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Quadro deficitário da Polícia Civil do Acre obriga delegado a trabalhar como escrivão

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A questão do efetivo de agentes de Polícia Civil nas delegacias de polícia de Rio Branco tem sido o motivo de denuncias e reclamações em todas as unidades da capital. Os delegados cobram a realização de um concurso público para suprir as necessidades de servidores em diversas áreas, principalmente no atendimento á população, onde segundo os plantonistas, faltam agentes para fazer investigações e até mesmo dirigir viaturas.

O delegado plantonista da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), Saulo Ribeiro disse que a situação no atendimento as mulheres não é diferente. De acordo com Ribeiro, o concurso público que estaria previsto para a Polícia Civil teria sido prorrogado de 2010 para 2011, mas corre risco de não acontecer, já que até o momento, o Governo do Acre não sinaliza com a abertura de inscrições.

Em relação ao concurso público, o secretário de Polícia Civil, Emylson Farias destacou que a Procuradoria Geral do Estado (PGE), estaria confeccionando o edital que deverá ser lançado até o final de 2011. “Realmente existe uma defasagem no quadro de agentes, mas trabalhamos com planejamento. Até maio do ano que vem 50 policiais estarão aptos a se aposentar e, nós próximo cinco anos, mais 300. Portanto, temos que fazer um concurso que atenda a estas necessidades”, diz Farias.

Os policiais civis têm se queixado da impossibilidade de prestar atendimento de qualidade devido à falta de recursos humanos nas delegacias, principalmente no cargo de agente.  De um lado a população reclama da qualidade do atendimento nas delegacias, devido à demora para serem atendidos. Do outro, policiais alegam trabalharem no limite de suas condições, com  grande parte dos agentes em idade de requerer aposentadoria.

O secretário afirmou que as deficiências no atendimento e possíveis sobrecargas de trabalho são questões que serão resolvidas, dentro de um curto espaço de tempo. “O concurso que será lançado vai suprir todas as possíveis carências”.

Na Deam, o delegado Saulo Ribeiro, reclama que estaria sobrecarregado, executando as funções de escrivão e investigador. “Os casos estão ficando jogados pela falta de investigadores. As pessoas chegam à delegacia e, muitas vezes vão embora cansadas de esperar o atendimento. Estamos com quadro deficitário de agentes. Tenho três policiais trabalhando aqui, um na chefia de equipe e tenho que manter pelo menos dois na segurança da unidade, nessa estrutura não tem agentes para as ações de campo”.

Destacando que no mesmo prédio funcionam a Deam e o Nucria, Emylson Farias informa que a estrutura da Delegacia da Mulher é a melhor dos últimos anos. “Temos uma estrutura funcional, com quatro delegados atuando diariamente na Deam, mais dois no Nucria, então não podemos dizer que a questão material possa intervir nos trabalhos”.

Segundo Saulo Ribeiro, a  Lei Maria da Penha não pode ser cumprida adequadamente pela delegacia da Mulher. “Uma das obrigações da Polícia Civil no cumprimento da Lei Maria da Penha é disponibilizar uma viatura para a mulher em situação de risco, poder ir a sua casa buscar objetos, mas na Deam, não está acontecendo isso”.

“Mesmo com a deficiência de agentes, as medidas de proteção a mulher, não poderiam deixar de ser cumpridas. Podemos dizer que temos nove delegados trabalhando na questão da mulher. Temos dois órgãos que funcionam juntos e estas duas unidades contam com o maior número de profissionais para atender as ocorrências”, enfatiza o secretário Emylson Farias.

De acordo com Saulo Ribeiro, as delegacias funcionam com um delegado, um escrivão e quatro agentes, sendo que delegado e escrivão ficam responsáveis pelos autos de prisão em flagrante e termos circunstanciados de ocorrência, enquanto um agente registra boletins de ocorrência e o outro fica na recepção da delegacia no atendimento à população, além de atender telefone e rádio e receber ocorrências das demais polícias. No caso da Deam, apenas três servidores fazem todos estes trabalhos.

O secretário de Polícia Civil enfatiza que atualmente, a Delegacia da Mulher conta com quatro delegados plantonistas diariamente.

Ray Melo, da redação de ac24horas – [email protected]

Cotidiano

TJAC e Cruz Vermelha assinam Termo de Compromisso para doação de kits escolares

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Lápis, mochila, apontador, borracha, cola, caneta, tesoura, caderno são itens comuns da lista de material escolar. Mas, a falta condições para comprar esses objetos faz com que muitas crianças e adolescentes deixem de frequentar as aulas. Diante dessa realidade, o Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) uniu-se à Cruz Vermelha Brasileira (CVB) em uma ação social com intuito de entregar kits escolares às crianças de famílias em situação de vulnerabilidade social no estado.

O compromisso, formalizando na manhã de segunda-feira,16, pela desembargadora-presidente do TJAC, Waldirene Cordeiro e pelo presidente nacional da CVB, Júlio Cals, é que as duas instituições entreguem 2.238 kits, às crianças de 6 a 8 anos, que frequentam o ensino fundamental público, nas cidades de Jordão (124), Marechal Thaumaturgo (300), Santa Rosa do Purus (570), Porto Walter (952) e Feijó (292). A assinatura do Termo de Custódia e Compromisso entre o Tribunal acreano e a Cruz Vermelha Brasileira oficializa a parceria e possibilita que o Acre seja contemplado com a ação humanitária.

