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Pecuaristas do Acre participam de debate sobre o novo Código Florestal

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Preocupados com as penalidades previstas no novo Código Florestal Brasileiro, pecuarista e donos de grandes áreas de terras no Acre participaram na manhã desta segunda-feira, 24, no auditório da sede de Federação da Agricultura e Pecuária do Acre (FAEAC), de um debate com o senador Jorge Viana (PT), relator do Código, no Senado Federal.

A dúvida dos pecuaristas e grandes produtores são em torno das penas que serão aplicadas aos donos de terras que desmataram além do que é permitido na lei ambiental. Segundo os pecuaristas, as penalidades podem de certa forma engessar o setor de pecuária no Acre, já que os produtores podem ser condenados de forma pecuniária ou serem obrigados a reflorestar.

Segundo o presidente da Faeac, Assuero Veronez, a ansiedade dos produtores do Estado é com a insegurança jurídica provocada pelo novo Código Florestal. Veronez acredita que, além dos problemas fundiários e, do ponto de vista ambiental, as autoridades que elaboraram as mudanças no Código, precisam pensar na aplicação jurídica da matéria.

“A insegurança jurídica é o principal ponto a ser resolvido. O Código é de 1965, o Estado não teve autoridade suficiente para se fazer cumprir, houve uma série de mudanças de 1665 para cá, uma delas através de medida provisória que colocou todo mundo na ilegalidade e vem se arrastando essa discussão complexa que envolvem vários interesses”, destacou Assuero.

O senador Jorge Viana, que fez uma explanação das mudanças previstas no novo Código, afirmou que o momento é de ouvir e observar a realidade, não só do Acre, mas do Brasil como um todo, debatendo com os atores do processo e toda a comunidade cientifica, para que se façam leis duradouras em torno da questão ambiental.

Viana disse ainda, que deve apresentar o seu parecer sobre o Código Florestal, no Senador, dentro de 30 dias. O senador destacou que a polêmica que envolveu as mudanças propostas  pelo deputado Aldo Rebelo (PcdoB), ajudaram nas observações que serão propostas no Senado, para que o Código se adéqüe a realidade do país e não prejudique o setor produtivo.

“Vamos elaborar uma lei para aqueles que querem seguir criando e produzindo no Brasil, mas também para fazer com que o Brasil se torne de fato um país moderno e contemporâneo, com uma boa lei de proteção dos recursos naturais. Cada dia tem mais desastres naturais por causa dessa relação equivocada do homem com a natureza. Estamos buscando o equilíbrio das ações produtivas com a preservação do meio ambiente”, enfatiza Jorge Viana.

Segundo Viana, na terça-feira, 24, será apresentado o relatório do senador Luiz Henrique, no Senador, com as mudanças propostas pelos senadores. “Este relatório foi elaborado pelo senador Luiz Henrique, com minha participação, estamos trabalhando juntos, e depois vai faltar apenas meu relatório que irá a votação no Senado”.

Ray Melo, da redação de ac24horas – [email protected]

Acre

Acre registra dois novos casos e mais uma morte por Covid-19

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Em boletim divulgado na tarde desta quinta-feira, 23, a Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), informou o registro de dois novos casos de infecção por coronavírus e mais uma morte pela doença, elevando o número de infectados para 87.934 e de morte para 1.836.

Até o momento, o Estado registra 248.003 notificações de contaminação pela doença, sendo que 160.024 casos foram descartados e 45 exames de RT-PCR seguem aguardando análise do Laboratório Central de Saúde Pública do Acre (Lacen) ou do Centro de Infectologia Charles Mérieux. Pelo menos 85.917 pessoas já receberam alta médica da doença, sendo que 13 seguiam internadas até o fechamento deste boletim.

O óbito registrado foi da moradora de Epitaciolândia, J.B.S.C., de 21 anos, que deu entrada no dia 23 de agosto, no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia do Acre (Into-AC), e faleceu no dia 21 de setembro.

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Acre

MPF cobra mais acessibilidade no aeroporto de Rio Branco

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O Ministério Público Federal (MPF) no Acre oficiou a superintendência do Aeroporto Internacional de Rio Branco com prazo para a tomada de medidas que melhorem as condições de embarque e desembarque de passageiros com deficiência ao utilizarem as instalações e facilidades do aeródromo.

