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Estado bancou viagem de Sebastião a Curitiba para apoiar Lula, confirma assessoria

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Desde a manhã de quarta-feira (10). o Estado do Acre se pergunta quem pagou a viagem do governador  Sebastião Viana, que apareceu em fotos ao lado do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva na capital paranaense, Curitiba. Segundo a Assessoria de Comunicação do Governo (Assecom), tudo foi pago pelo Estado e referendado por uma viagem inicialmente para Brasília.

Tão logo as publicações da imprensa acreana davam conta de que algumas autoridades , dentre elas o governador Sebastião, o irmão dele, Jorge e um deputado federal do mesmo partido, estavam à caminho da Curitiba, começaram os questionamentos sobre a viagem.

A equipe do ac24horas enviou um pedido de informações para a Assecom, solicitando o detalhamento dos motivos e quem teria pago pelas passagens. Apesar de ser solicitada a resposta para o mesmo dia 10, a resposta aos questionamentos somente chegou após o terceiro adiamento concedido, ou seja, às 17h30 desta quinta-feira (11).

Veja o texto enviado pela Assecom:

Pergunta: Qual foi o ato de transmissão de cargo para a vice-governadora:

Resposta: Isso é automático. Quando o governador se ausenta, naturalmente a vive-governadora fica em exercício.

P: Quantas e quais são as pessoas que acompanharam oficialmente o governador nesta viagem;

R: O governador foi sozinho.

P: Que tipo de transporte (voo de carreira ou fretado) foi utilizado pelo governador;

R: O governador foi em voo comercial para Brasília no dia 9. De lá, foi para Curitiba também em voo comercial.

P: Quem bancou as passagens?

R: O governador quando viaja em agenda de trabalho, é papel do estado assegurar o deslocamento.

P: Foram concedidas diárias ao governador e demais servidores que o acompanharam? Em caso positivo, qual a justificativa?

R: Sim. Para a agenda de Brasília.

Destaque 2

Na pandemia, PIB do Acre caiu 4,2%; sétima maior queda dentre os estados 

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No último dia 04/11, o IBGE divulgou, através do Sistema de Contas Regionais, o PIB de 2020, ano em que a pandemia de COVID-19 impactou a economia mundial. O estudo, que é elaborado em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), mostrou que o Acre apresentou queda no volume de 4,2% em relação a 2019, ficando acima da média de queda do Brasil, que foi de 3.3%. Mesmo com a queda, a participação do Acre na economia brasileira manteve-se em 0,2%.

Somente dois estados tiveram aumento do Produto Interno Bruto (PIB), Mato Grosso do Sul (0,2%) e Roraima (0,1%). O Mato Grosso apresentou estabilidade (0,0%). Os demais apresentaram quedas em seus volumes em relação a 2019.  A maior queda foi no Rio Grande do Sul (7,2%) e no Ceará (5,7%).

Conforme demonstrado no gráfico a seguir, na Região Norte, as maiores quedas do volume do PIB ocorreram em Rondônia (4,4%) e no Acre (4,2%). Somente Roraima apresentou variação positiva (0,1%).

Conforme o IBGE, o PIB do Estado do Acre foi estimado em R$ 16,5 bilhões. Verificou-se queda em todos os setores. O setor que mais variou negativamente foi o da Agropecuária (17,4%), seguido pelo da Indústria (7,3%). Até mesmo o setor de Serviços apresentou queda de 3,1%.

Agropecuária caiu 17,4% e foi o setor com maior retração. Sua participação no valor adicionado bruto do PIB caiu de 7,5% (2019) para 6,6% (2020).

Diz o IBGE: 

“…a Agropecuária apresentou a maior retração, com queda em volume de -17,4%, em 2020, em relação a 2019. A participação da atividade no total do valor adicionado bruto do estado foi de 6,6%, o que representou uma perda de 0,8 ponto percentual, em comparação ao ano anterior. O resultado foi influenciado, sobretudo, pela retração verificada na produção de Agricultura, inclusive o apoio à agricultura e a pós-colheita, atrelada ao desempenho da produção da mandioca, cultivo de grande relevância na agricultura do estado. Vale ressaltar que, o cultivo de soja vem expandindo sua produção no estado, entretanto, o impacto do crescimento em termo de volume não foi suficiente para garantir uma variação positiva do valor adicionado bruto da atividade, em 2020. Já a Pecuária, inclusive o apoio à Pecuária, apresentou variação positiva de 7,2%, em termo de volume, influenciada pela criação de bovinos, principal segmento da atividade. A participação dessa atividade na economia do estado apresentou ganho de 1,1 pontos percentual, passando de 5,0% em 2019, para 6,1%, em 2020.” (Fonte: IBGE – Sistema de Contas Regionais: Brasil – 2020 – Principais destaque por Unidade da Federação – acesso em 04/11/2022).

