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Angelim nega ser “o enviado do demônio” no caso da torre da RBN

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Na tentativa de exorcizar qualquer conotação com forças demoníacas ou religiosas, o prefeito de Rio Branco, Raimundo Angelim (PT), convocou a imprensa para uma entrevista coletiva na manhã desta quinta-feira, 08, para esclarecer o ponto de vista da administração municipal, sobre a ação civil pública que pede a demolição da torre de transmissão da Rádio Boas Novas (RBN). O prefeito afirma que a edificação foi feita de forma clandestina.

Segundo Angelim, a prefeitura tomou as medidas que seriam corretas e dentro da legalidade. “Estou aqui para colocar o que aconteceu de fato. No dia 09 de agosto, compareceu a prefeitura, uma moradora que reside na propriedade aos fundos do prédio da RBN, por nome de Risoleta da Cruz Chaves, 80, que protocolou uma petição encaminhada à secretaria de Obras, sobre a construção de uma torre ao lado do quarto dela”, diz Angelim.

Na denúncia protocola pela vizinha da RBN, ela teria pesquisado na legislação municipal e se deu conta que a construção estaria irregular e colocava em risco os vizinhos da torre de transmissão.  No dia seguinte a denúncia, segundo Angelim, ele teria recebido um comunicado do Ministério Público Estadual, solicitando informações sobre a regularidade da obra. A prefeitura teria enviado os técnicos ao local para verificar a obra.

“A prefeitura mandou seus técnicos que descobriram que aquela construção estava totalmente fora dos padrões da regularidade que está explícito no plano diretor da cidade de Rio Branco, no seu artigo 57 – que diz que está proibido a edificações de torres de rádio difusão, rádio base e congêneres em regiões de urbanização consolidada”, justifica o Angelim informando que a lei passou a vigorar a partir de 2006.

Angelim disse ainda que as edificações até o ano de 2006, não correm risco algum, dando como exemplo o pedido que a prefeitura teria formalizado para a direção da RBN retornar a antena para seu local de origem, que fica a pouco mais de 26 metros de onde foi construída a nova antena. O prefeito disse ainda, que a prefeitura teria notificado a empresa, mas os diretores da RBN teriam ignorado a notificação.

“Solicitamos que a empresa procurasse a prefeitura em 48 horas, para regulamentar a obras, mas eles não compareceram. Foi então que embargamos a construção, a empresa aproveitou o final de semana e concluiu a obra, afrontando a instituição prefeitura de Rio Branco. Depois do dia dois de setembro tivemos uma audiência, na 2ª Vara de Fazenda Pública, naquele momento o advogado da emissora pediu 15 dias, para conciliação”, destaca Angelim.

Depois do prazo, de acordo com o prefeito, o advogado Valadares Neto informou que a direção da emissora na aceitaria retornar a antena a seu local de origem. Em consulta a Anatel, o prefeito afirma que não existe notificação sobre a construção da nova torre de transmissão da RBN. “O gerente da Anatel informou que a RBN teria autorização para ter uma antena de 40 metros, e que alterou a antena sem autorização da Anatel, mesmo tendo informado ao ministério das comunicações, a emissora não tinha autorização para efetivar as mudanças”.

Diante do imbróglio em torno da questão, Angelim afirmou que foi agredido moralmente na emissora, chegando segundo ele, ao ser chamado de “o enviado do demônio”, nos microfones da emissora. Buscando mais uma vez a conciliação, o prefeito convidou líderes religiosos para tentar intermediar as negociações com a direção da RBN.

“Convidei o pastor Luiz Gonzaga, da Assembleia de Deus, o pastor Agostinho, o pastor Ely, que é o presidente da Associação das Igrejas Evangélicas e o pastor Afif, que enviou um representante. Ficou acordado que o pastor Ely procure novamente a direção da RBN, para propor que a antena retorne para seu lugar de origem ou procurar qualquer lugar da cidade de Rio Branco, onde possa instalar a torre de transmissão. A prefeitura está à disposição para indicar um local adequado para construção”, diz Angelim.

O prazo para decisão final da Justiça é 14 de dezembro. O prefeito afirmou que a intenção não é tirar a emissora do ar. “A questão não é religiosa ou política, mas de cumprimento do plano diretor de Rio Branco. Como prefeito não vou ser omisso de cuidar, de gerir a cidade de Rio Branco, como a Leio Orgânica do município prevê”, afirma Angelim.

Questionado sobre os supostos ataques que teria sofrido, Angelim disparou: “disseram que eu sou o enviado do demônio e, que meu partido está por traz da ação. Não é isso. Não é o prefeito Angelim que entrou com a ação civil pública, foi à prefeitura de Rio Branco que entrou com o processo para resguardar a legalidade dos procedimentos”.

Direção da RBN nega irregularidades e diz que vai espera decisão judicial

Procurada pela reportagem, a direção da Rádio Boas novas (RBN), informou que estão aguardando uma posição da Justiça, já que segundo os diretores, “não existe nada de ilegal na construção da torre. Temos alvará de construção expedido pela mesma prefeitura que pede a demolição, também temos a ARP do Crea, a Funtac fez a sondagem de solo e o local não apresentava riscos para a sociedade.  Ainda temos a aprovação do Ministério das Comunicações” informa Milena Câmara, diretora geral da rádio.