Segundo o procurador regional dos Direitos do Cidadão, Lucas Costa Almeida Dias, a medida faz parte de ação coordenada pela Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), que propõe a apuração das condições de acessibilidade de passageiros com necessidades de assistência especial no embarque e desembarque nos aeródromos brasileiros.

O MPF elaborou relatório circunstanciado sobre as condições de acessibilidade no Aeroporto Internacional de Rio Branco e constatou falta de sinalização tátil nas dependências do aeroporto para pessoas com deficiência visual, bem como ausência de adequação às normas técnicas dos blocos do piso tátil existentes.

Além disso, foi constatado que as companhias áreas não dispõem de equipamentos suficientes que auxiliem os passageiros no embarque e desembarque, como cadeiras motorizadas, equipamento de ascenso e descenso, rampas de acesso as aeronaves, pontes de embarque/desembarque.

Também foi detectado que falta fiscalização na parada de veículos na via pública de circulação do aeroporto, de modo que os motoristas ocupam as vagas reservadas para PCD ou bloqueiam o acesso às rampas, bem como as calçadas e vias de acesso estão deterioradas, e apresentam, além de rachaduras, obstáculos como valas a céu aberto e tampas elevadas que podem acidentar os transeuntes, sobretudo as pessoas com deficiência.

Outras falhas elencadas no relatório do MPF são o número insuficiente de assentos reservados às PCDs no terminal de desembarque, bem como a existência de apenas um caixa eletrônico de autoatendimento bancário destinado ao uso geral de passageiros, de maneira que, para a PCD realizar o autoatendimento no terminal precisa contar com a ajuda de terceiros, o que fragiliza a sua segurança. Além disso, nenhuma das companhias aéreas possui balcões adaptados para atendimento acessível e não existe fraldário adulto no saguão, ou nas salas de embarque/desembarque do aeroporto.

O MPF questiona à superintendência do aeroporto quais medidas serão adotadas para sanar as irregularidades apontadas no relatório técnico e garantir a acessibilidade às pessoas com deficiência, além de pedir que seja encaminhado cronograma detalhado dessas atividades, com prazo máximo de seis meses para execução.

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Acre

Desocupação no Acre segue entre as 10 maiores do país

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A taxa de desocupação do Acre no 2º trimestre deste ano ficou em 15,9% da população em idade de trabalhar, percentual que o coloca na 9ª posição entre os Estados e em nível superior à média brasileira (14,1%).

Os dados constam do boletim periódico do Instituto Jones dos Santos Neves, que realiza estudos para o Governo do Estado do Espírito Santo. Na PNAD Contínua divulgada em 31 de agosto de pelo IBGE, a desocupação no Acre era a 8ª maior do País. O ranking era liderado por Pernambuco nos dois estudos.

Consideram-se desocupadas, aquelas pessoas sem trabalho, na semana de referência da pesquisa, que tomaram alguma providência efetiva para consegui-lo no período de referência de 30 dias e que estavam disponíveis para assumi-lo na semana de referência.

Consideram-se, também, como desocupadas as pessoas sem trabalho na semana de referência que não tomaram providência efetiva para conseguir trabalho no período de referência de 30 dias porque já haviam conseguido trabalho e que iriam começar após a semana de referência.

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Acre

Acre registrou 3.085 focos de incêndios em setembro, diz Inpe

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Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) apontam que o Estado do Acre registrou, somente nos primeiros 20 dias de setembro, 3.085 focos de incêndio. Já os números desde o dia 1° de janeiro mostram que foram registrados 6805 focos nos 22 municípios acreanos.

Segundo os dados do Inpe, o total é o maior dos últimos 16 anos. O instituto mostrou que os municípios que realizaram maiores índices de queimadas, nos últimos 9 meses, foram Feijó e Tarauacá.

Já na região norte, foram contabilizados mais de 11 mil focos de calor. A Amazônia brasileira registrou em agosto de 2021 mais de 28 mil focos de queimadas —o terceiro pior resultado para o período nos últimos 11 anos. Os números, disponibilizados pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), só ficaram atrás dos registrados em 2019 e 2020, os dois primeiros anos do governo de Jair Bolsonaro (sem partido).

Os incêndios no bioma costumam estar associados ao desmatamento. O fogo é usado para queimar a vegetação derrubada — e que foi deixada secando— e para limpar pastos.

O recorde de incêndios para agosto aconteceu há dois anos, quando foram mais de 30 mil focos de queimadas na região.

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