Volume da produção da Indústria registra queda de 7,3% entre 2019 e 2020. No entanto, a sua participação no valor adicionado bruto subiu de 7,2% (2019) para 8,1% (2020).

Diz o IBGE: 

“A Indústria apresentou variação negativa de 7,3%, em termos de volume, entre 2019 e 2020, e representou 8,1% do valor adicionado bruto, em 2020. A queda na produção da Indústria foi motivada pelo desempenho da atividade de Construção, que registrou variação em volume de -11,3%, seguido por Indústrias de transformação, cuja variação foi de -6,7%; as duas atividades somadas representaram 73,3% da atividade industrial do Estado. Por outro lado, a atividade Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos e descontaminação apresentou resultado positivo, com crescimento em volume de 1,8% e ganho de participação, saindo de 1,2%, em 2019, para 2,1%, em 2020.” (Fonte: IBGE – Sistema de Contas Regionais: Brasil – 2020 – Principais destaque por Unidade da Federação – acesso em 04/11/2022).

Volume de Serviços caiu 3,1%. A sua participação no valor adicionado bruto do PIB permaneceu em 85,3% (2019 e 2020).

Diz o IBGE: 

“O grupo de atividades de Serviços é o maior da economia do estado e correspondeu a 85,3% do valor adicionado bruto, em 2020. No mesmo ano, o grupo de Serviços registrou queda em volume de 3,1%. Considerando a participação em relação ao total do valor adicionado bruto, a Administração, defesa, educação e saúde públicas e seguridade social foi atividade que mais contribuiu para este resultado, pois, com participação de 40,8% na economia, a atividade apresentou queda de volume de 4,8%. Outras atividades que contribuíram para a queda deste grupo foram:  Alojamento e alimentação (-28,9%); Artes, cultura, esporte e recreação e outras atividades de serviços (-19,0%) e Educação e saúde privadas (-1,4%). Em contrapartida, quatro atividades apresentaram crescimento em volume, foram elas: Atividades profissionais, científicas e técnicas, administrativas e serviços complementares (9,7%); Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (6,3%); Comércio, manutenção e reparação de veículos automotores e motocicletas (2,7%) e aatividades imobiliárias (0,9%).”  

Em 10 anos, os setores da Agropecuária e da Indústria reduziram suas participações no valor adicionado bruto do PIB em detrimento do aumento do setor de Serviços.

Conforme demonstrado no gráfico a seguir, a participação do setor de serviços no PIB acreano subiu 10 pontos em 10 anos. Logicamente que o crescimento foi em detrimento da queda da participação dos setores da agropecuária (-3,8 p.p.) e da indústria (-6,2 p.p.). 

Conforme BAUMANN (2022), é importante ressaltar que o papel das atividades de serviços na economia mundial contemporânea, além do atendimento ao consumo final das sociedades, tem sido de facilitar as transações econômicas, seja proporcionando os insumos essenciais ao setor manufatureiro, contribuindo com a expansão de polos de desenvolvimento. A competição nos mercados mundiais leva à necessidade do consumo crescente de serviços, de uma forma mais barata, veloz e eficiente. No Acre, é preciso avançar no crescimento da inovação tecnológica e organizacional na área de serviços, tanto nos serviços públicos como nos serviços privados. Essa parece ser uma tarefa inadiável.


Orlando Sabino escreve às quintas-feiras no ac24horas.

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Bocalom suspende lei que impede que lojista do Shopping Aquiri venda ou transfira empreendimento

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Na última terça-feira, 29, o prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, recebeu os concessionários de lojas do Aquiri Shopping para conversar sobre a Lei Complementar 92/2020.

Em específico o que trata o artigo 17, que diz que os contratos firmados entre os comerciantes, ficam automaticamente revogados após a inserção no local. Assim, “o concessionário fica impedido de realizar a venda ou transferência onerosa e impedido, no caso de falecimento ou doença incapacitante, de transferir a loja a um familiar”.

Para Bocalom, o item é injusto, por isso decidiu suspender os efeitos da portaria que revogava os contratos dos concessionários com o município.

“Estamos buscando caminhos jurídicos para poder evitar tamanho prejuízo a essas pessoas que estão ali há tantos anos trabalhando e que têm o direito adquirido na nossa Lei Municipal. Então está suspenso, por enquanto, até que tenhamos o parecer jurídico da Procuradoria Geral do Município (PGM)”, explicou o prefeito.

