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Atirando para todo lado, secretário de governo tenta envolver jornalistas no bloqueio da quarta ponte

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Jairo Carioca,
da redação de ac24horas
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O secretário de comunicação do Governo do Acre, Leonildo Rosas, acusou em uma postagem no twitter, o jornalista Ray Melo, de ac24horas de ser um dos líderes da manifestação que bloqueou a quarta ponte na última noite de carnaval. Os manifestantes exigiam a Eletrobras reestabelecesse o fornecimento de energia no bairro Seis de Agosto, suspenso por causa da enchente do Rio Acre. O protesto foi disperso por uma ação do BOPE.

Em sua postagem, Rosas enfatizou: “tem conotação política a manifestação da quarta ponte. O repórter Ray Melo, do ac24horas é um dos líderes. Virou pauta o repórter”, afirmando que o profissional que estava no local para fazer a cobertura da ação policial teria envolvimento com a organização da manifestação que terminou com tiros de balas de borracha, bombas de efeito moral e disparo de gás de pimenta contra mulheres e crianças.

O secretário de Tião Viana (PT) tentou desqualificar a matéria do ac24horas, único portal de notícias que divulgou a ação considerada truculenta pelos moradores do Seis de Agosto. Durante a operação policial, houve tentativa de impedir os profissionais de imprensa de colher as informações. Leonildo Rosas tenta ainda, fazer a ligação do jornalista de ac24horas, com um grupo de oposição a atual administração do Estado.

Seguindo a cartilha elaborada pelo Governo do PT, o secretário de comunicação trocou comentários com outro membro da equipe de comunicação do governo petista. As insinuações seriam que Ray Melo seria assessor de um major, que ocupa o cargo de deputado. Os jornalistas que assessoram Viana se referiam ao deputado Major Rocha (PSDB). Ao procurar Leonildo Rosas, pedindo explicações das insinuações, o repórter foi chamado de mentiroso, pelo assessor de comunicação.

Questionado pelo jornalista, Rosas afirmou em mensagem enviada ao telefone celular de Ray Melo às 17h06 desta quarta-feira, 22, que tem como fonte de informações a Policia Militar do Acre, fato desmentido pelo subcomandante da Polícia Militar, coronel Paulo César. “Não dá para afirmar se a Policia Militar forneceu essa informação. O jornalista estava trabalhando assim como outros colegas de profissão”, destacou.

Surpreso com as declarações do assessor de comunicação do governador Tião Viana, Ray Melo frisou por várias vezes através de mensagens de celular trocadas com Leonildo Rosas, que suas declarações eram desastrosas. Leonildo Rosas envolveu até mesmo o jornalista Muniz, da TV Rio Branco nas suposições. Léo acusa Muniz de ser informante de Ray Melo, no caso em que ele teria sido pego supostamente dirigindo embriagado.

O secretário de comunicação negou o fato. “A sua fonte, que deve ter sido o Muniz, mentiu. A minha fonte sobre você foi à própria polícia”, diz Rosas, que colocou sua esposa como a envolvida na ocorrência. De acordo com Rosas, a sua esposa é quem foi pega em blitz porque estava dirigindo sem carteira. Ele encerra a troca de mensagens com o jornalista afirmando que tinha mais o que fazer, mesmo perdendo precioso tempo na troca de mensagens em redes sociais, como outros cargos de confiança do Governo do Acre.

Ray Melo explicou que foi informado do conflito através de um telefonema dado pela colega Grayce Lima, repórter da TV Rio Branco. Essa não é a primeira vez que o profissional é tratado de maneira hostil por assessores do governador Tião Viana. Durante a cobertura de uma reunião política da Frente Popular, o jornalista foi confundido como meliante e obrigado a se identificar para policiais militares que faziam a segurança do governador.

Procurado pela reportagem, o deputado Major Rocha disse que passou o feriado carnavalesco em Sena Madureira, e negou conhecimento da manifestação. Rocha negou ainda, que pague alguma assessoria ao jornalista. O deputado disse que conhece o profissional através da função que o mesmo desempenha na Assembleia Legislativa do Acre. Com relação ao envolvimento de seu nome no episódio, Rocha chamou o secretário de governo de irresponsável.

O jornalista Ray Melo vai processar o secretário de estado por calúnia e difamação.

Leia abaixo o conteúdo das mensagens trocadas entre Ray Melo e Leonildo Rosas.

Ray Melo  – Não liderei manifestação nenhuma, sua acusação me surpreende. Um colega de profissão julgando e condenando outro por suposição. Nem fui pego em blitz como um certo secretário.

Leonildo Rosas – Também não fui pego em blitz. A minha esposa foi porque estava dirigindo sem habilitação. A sua fonte, que deve ter sido o Muniz, mentiu. A minha fonte sobre vc foi à própria polícia.

Ray Melo – E sua polícia mentiu também. Estive no local pq a greyce, Me ligou. A TV Rio Branco estava lá. Eles Tb organizaram?

Leonildo Rosas – Essa questão de mentira é algo que você conhece bem amigo! Até onde sei a menina não assessora ninguém.

Ray Melo – Mentira é inerente a vcs petistas. Não sou assessor de ninguém. Prove!

Leonildo Rosas – É sim, vc sabe que é…

Ray Melo – Prove, assim como vai ter que provar que fui eu quem organizei o movimento. Vc sabe o que é calunia e difamação?

