, que traficantes estariam usando táticas para se passar por usuários.

O promotor foi enfático em suas críticas. Walter Teixeira disse que a Justiça do Acre prefere prender 20 traficantes pequenos, que um grande. “Vivemos em cidades pequenas e não me refiro apenas ao município de Cruzeiro do Sul. Em Rio Branco, todos sabem quem são os grandes traficantes. Se prendessem os grandes, não haveria superlotação nos presídios estaduais”, destaca.

Outro questionamento do promotor de Justiça seria de uma suposta gratificação por expedição de pedidos de prisão. “Acima de quatro pedidos de prisão estariam pagando uma gratificação”. Walter Teixeira criticou ainda, os métodos utilizados nos presídios estaduais. De acordo com o promotor, os presos precisam estudar, trabalhar e ter oportunidades para não voltar a rescindir em crimes e voltar aos presídios.

“Dou minha cara a tapa se eu estiver errado. Preso tem que estudar e trabalhar”, disse Teixeira, que questionou a falta de espaços adequados os presos estudarem e desenvolverem atividades de trabalho, na obra de reforma e ampliação do complexo prisional do município de Cruzeiro do Sul. “A pastoral carcerária mantém um fábrica de velas e paga pessoas ensinar corte e costura para as presas. Onde está a participação do Estado? Repito: isso é vergonhoso, que as iniciativas de reinserção não partam do Governo do Acre”.

Segundo Walter teixeira, ele já teria participado de várias reuniões com autoridades em Rio Branco, mas as decisões ficam apenas em promessas. “Estou cansado. Já estive em Rio Branco, para  reunião com autoridades estaduais e nada acontece. Quase me torno um promotor impotente, diante de tanto descaso”, enfatiza.

OBRAS DE REFORMA E AMPLIAÇÃO DO PRESÍDIO

O promotor de Justiça, Walter Teixeira, questionou ainda, as obras de reforma e ampliação do complexo penitenciário de Cruzeiro do Sul. Lembrando que o local não vai disponibilizar de sala de aula, além de local de trabalho e não teria perspectivas para mudanças no projeto, Teixeira desabafou: “se eu fosse empreiteiro construiria duas vezes e meia o que foi construído aqui com R$ 4 milhões”.

Destacando que não diria que haveria de recursos porque teria que apresentar provas, o promotor afirmou com veemência, que a questão do presídio seria de fácil solução. “O Governo do Acre poderia gastar R$ 250 a R$ 300 mil, por mês para resolver o problema em definitivo. Em resposta aos apontamentos de Teixeira, o secretário Mourão disse que as questões seriam de atribuição do diretor do Iapen, que não poderia dar garantias, na questão.

Acre

Mailza consegue mais R$ 50 milhões de recursos para o Acre

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A senadora Mailza (Progressistas-AC) já viabilizou o envio de mais de 270 milhões em emendas para o Acre e nesta semana a parlamentar conseguiu junto ao Governo Federal mais R$ 50 milhões em recursos para o estado.

Com um mandato municipalista, em três anos e meio de mandato, Mailza já garantiu R$ 330 milhões e contemplou as 22 cidades do estado.

A senadora agradeceu o Governo Federal por todos os recursos enviado ao Acre. “Tenho muita satisfação em ter uma ótima sintonia com o Governo Federal e nossa parceria tem ajudado viabilizar recursos para atender a população do nosso Acre. Fico feliz ao ver que o nosso trabalho no Senado está chegando até a população. Meu trabalho em parceria com o governador Gladson Cameli e os prefeitos tem um propósito: melhorar a vida de muitas pessoas”, comemora a parlamentar.

Desse valor, mais de R$ 25 milhões são para a Saúde, R$ 13 milhões para assistência social e direitos humanos, R$ 10 milhões para infraestrutura urbana e R$ 2 milhões para agricultura e produção rural. Mailza agora busca junto aos ministérios a rápida liberação dos recursos, além de agilizar projetos do Acre que estão em andamento.

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Acre

“Me comporto como uma mulher casada”, diz Márcia Bittar

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Durante a solenidade de lançamento do Mutirão de Cirurgias na Fundação Hospital do Acre, a pré-candidata ao senado Márcia Bittar (PL), falou sobre diversos assuntos, desde a dúvida sobre se ainda é casada com o Senador Márcio Bittar, após o episódio em que parece ter tido uma crise de ciúmes ao pegar o celular do marido, até o cancelamento na internet quando se referiu ao ensinamento da ideologia de gênero e citou até prática sexual entre pais e filhos nas escolas.

Sobre o casamento, Márcia Bittar afirmou que sua família passou por uma crise, mas deixou claro que é casada. “Eu sou casada e me comporto como uma mulher casada. Nós somos exemplos do que tem acontecido com muitas famílias, mas eu acredito que ainda haja recuperação. O que envolve tudo isso é amor. O chefe da minha família é o Márcio e eu não tenho problema em falar da minha vida pessoal. Quero ajudar e isso só mostra que há muitos tipos de família e todas precisam ser respeitadas”, explica.

