Menu

Antônia Lúcia diz que contratação de dativos vai à contramão do fortalecimento da Defensoria Pública

Receba notícias do Acre gratuitamente no WhatsApp do ac24horas.​

A Presidente da Frente Parlamentar de Apoio e Fortalecimento das Defensorias Públicas da União e dos Estados, deputada federal, Antônia Lúcia (PSC-AC), questionou a decisão de contratar advogados dativos para suprir as necessidades da Defensoria Pública do Acre. De acordo com a parlamentar, a decisão vai à contramão do processo de fortalecimento da instituição de defesa das pessoas que não podem pagar pelos serviços de um advogado.

Antônia Lúcia enviou ofícios ao governador Tião Viana (PT); ao presidente da Aleac, deputado Élson Santiago (PP); ao presidente da Câmara Federal, deputado Marco Maia (PT); ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB) e para o ministro da Justiça, José Eduardo Martins Cardozo, pedindo uma analise para possibilidade de reverter à contração de advogados dativos.

Anúncio

“A decisão da contratação de advocacia dativa para o atendimento aos mais carentes de nossa população, em detrimento dos serviços prestados pela Defensoria Pública do Estado, vai ã contramão do processo de fortalecimento da instituição. A política correta do Governo do Estado seria a realização de concurso público emergencial para a contratação de Defensores Públicos”, afirma Antônia Lúcia.

Segundo a deputada, existem 11 vagas abertas, sendo 10 vagas desde o ano de 2009. “O problema não é recente. A questão da falta de defensores vem desde 2009. O convênio da Advocacia dativa não deveria ter prosseguimento levando em consideração  três motivos principais: a Constituição Federal, o custo elevado dos dativos e a incerteza de uma atendimento qualificado”, destaca a parlamentar.

Para Antônia Lúcia, a Constituição Federal é taxativa, em seu artigo 5° que o estado prestará assistência jurídica integral e gratuita as pessoas que comprovarem insuficiência de recursos, e elege no artigo 134 da Carta Magna, a Defensoria Pública como Instituição responsável para atender as pessoas pobres.

“Há um relatório informando que sai muito mais caro para o Estado contratar advogado dativo em vez de fazer concurso público e contratar Defensores. Outra Questão é que não terá a certeza que o cidadão terá um atendimento eficiente, pois o advogado dativo será nomeado apenas para aquele ato, ao contrário do defensor público, que acompanha o processo do início ao fim”, justifica Antônia Lúcia.

A deputada destaca que, em junho deste ano, a Organização dos Estados Americanos  (OEA) aprovou, por unanimidade, resolução recomendando a todos os países o fortalecimento da Defensoria Pública por meio de uma instituição independente e autônoma. “Em todo o país, a Defensoria Pública está evoluindo, porque apenas o Acre segue o processo inverso?”, questiona.

A parlamentar afirma ainda, que “no Acre, quem sofre comisso é a população carente que precisa chegar de madrugada para conseguir pegar uma ficha para ser atendida pelo defensor. O governo deveria pensar no pobre que corresponde a maior parte da população acriana e investir na contratação de mais defensores públicos e investimento de estrutura da instituição de defesa da população de classe menos favorecidas”.

No ano de 2010, com todas as deficiências, foi realizado mais de 100 mil atendimentos. 90% (noventa) por cento dos processos tramitam com a Defensoria Pública.

Ray Melo, da redação de ac24horas – raymelo.ac@gmail.com

Siga o ac24horas no Google Notícias e seja o primeiro a saber tudo que acontece no Acre

Seguir no Google

Veja também

Newsletter

Fique por dentro do que acontece no Acre

Receba em primeira mão as notícias mais importantes do estado direto no seu e-mail. Política, economia, segurança e tudo que impacta a vida dos acreanos.