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Gana segura a Coreia do Sul e vence a primeira em jogo eletrizante

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Gana venceu na manhã desta segunda-feira (28) a Coreia do Sul por 3 a 2, em partida válida pela segunda rodada do Grupo H. O jogo foi eletrizante do início ao fim. A seleção africana abriu 2 a 0 no primeiro tempo, e os sul-coreanos devolveram o placar na segunda etapa, mas Kudus decretou a vitória ganesa.

Com o resultado, a seleção de Gana pulou para a segunda colocação da chave, com três pontos. A Coreia do Sul é a lanterna, com apenas um ponto somado. Ainda nesta segunda, o líder Portugal, com três, encara o Uruguai, que ocupa o terceiro lugar, também com um ponto.

O jogo

A Coreia do Sul começou melhor, dominando as ações do jogo e explorando exaustivamente cruzamentos em direção à área. Foram sete escanteios a favor dos sul-coreanos nos 20 primeiros minutos de bola rolando.

Mas todo o volume apresentado no começo da etapa inicial pela seleção asiática não foi convertido em gols. Melhor para Gana, que não desperdiçou a melhor chance que teve e abriu o placar. Aos 23, André Ayew cobrou falta em direção à área, e Salisu aproveitou a sobra para estufar a rede.

O gol foi como um balde de água fria para os sul-coreanos, e Gana sentiu que poderia ampliar. Aos 33, Jordan Ayew cruzou em direção à área, e encontrou Kudus livre, que desviou de cabeça e marcou o segundo da seleção africana.

Com a vantagem no marcador, Gana optou por começar a segunda etapa recuada. A ideia do técnico Otto Addo foi chamar a Coreia do Sul para o campo defensivo e tentar golpeá-la nos contra-ataques. Mas não deu certo.

Aos 12, os sul-coreanos diminuíram. Lee Kang-In, que tinha acabado de entrar, roubou a bola de Lamptey pela esquerda e cruzou na medida para Cho Gue-Sung mandar para o fundo do gol. Embalada, a seleção asiática empatou. Aos 15, Kim Jin-Su cruzou, e Cho Gue-Sung balançou a rede novamente.

O jogo dava indícios de que a Coreia do Sul iria virar, mas o futebol prega peças. Aos 22, Mensah cruzou rasteiro para a área, e Iñaki Williams furou. Na sobra, Kudus bateu cruzado e colocou a seleção de Gana novamente na frente do placar.

A Coreia do Sul voltou a ditar as ações do jogo, mas o cansaço falou mais alto. Gana recuou as linhas e repetiu a tática de tentar aplicar um golpe fatal, enquanto os sul-coreanos buscavam retomar a igualdade. O jogo seguiu frenético até o apito final, mas sem alterações no marcador.

VEJA OS MELHORES MOMENTOS:

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Feijó, no Acre, se consolida como um dos campeões de queimadas do Brasil

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Famoso por produzir o melhor açaí do Acre, o município de Feijó, localizado na região central do estado mais ocidental da Amazônia, carrega nos últimos cinco anos uma marca indigesta para uma unidade da federação que possui forte vínculo histórico com a luta pela preservação ambiental.

De acordo com os dados Programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), com base no satélite de referência AQUA Tarde, os índices de queimadas no município triplicaram entre os anos de 2018, quando foram detectados 839 focos, e 2022, que até o momento registra 2.417 ocorrências.

Esses números colocam Feijó no indesejável ranking dos 10 municípios brasileiros com os maiores índices de queimadas em meia década de registros do INPE, ocupando a 8ª posição, a mesma caso sejam considerados apenas os números referentes a 2022, entre janeiro e novembro.

Os altos níveis de queimadas em Feijó tem relação direta com o desmatamento, uma vez que o município, no cenário estadual, também é o que mais desmata e degrada florestas. É uma situação que também cresce a cada ano, fomentando, consequentemente, o crescimento das queimadas.

De acordo com os dados da Plataforma Terra Brasilis, também do INPE, o município de Feijó possui a maior quantidade de alertas de desmatamento emitidos no período de 17 de novembro de 2021 a 17 de novembro de 2022, com 100.83 km² de área total abrangida pelos avisos.

Quanto às queimadas, o Acre já acumula, em 2022, o segundo maior volume desde que o INPE começou a fazer o monitoramento de focos ativos por estado, no ano de 1998. São 11.818 focos de queimadas no ano, quantidade inferior apenas à registrada em 2005, quando ocorreu o grande incêndio da Resex Chico Mendes.

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