Sobre as polêmicas que se envolveu ao falar da questão da educação sexual nas escolas e quando citou a guerra entre União Soviética e Croácia, disse que lida bem com as críticas, mas reclamou do cancelamento. “A crítica é da natureza humana e faz parte da democracia, agora o cancelamento é um jogo sujo porque deturpam o que você fala. Claro que teve algum efeito o que eu falei, mas quem assistiu tudo sabe que não acusei nenhuma escola, mas continuo de olho em tudo e está muito perto da gente, isso tá aqui em ,Rondônia, a ideologia de gênero. Não é normal falar para uma criança de 4 a 12 anos que ela pode ser menina ou menino”, afirmou.

Márcia Bittar também falou sobre a expectativa de ser ou não a escolhida de Gladson para o senado. “Eu já fui escolhida pelo presidente Bolsonaro. Eu considero o Gladson como um filho e espero que estejamos juntos. A aliança é importante para ele e para nós”, explicou.

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Acre

Glasdson lança o maior mutirão de cirurgias da história do Acre

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O governador Gladson Cameli esteve na Fundação Hospital do Acre (Fundhacre) para lançar o que o governo tem chamado de maior mutirão de cirurgias da história do Acre. A expectativa é que a saúde acreana realize na unidade hospitalar 5 mil cirurgias pelos próximos seis meses.

Gladson Cameli destacou que o mutirão vai ajudar a diminuir a fila de espera por cirurgias no estado.

“Emocionante, é mais uma sensação de dever cumprido. São pessoas que esperam há tanto tempo, mas eu não faço nada só. Agradeço ao apoio dos nossos senadores, dos nossos deputados federais e dessa equipe que aqui se encontra e de todos os servidores. Sentimento é de gratidão. Não tenho do que reclamar, já que estamos ajudando a diminuir a dor das pessoas”, afirmou Gladson.

A grana para o Mutirão de Cirurgias vem da arrecadação do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), que repassou R$ 25 milhões de reais para a saúde poder realizar a grande quantidade de procedimentos cirúrgicos. Presente ao evento, a maior preocupação da presidente do Detran, Taynara Martins, era explicar que o recurso não é proveniente de multas. “Essa repasse é um ato constitucional, onde os estados podem fazer desvinculação de 30% de sua receita. O Detran é um órgão que arrecada com a questão de taxas e que fique claro que apenas 7% de toda nossa arrecadação vem de multa, então esse dinheiro não é um dinheiro de multa, mas sim de taxas. São muitas cirurgias que resultam de acidentes de trânsito e o Detran tira essa imagem de órgão repressor”, afirma Tayanara.

O mutirão vai realizar cirurgia-geral, vascular, urologia, ginecologia, cabeça e pescoço, otorrinolaringologia, mastologia e pediatria.

“Na próxima segunda-feira, já vamos realizar o risco cirúrgico dessas pessoas que já estão na fila e estamos pedindo o SUS e o contato telefônico de cada paciente. Serão 1,5 mil cirurgias em duas salas cirúrgicas da Fundação e as outras 3,5 mil cirurgias na estrutura do Into que foi anexada à Fundação”, diz João Paulo Silva, presidente da Fundhacre.

Um momento curioso foi a “guerra” nos bastidores pelo uso da palavra. Enquanto cerimonial e gabinete do governador queriam encurtar a cerimônia, já que pacientes esperavam desde cedo em cadeiras de plásticos, assessores de políticos reclamavam da falta de espaço para falar no ato. O cerimonial chegou a levar o assunto ao governador que fez cara feia quando informado da insatisfação. Uma idosa chegou a passar mal, inclusive, mas foi logo atendida.

Mais relaxado, Gladson aproveitou o momento da prorrogação do contrato com o Laboratório Charles Mérieux e chegou a pedir voto em francês, arrancando risos dos presentes.

Um outro momento de emoção foi quando Gladson Cameli lembrou da avó, Marieta Messias, que morreu em Manaus aos 93 anos em maio de 2020. O governador chorou ao lembrar da avó paterna.

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Acre

Longo participa do lançamento de mutirão de cirurgias na Fundhacre

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O deputado e líder do Governo na Aleac, Pedro Longo, participou nesta terça-feira (17) do evento de lançamento do mutirão de mais de 5 mil cirurgias pela Fundação Hospitalar do Acre (Fundhacre).

Acompanhando o governador Gladson Cameli, o parlamentar destacou que o mutirão é uma conquista importante para as pessoas que aguardam há um tempo pelos procedimentos na fila de espera.

“Quando investimos em saúde, salvamos vidas e cumprimos a nossa missão como representantes do povo. O governador Gladson Cameli é o verdadeiro entusiasta desse avanço tão significativo. A questão das cirurgias já foi um dos maiores gargalos da história desse Estado. Nos sentimos felizes e contemplados”, destacou.

As especialidades ofertadas vão desde cirurgia-geral, vascular, urologia, ginecologia, cabeça e pescoço, até otorrinolaringologia, mastologia e pediatria.

Longo finalizou seu discurso destacando a liderança do presidente da Fundhacre, João Paulo Silva, e o apoio da presidente do Detran, Taynara Martins, que destinou recurso considerável para apoiar o projeto.

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