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Longuini atropela Tião Viana e anuncia criação de mais três vagas de desembargador

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Durante o anuncio da escolha do nome do procurador de Justiça, Roberto Barros, como o novo desembargador do Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC), o presidente do Tribunal de Justiça do Acre, Adair Longuni, atropelou o comunicado que seria feito pelo governador Tião Viana (PT), e antecipou que seriam criadas mais três vagas de desembargador, até o início do próximo ano.

Longuini deu como certa o aumento do número de desembargadores, que passaria de 9 para 12. De acordo com o presidente do TJ, a decisão teria saído de uma reunião com o governador Tião Viana.

Neste encontro teria ficado estabelecido que duas das três vagas seria preenchida ainda este ano, ficando a terceira vaga para definir em 2012.

Segundo informações de assessores do Governo do Acre, o anuncio seria feito no decorrer do próximo mês, pelo governador Tião Viana. Longuni se antecipou e roubou a cena, destacando a necessidade da instituição, que de acordo com ele, teria perdido dois integrantes em 2011, com a aposentadoria de Izaura Maia e Miracele Borges.

Ray Melo, da redação de ac24horas – raymelo.ac@gmail.com

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Acre

Acre vacinou apenas 3,37% da população contra a Covid-19

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O Estado do Acre já aplicou cerca de 30.223 doses de vacinas contra Covid-19 até esse domingo (7). Desse total, 25.266 vacinas foram aplicadas durante a primeira dose, representando 2,82% de imunizados. Outros 4.957 vacinas foram usadas para a segunda dose, acrescentando mais 0,55%. Ao todo, os 22 municípios acreanos já imunizaram o equivalente a 3, 37% da população.

Os números foram atualizados nesse domingo pelo Consórcio de veículos de imprensa, com dados da secretaria estadual de Saúde (Sesacre). Até agora, o Acre recebeu 79.360 doses de imunizantes contra o coronavírus. O Acre registrou nesse domingo, 7, mais 218 casos de infecção por coronavírus fazendo com que o número de infectados saltasse para 60.288.

Mais 10 notificações de óbitos foram registradas, fazendo com que o número oficial de mortes por Covid-19 subisse para 1.063 em todo o estado.

Até o momento, o Acre registra 163.436 notificações de contaminação pela doença, sendo que 102.589 casos foram descartados e 559 exames de RT-PCR seguem aguardando análise do Laboratório Central de Saúde Pública do Acre (Lacen) ou do Centro de Infectologia Charles Mérieux. Pelo menos 51.502 pessoas já receberam alta médica da doença, enquanto 336 pessoas seguem internadas.

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Acre

Tereza: Mulher e Nortista

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“O sertanejo é, antes de tudo, um forte”.

“Sertanejo”. Muitos tomaram essa locução de Os Sertões e, achando que podiam melhorá-la, tornando-a, assim, mais significativa daquilo, ou daqueles, de que(m) Euclides da Cunha verdadeiramente falava, comutaram o vocábulo original por “nordestino”. Não soou, mesmo, algo fora do lugar. Ora, se o todo – neste caso, o livro – é aquilo a que chamamos “obra aberta”, de apropriação coletiva e, pois, dado à mais ampla interpretação, por que não o seria também a parte, isto é, cada uma de suas sentenças?

“O nordestino é, antes de tudo, um forte”.  Quem seria capaz de o negar?

Não pesquisei, nem o farei, mas imagino que essa versão deva contar, hoje, com mais “entradas” (e talvez até “resultados”) nos mecanismos de pesquisa da Internet do que o arranjo original.

Quero, no entanto, propor um passo novo – que, por avanços que tenhamos cometido, ainda não demos –, na forma de duas alternativas: “a sertaneja é, antes de tudo, forte”.  Ou, o que também me agrada, “a nordestina é, antes de tudo, forte”. Contrario-me e vou além, numa terceira variação: “a nortista é, antes de tudo, forte”.

Penso que assim vou me aproximando, muito modestamente, do que Euclides da Cunha efetivamente quisera pronunciar. Porque ele certamente não excluiria de tão bem rematada síntese o homem nortista. Não apenas porque, na genealogia, descendente direto, e herdeiro, da fibra, da coragem e da bravura do nordestino; mas também porque as lutas do nortista se mostram ainda mais duras, pois desgraçadamente anacrônicas, em pleno século XXI, que aquelas travadas, no passado e mesmo no presente, por seus ascendentes, por assim dizer.

E tudo quanto digo sobre o homem nordestino e o homem nortista se aplicam, e se aplicam ainda mais, à mulher nortista – brava, forte, corajosa, persistente e, para usar um vocábulo da moda, “resiliente”. Penso que o autor de Os Sertões me daria sua benção.

Tive a honra de conhecer uma dessas mulheres.

Tereza Lima de Souza Barreira: mulher, esposa, viúva, mãe, trabalhadora e trabalhadeira. Nascida no seringal, sem berço e sem instrução. Se existe um chamado “Brasil profundo”, D. Tereza veio de um país ainda mais profundo e incógnito – o interior perdido do Amazonas.