De acordo com a Milena Câmara, a confusão começou quando a Senhora Rizoleta Cruz, assustada com a construção da obra nas imediações da sua residência, bateu na porta do judiciário, pedindo o impedimento da construção. “Em Audiência de Conciliação, ocorrida no dia 2 de setembro desse ano, foi proposto que a Rádio Boas Novas retornasse a torre para o local de origem, nas proximidades da pizzaria Tutti Frutti, mas o acordo não foi aceito, pela deputada federal Antonia Lúcia”, acrescenta.

Consultado sobre a tramitação do processo e, sobre as afirmações do prefeito Raimundo Angelim, o  advogado Valadares disse que havia informado à imprensa que a medida cautelar, busca evitar que Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Obras Públicas  (Sedop) execute a medida amarga. “Sem o parecer da justiça, o caso continua sub judice”, informou o advogado da empresa de comunicação.

SEM ACORDO

“A radio continuará realizando seu trabalho, pregando a palavra de Deus, levando mensagens cristãs para as pessoas, não atingimos a honra de nenhum cidadão e a empresa não acha necessário fazer acordos e nem negócios com ninguém, para continuar seu trabalho. Temos compromisso com a comunidade evangélica e manteremos a disposição de levar mensagens positivas as famílias acrianas”, disse Gabriela Câmara, diretora administrativa da RBN.

Desde a sexta-feira passada, pastores, membros e congregados das igrejas evangélicas fazem campanha ao vivo pela emissora e contra a demolição da torre. Na recepção da emissora foi colocado um livro para assinatura dos cristãos, uma espécie de abaixo-assinado contra a ação de demolição proposta pela prefeitura petista.

Ray Melo, da redação de ac24horas – raymelo.ac@gmail.com

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Acre

Professora é roubada dentro do Pronto-Socorro de Rio Branco

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A professora Marlene Cândido, 58 anos, mais conhecida em Xapuri como Rosa, procurou a reportagem do ac24horas para relatar uma situação por qual passou dentro das dependências do Pronto Socorro de Rio Branco, no último sábado, 12, quando acompanhava o seu esposo, Sebastião Trajano, de 63 anos, que estava acometido de uma crise de vesícula biliar.

Ela conta que na manhã do dia anterior, sexta-feira, 11, seu esposo, foi levado às pressas para o hospital Epaminondas Jácome, em Xapuri, acometido de dores fortíssimas, de onde foi removido para o Pronto Socorro de Rio Branco. Enquanto ele passava pelo atendimento, ela diz que não pôde ficar, como acompanhante, nem mesmo nos corredores da unidade para aguardar.

Na manhã do sábado, após o atendimento de rotina, o marido da professora foi liberado para aguardar em casa um procedimento cirúrgico ao qual seria submetido. Enquanto aguardava a sua condução, na “sala de enfermaria” superlotada de pacientes e acompanhantes, ela foi surpreendida por um homem que lhe pediu o telefone celular emprestado para fazer uma ligação.

A professora disse que pensou em negar, mas diante daquela situação, em ato de solidariedade, imediatamente passou o celular a ele e ficou esperando que realizasse a ligação. Sentado e fingindo que fazia o telefonema, o indivíduo disfarçadamente se levantou e saiu correndo em disparada com o telefone da professora que, atônita, buscou ajuda na entrada do hospital.

Marlene disse que acionou o segurança da portaria e o policial que permanecia de plantão no local, mas eles nada puderam fazer a não ser ligar, sem sucesso, para o número do telefone, visto que o meliante já havia desligado o aparelho e se evadido do local. Diante do ocorrido, ela afirmou que ficou sem chão e sem condições de buscar saídas para a inusitada situação.

“Meu relato é simplesmente para expressar o constrangimento que passei em um dos momentos mais difíceis da vida. Não esperava que aquela segurança demonstrada pela equipe da portaria e da recepção fosse apenas para impressionar a população que tanto necessita dos serviços públicos e de segurança. Jamais imaginei passar por uma situação com essa dentro de um hospital”, afirmou.

Apesar do susto e do abalo psicológico, a professora disse que não procurou a direção do Pronto Socorro para relatar o fato, mas garante que o ocorrido foi testemunhado por servidores, tendo, inclusive, uma profissional de saúde visto o suspeito correndo e pulando um muro na parte dos fundos da unidade hospitalar. Ela também não registrou boletim de ocorrência na polícia.

A reportagem não conseguiu falar com nenhum representante da direção do Pronto Socorro de Rio Branco para questionar se casos parecidos têm sido registrados na unidade hospitalar e quais as medidas vigentes para garantir a segurança de pacientes e acompanhantes. O jornal se mantém à disposição para qualquer informação ou esclarecimento necessário.