Para a presidente do TJAC é essencial associar-se a instituição para atender a população acreana. “É uma felicidade fazer parte da parceira com a Cruz Vermelha Brasileira para que a volta às aulas presenciais das crianças seja muito mais felizes e com o material necessário para que desenvolvam suas aptidões e competências na carreira inicial escolar”, comentou a desembargadora.

Na ocasião, o presidente nacional da CVB, Júlio Cals, destacou o empenho do Judiciário do Acre e agradeceu a parceria que permitiu aos estudantes acreanos receberem os kits, ressaltando a importância da educação para garantir o desenvolvimento social.

“É tão importante o desenvolvimento educacional das crianças e quando trabalhamos com educação criamos caminhos alicerçados para que essas crianças consigam chegar no sonho que elas almejaram. Então, a entrega de material escolar nos dá possibilidade de criar esses caminhos e fazer com que a educação seja a mudança que nós tanto esperamos no mundo”, destacou Júlio Cals.

Depois da celebração do Termo de Compromisso, a equipe do Judiciário acreano e da Cruz Vermelha Brasileira seguem viagem para a cidade de Feijó onde realizaram a entrega simbólica de 38 Kits.

Voltas às Aulas

A ação que atenderá parte da população acreana é fruto do projeto da Cruz Vermelha Brasileira chamado “Volta às Aulas”, financiado pela Embaixada do Reino dos Países Baixos. O projeto abrange mais quatro estados no do Brasil, amparando alunos e alunas do ensino fundamental de escolas públicas em municípios com baixos Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).

Nos Kits serão entregues: mochila, caderno, apontador, borracha, cola, tesoura sem ponta, lápis, grafite, lápis de cor, garrafa reutilizável de água, papel A4, estojo, manual de prevenção à COVID-19, caixa de máscaras descartáveis infantis e frasco de álcool em gel.

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Cotidiano

Chegada de frente fria faz Acre iniciar campanha de doação de agasalhos

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Com as previsões que indicam uma forte friagem para todo o estado nesta semana, o governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social, dos Direitos Humanos e Políticas para as Mulheres (SEASDHM), inicia a campanha Doe Agasalhos – Solidariedade Aquece, de recolhimento e doação de roupas quentes.

O estado convida a população a ser solidária e está recebendo doações para serem repassadas para pessoas em situação de vulnerabilidade social que necessitam de agasalhos e cobertores para se aquecerem no período de frio.

Em Rio Branco, a sede da SEASDHM é o ponto de arrecadação da campanha, na Avenida Nações Unidas, nº 2731, no bairro Estação Experimental. Já em Cruzeiro do Sul, o ponto de coleta se localiza na Avenida 25 de Agosto, nº 1042, no bairro 25 de Agosto.

No caso de dúvidas e mais informações, acesse, por meio do Whatsapp, o plantão de doação: (68) 99215-5975.

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Cotidiano

Motorista morre carbonizado e dois saem feridos de colisão entre automóvel e ônibus

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Um violento acidente foi registrado na madrugada do último sábado (14) próximo ao distrito de Vista Alegre do Abunã, quando um ônibus da empresa Eucatur, que havia saído de Rio Branco, bateu de frente com um automóvel Gol, que pegou fogo.

No acidente, o motorista do carro de passeio, José Antônio Becker Siqueira, de 53 anos, morreu carbonizado e dois acompanhantes ficaram gravemente feridos e internados em um hospital próximo. Todos os passageiros do ônibus saíram ilesos.

De acordo com as informações do site Extrema24horas, o acidente ocorreu por volta de 3h de sábado. O coletivo havia saído de Rio Branco com destino a Porto Velho e à altura do km 976 da BR-364, próximo ao distrito de Vista Alegre do Abunã, colidiu com o Gol que vinha no sentido contrário.

O choque foi tão violento que o Gol pegou fogo matando o motorista. Os próprios passageiros do coletivo ajudaram a retirar os sobreviventes Eduardo de Souza Pinheiro, de 31 anos, e Sebastião Colares, de idade não informada, que foram encaminhados ao hospital de Extrema em estado gravíssimo.

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Cotidiano

Gefron apreende caminhão que transportava gado de origem suspeita no Acre

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Durante o cerco que está sendo feito pelas forças de segurança do estado em Plácido de Castro e região, fechando inclusive a fronteira durante a noite, o Grupo Especial de Fronteira (Gefron), que é responsável pela fiscalização das estradas de acesso ao município, apreendeu 18 reses que eram transportadas de forma ilegal.

Os animais, bem como o caminhão, além do motorista, foram escoltados até à sede do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal (IDAF), onde foram aplicadas as multas pelas infrações praticadas. O gado ficou apreendido até que seja apresentada toda a documentação.

No final de semana, 30 homens do Gefron, que eram comandados pelo coordenador do grupo, delegado Rêmulo Diniz, fizeram uma rigorosa fiscalização ao longo da Rodovia AC-40, onde ninguém passava sem ser parado e revistado, especialmente veículos transportando mercadorias e animais.

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