Nortista. Adicionar que também “brava”, “corajosa” e “forte” soa redundante.

Muito cedo, D. Tereza se casou; muito cedo lhe rebentaram os filhos e, também muito cedo, Deus lhe recolheu o marido, deixando-a, praticamente uma menina, na casa de seus brevíssimos dezenove anos, sozinha, com quatro bocas e respectivos pandulhos para alimentar e encher.

“Tereza no velório do marido Raimundo Galdino, junto a seus 4 filhos, por volta de 1972, Vila Ivonete, Rio Branco-AC” – Foto: Arquivo

Já não estava sequer em sua terra, mas numa Rio Branco inóspita, que nada lhe devia, nem mesmo um sorriso ou um afago nas costas – para onde fora em busca de dar à prole a educação que não tivera para si.

Sem saber riscar o próprio nome, D. Tereza bem poderia ter, como a muitas ocorreu, desandado na vida. A dignidade, a fibra, enfim, a “força sertaneja e nortista” que lhe percorriam as veias, não o permitiram.

Foi trabalhar em casa de família, onde fazia de “um-tudo”; e, assim, criou, e criou muito bem, os filhos que teve. Só pôde contar, na empreitada da vida, com os próprios genitores e alguns irmãos, a dividirem com ela a pobreza que na família fartava, sobejava.

Tereza criou os filhos e fez deles gente. Souberam mais, muito mais que desenhar ou assinar nomes. Todos estudaram e, embora seja isso um “lugar comum”, venceram na vida justamente pelo estudo.

Um dos filhos tornou-se procurador de justiça do Ministério Público do Acre, feito para poucos.

“Diga-me com quem jantas e eu te direi quem tu és”.

Certa vez, tive privilégio de levar D. Tereza para um jantar em Brasília. Fomos a um restaurante da moda, com certo garbo. Chamei o garçom e lhe pedi dois cardápios. Pus um diante dela, que logo o baixou na mesa e me disse: “pode escolher por mim, meu filho. Não vou conseguir ler. Esqueci meus óculos no hotel”.

Eu então não sabia que ela, por motivo outro – a desgraça do anacronismo socioeconômico que ceifa, no nascedouro, o futuro de brilhantes nortistas, homens e, principalmente, mulheres –, não podia ler. Em sua altivez, no entanto, não me permitiu que eu o percebesse.

Não por constrangimento ou vergonha, eu sei; mas, de alguma forma, para me preservar, o que ela entendia que lhe cabia fazer.

Ao final daquele jantar, e em razão da companhia distinta que tive, senti que podia ser um pouco mais do que o pouco que me julgava. D. Tereza, mulher, nortista, brava e forte, ao cear comigo, havia conseguido me elevar.

“Pelos frutos, conhecereis a árvore”.

Basta procurar nas Escrituras que nela se encontrará – está, aliás, em dois evangelistas, Lucas e Mateus: não se deve esperar uvas de espinheiros nem figos de abrolhos.

Prefiro, porém, uma outra fonte, igualmente rica, mas mais singela, da Doutrina que acolhi e me acolheu: “Laranjeira carregada de laranjas boas; assim são algumas pessoas”.

Tereza foi essa árvore. Sei disso, entre outras coisas, porque lhe conheço, justamente, os frutos.

Além do Bojador e da dor, o repouso de uma nortista

Conheci poucas pessoas com a alegria de viver de D. Tereza. Isso estava no olhar, na escolha das palavras, no modo de enfrentar a vida, nos simples atos de cozinhar e de cuidar da casa.

Nos últimos meses, a matéria, a densa matéria, passou a lhe pesar muito sobre os ombros, cobrando-lhe um preço altíssimo para cada passo ou respiração dados. Aos poucos, foram-lhe sendo tirados a energia, a graça, os risos – que deram lugar a demasiado sofrimento. Ninguém merece passar por isso, um quase perder-se de si mesmo; merecia menos ainda D. Tereza.

Os filhos cuidaram como puderam – e mais. Um, em especial, fez tudo, ou mais, o que podia. Avançou com a medicina até onde essa foi capaz, seja como ciência, seja como arte.

Tereza precisava, no entanto, de descanso. Fora uma vida inteira de batalhas muitas. Deus o permitiu, impedindo que o suplício se prolongasse muito além do necessário. Foi-se, na última semana de fevereiro, isenta de aflição, levando consigo a certeza de que a descendência ficou muito bem encaminhada.

O legado de D. Tereza é o espólio de todas as mulheres: a bravura, a coragem e a fibra que lhes são inerentes e não podem ser tolhidas nem roubadas. Especialmente, da mulher sertaneja, da mulher nordestina e da mulher nortista, forte entre as mais fortes.


Por Rogério de Melo Gonçalves – Consultor Legislativo do Senado Federal, Mestre em Direito do Estado.