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Acre

Rio-branquenses têm deixado de se vacinar por querer escolher vacina

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Em entrevista à imprensa na manhã desta quinta-feira, 17, na tenda em frente ao Palácio Rio Branco, destinada a vacinação do público de 45 a 49 anos contra a Covid-19, o secretário municipal de saúde, Frank Lima, alegou que a baixa adesão de parte do público para a vacinação ocorre em decorrência da escolha por vacinas.

Ao falar do baixo número de vacinação no Ginásio do Sesi, o secretário afirmou que pessoas têm procurado os postos de vacinação, porém muitos querem escolher qual vacina receberá.

“O que a gente precisa fazer? Sensibilizar as pessoas que estão em casa. Tem pessoas querendo escolher vacina, todas as vacinas que estão disponíveis estão aprovadas pela Anvisa e elas estão aí para imunizar as pessoas. Se as pessoas ficarem em casa querendo escolher vacinas, pode ser que nesse tempo de espera o vírus possa lhe pegar e isso não vai ser legal pra ninguém. Nós não queremos que morra mais ninguém e queremos imunizar as pessoas para tirarem ela desse risco”, afirmou.

Frank Lima comemorou a grande adesão de pessoas na tenda do Palácio e aproveitou para falar das críticas que vem recebendo nas redes sociais.

“Isso é pra tapar a boca de muita gente que vai pra rede social só pra criticar. Aqui tá o poder público junto, Prefeitura e Estado. Aqui é a demonstração de unidade para ajudar o povo e o povo elegeu os políticos para ser servido. Prefeitura e estados estão de mãos dadas para vencer a pandemia. Ainda há muitos críticos que acham que Rio Branco é a vacinação do atraso, mas iremos vacinar até domingo 27 mil pessoas”, defendeu.

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Acre

Vacinação em frente ao Palácio Rio Branco registra longas filas

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No primeiro dia de vacinação contra a Covid-19 para pessoas de 45 a 49 anos, em Rio Branco, a tenda montada pelo Governo do Acre em frente ao Palácio Rio Branco registrou longas filas na manhã desta quinta-feira (17).

O mutirão é uma parceria do governo com a prefeitura de Rio Branco, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, cujo objetivo é acelerar a vacinação. Para ser vacinado basta comparecer ao local portando cartão do SUS, se houver, e um documento de identificação com foto e o CPF.

O governo disponibilizou uma plataforma online para agilizar o cadastro da população em geral que não esteja incluída nos grupos prioritários do Ministério da Saúde. Acesse o link: http://www.covid19.ac.gov.br/vacina/inicio.

Alguns moradores chegaram antes das 6h, para garantir os primeiros lugares na fila. O videomaker do ac24horas, Whidy Melo, acompanhou o início do mutirão de 48 horas. A ação foi acompanhada pelo governador Gladson Cameli, prefeito Tião Bocalom e do secretário municipal de saúde, Frank Lima.

 

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Acre

Polícia cumpre 104 mandados em operação contra facções no Acre

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Agentes da Polícia Militar, Civil e Federal que integram a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO), realizaram na manhã desta quinta-feira, 17, a Operação TABULEIRO III, em continuidade às ações operacionais direcionadas contra facções criminosas atuantes no narcotráfico e crimes violentos que operam dentro e fora do sistema prisional do estado do Acre.

A operação contou com cerca de 120 policiais que cumpriram 104 ordens judiciais expedidas pela Vara de Delitos de Organizações Criminosas de Rio Branco, sendo 41 de busca e apreensão domiciliar e 63 de prisão preventiva.

Policiais militares se posicionaram nas entradas e saídas das cidades de Feijó e Tarauacá para evitar a fuga de criminosos. Mandados foram cumpridos também em Rio Branco.

Na ação desta quinta, as forças de segurança prenderam integrantes da organização criminosa investigada cuja área de atuação se concentrava nas cidades de Tarauacá e Feijó.

A maioria dos indivíduos presos na operação de hoje já respondia por delitos graves como roubo, tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo. Agora, serão indiciados pelo crime de integrar organização criminosa, cuja pena varia de 3 a 8 anos de prisão. Os investigados exerciam relevantes funções na facção sendo considerados lideranças regionais.

Essa é a maior operação já deflagrada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no estado do Acre, que teve sua formação através de acordo de cooperação técnica firmado em 19 de fevereiro de 2020.

A operação foi chamada de “Tabuleiro” – que na linguagem da facção investigada significa uma espécie de cadastro e identificação dos membros que integram a organização criminosa.

Na primeira fase, deflagrada em 30 de julho de 2020, foram cumpridos 52 mandados judiciais, sendo 16 mandados de busca e apreensão e 36 de prisão preventiva em face de membros da mesma Organização Criminosa, atuantes na cidade de Rio Branco.

Na segunda, desencadeada em 19 de maio deste ano, a FICCO mirou a desarticulação de uma célula da facção criminosa do Primeiro Comando da Capital (PCC) com atuação predominante em Senador Guiomard, interior do Acre, sendo cumpridos na ocasião 16 mandados de prisão preventiva e dois de busca e apreensão.

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