Leonildo Rosas – Vc é que parece não saber. Paro por aqui, tenho mais coisa o que fazer. Fui. Tenha uma boa sorte.

DEU NA VEJA
Tião Viana, do PT, usa balas de borracha, gás de pimenta e bombas democráticas de efeito moral para conter reacionários disfarçados de pobres no Acre. Desde Canudos, a gente sabe que miserável precisa aprender a ser progressista.

Veja vídeo da confusão na Quarta Ponte

Acre

No Crea, Nilson Euclides defende fim da reeleição para majoritários

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O professor Nilson Euclides, candidato ao Governo do Acre pelo PSOL, palestrou nesta terça-feira, 16, no auditório do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Acre (Crea-Ac) e classificou como “angustiante” o atual perfil socioeconômico do estado onde, segundo ele, até a produção de mandioca sofreu um retrocesso de 40%.

Euclides aproveitou para desafiar os candidatos a assumirem o compromisso de descartar a reeleição para cargos majoritários. Para ele, governar de olho na reeleição faz com que o Executivo seja obrigado a manter caciques políticos “que deem sustentação às suas ambições e a administração segue sem a definição de um projeto de desenvolvimento com foco na redução da desigualdade social”, afirmou.

O candidato lembrou que seu programa de Governo prevê a participação popular, a transparência e o desenvolvimento. “Quando digo participação popular incluo desde as associações de bairros aos conselhos mais poderosos do País, como o CREA que não foi ouvido na elaboração do Orçamento de R$ 7,8 bilhões que o Estado tem para este ano”, argumentou.

Nilson Euclides destacou que a atual administração falhou em infraestrutura e disse que anel viário e pontes não contemplam a população mais pobre do Acre, que sofre com a falta de habitação popular, saneamento básico e escolas de qualidade.

Em seu plano de governo, Nilson Euclides assumiu o compromisso de construir pelo menos uma escola conceito, que chamará de Centro Integrado de Educação e Sociabilidade. O candidato também fez a defesa do agronegócio, mas lembrou que para este segmento ser competitivo é preciso incluir a agricultura familiar, a pequena propriedade e a industrialização, no Acre, dos grãos aqui cultivados para agregar valor e gerar empregos.

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Acre

Candidata do Trisal nas eleições vai a praia no 1º dia de campanha

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A sargento da Polícia Militar do Acre Alda Radine, que ganhou repercussão nacional ao assumir um relacionamento entre três pessoas, conhecido como trisal, está há pelo menos quatro dias em viagem ao nordeste brasileiro. A viagem ocorre em meio à campanha eleitoral que começou oficialmente nesta terça-feira, 16, em todo o país.

Alda é candidata a deputada federal pelo MDB e não tem nenhuma publicação no feed de seu Instagram mencionando a pretensão política. A militar ainda falou por meio de vídeo nos stories que foi ao Ceará para visitar os filhos e seus pais.

Seu limite legal de gastos, conforme consta no portal de divulgação dos candidatos é de R$3.176.572,53.

 

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Acre

Bocalom pede afastamento do PP para apoiar Petecão e Márcia

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Na última segunda-feira, 15, o prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (Progressistas), protocolou um pedido de afastamento do partido por 120 dias – alegando ordem de cunho pessoal.

De acordo com o documento protocolado na direção do Partido Progressistas, em Rio Branco, Bocalom se dirige cordialmente ao presidente da sigla, governador Gladson Cameli – candidato à reeleição, solicitando o afastamento.

A medida visa garantir meios legais para o chefe do executivo municipal apoiar a candidatura do senador licenciado, Sérgio Petecão ao governo do Acre pelo PSD e a candidata ao Senado da República, Márcia Bittar pelo PL.

O gesto de Bocalom segue o exemplo do que fez o governador Gladson Cameli em 2020 quando se afastou do PP para apoiar a candidatura de Socorro Neri à reeleição da prefeitura de Rio Branco pelo PSB.

 

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Acre

David Hall projeta gerar 80 mil empregos em 8 anos

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Candidato ao governo do Acre pelo AGIR, o professor David Hall levou seu coordenador de campanha, Kleber Miranda, à entrevista na TV Gazeta na tarde desta terça-feira (16). Ao jornalista Gabriel Rotta, Miranda apresentou a proposta do partido que conseguiu reunir uma equipe de candidatos considerados conectados com o projeto encabeçado por Hall.

A ideia central é desenvolver o estado do Acre 50 anos em apenas 8. “O AGIR tem um projeto claro, que pretende desenvolver o estado do Acre 50 anos em oito anos por meio do incentivo ao agronegócio, agricultura, fomentar nossa economia”, disse Kleber.

David Hall tem como vice-candidata ao governo a empresária liberal Jorgiene Carneiro. “Não tem estamos aqui para brincar de política. Nossos candidatos, a maioria, não tem carreira política. Hall não é filho de empreiteiro, ele é gente como a gente”, afirmou o coordenador.

Considerado um partido de Centro, os representantes do AGIR garantem ter um projeto voltado para o desenvolvimento econômico do estado. “Gerar 80 mil novos empregos no Acre é uma de nossas propostas. Incentivando a criação de novas empresas, trazendo novas empresas pro estado do Acre, incentivando a geração de empregos”.

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