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Acre

Gladson ainda não assinou pacto nacional para conter pandemia

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Para evitar atrito com o presidente da república Jair Messias Bolsonaro, o governador Gladson Cameli e outros quatro governadores da federação ainda não decidiram a aderir ao ‘pacto nacional’ que trata de medidas restritivas e por mais vacinas para o combate à pandemia de covid-19.

Não assinaram o documento: Gladson Cameli (Progressistas), Reinaldo Azambuja (PSDB), governador do Mato Grosso do Sul, Coronel Marcos Rocha (PSL), governador de Rondônia, Antonio Denarium (PSL), governador de Roraima e Mauro Carlesse (DEM), governador de Tocantins, o documento é puxado pelo governador petista do Piauí, Wellington Dias, presidente do Fórum Nacional de Governadores. Além de Dias, mais 20 governadores assinam o pacto e o Distrito Federal.

“Não adianta o meu estado fazer e outro não fazer. Isso é o que chamei de ‘enxugar gelo’, ou seja, a transmissibilidade tem que ser cortada nacionalmente. É claro que o ideal é como fazem outros países, o poder central estar fazendo isso. Os Estados Unidos não faziam na época do Trump, mas estão fazendo agora com o Joe Biden”, citou Wellington Dias Dias.

Ainda na carta, os governadores dizem que estão no limite de suas forças e suas possibilidades. Eles alertam que todas ações adotadas estão próximas de exaurir, sendo preciso que o governo federal apresse a vacinação no País, com a compra de mais doses da vacina anticovid. Outro objetivo é sensibilizar organizações internacionais como a OMS a priorizar o Brasil neste processo.

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Acre

Palmeiras do goleiro acreano é campeão da Copa do Brasil

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Após ser campeão da Libertadores da América, o Palmeiras do goleiro acreano Weverton se consagrou campeão da Copa do Brasil na tarde deste domingo, 07, ao derrotar novamente o Grêmio pelo placar de 2 a 0. Os gols foram de Gabriel Menino e Wesley.

No jogo de ida na Arena do Grêmio, o Palmeiras venceu com gol de Gustavo Gomez. No jogo de volta no Allianz Parque, o Palmeiras venceu por 2 a 0. No placar agregado, ficou 3 a 0 para a equipe palmeirense. Esse é o segundo título do ano que a equipe comandada por Abel Ferreira ergue uma taça.

Em campo, a final começou com tudo, com Pepê e Rony desperdiçando grandes oportunidades nos primeiros sete minutos.

A partida seguiu movimentada, e o Verdão chegou até a marcar com Raphael Veiga, aos 18, mas o lance foi anulado por impedimento de Rony na origem.

A resposta tricolor veio aos 23, quando Diego Souza cabeceou forte, mas Weverton agarrou firme, sem dar rebote.

Era lá e cá: cinco minutos depois, Veiga arriscou de fora da área e Paulo Victor pegou em dois tempos – Rony já aparecia bem para conferir a sobra.

A marcação gremista tinha dificuldades para “achar” Wesley em campo, e o atacante amarelou os dois zagueiros da equipe gaúcha em lances seguidos.

O Verdão seguiu ameaçando mais, e Zé Rafael experimentou da entrada da área, aos 40. Paulo Victor espalmou no canto e salvou.

Nos minutos finais, o Grêmio tentou ensaiar uma pressão, mas a partida foi com 0 a 0 para o intervalo.

Na volta dos vestiários, as duas equipes voltaram sem alterações, mas Renato avisou ao banco para que iniciasse aquecimento.

A 1ª boa chegada do 2º tempo foi do Palmeiras: Veiga soltou um balaço de fora da área, mas Paulo Victor fez a defesa.

O Imortal foi tendo que sair para o jogo, deixando o contra-ataque para o Verdão. E, esse tipo de lance, a equipe alviverde é mortal.

Aos 7 minutos, Raphael Veiga enfiou para Wesley, que invadiu a área e bateu no canto de Paulo Victor: 1 a 0.

Renato Gaúcho, então, teve que mexer: sacou Pepê e Alisson e colocou Ferreirinha e Guilherme Azevedo. Abel Ferreira respondeu trocando Zé Rafael por Patrick de Paula.

O tempo foi passando e o Grêmio teve que ir para cima de vez: saiu Thaciano e ingressou o talentoso Jean Pyerre.

Logo em seu 1º lance, Jean Pyerre teve grande oportunidade em ajeitada de Diego Souza, mas Patrick de Paula travou seu chute na hora H.

Abel, então, alterou o Palmeiras, com Willian, Mayke e Gabriel Menino assumindo as posições de Raphael Veiga, Luiz Adriano e Wesley.

Faltando 10 minutos para acabar, Renato foi para o tudo ou nada, colocando o atacante Churín no lugar do zagueiro Kannemann.

Mas quem fechou a conta foi o Palmeiras: em outro contra-ataque, Willian lançou Gabriel Menino, que bateu por baixo de Paulo Victor.

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