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Caminhonete de ex-deputado Mazinho é apreendida com droga pela PRF

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Uma caminhonete do ex-deputado estadual Mazinho Serafim foi apreendida por agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF), transportando 2,7 quilos de cocaína, na noite de segunda-feira (22), na Vila Custódio Freire, no quilômetro 147 – da BR-364, em Rio Branco. De acordo com informações da PRF, a droga estava escondida debaixo do banco do motorista José Carlos de Moraes, de 51 anos, que ficou nervoso durante a abordagem de rotina.

A caminhonete HILUX, de placa OVG-8826, que transportava Rozimeire Ribeiro Andrade, esposa do empresário Mazinho Serafim, seguia no sentido Rio Branco/Sena Madureira. Os agentes da PRF relatam que após a entrevista com o motorista estava visivelmente nervoso. Diante do quadro de nervosismo de José Carlos de Moraes, os policiais realizaram uma busca minuciosa no interior da caminhonete, localizando a droga debaixo do banco do motorista.

O veículo foi apreendido e o motorista e a esposa do ex-deputado Mazinho Serafim foram conduzidos à delegacia da Polícia Federal, em Rio Branco. Procurado pela reportagem, o empresário Mazinho Serafim informou que sua esposa foi liberada na mesma noite. “Minha esposa nada tem a ver com esta ocorrência. Ela foi liberada na mesma noite que aconteceu o caso. Eu também desconheço a origem desta droga apreendida”, ressalta Serafim.

Segundo o empresário, seu motorista saiu de Sena Madureira, na manhã de segunda-feira, para levar sua esposa para uma consulta médica em Rio Branco. “Depois da consulta, ela passou no shopping para fazer algumas compras e na sequência iria esperar a chegada de nossa filha no aeroporto de Rio Branco. Ela ficou muito assustada com tudo que aconteceu, mas foi liberada, já que os policiais constataram que ela não tinha conhecimento da droga”, diz Serafim.

Mazinho Serafim destaca que alguns de seus adversários políticos estão tentando fazer ligação do episódio com ele. “Minha vida é um livro aberto, minhas mãos são limpas. Estou no Acre há mais de 25 anos, todo mundo sabe que o que eu tenho foi construído com muito esforço e trabalho, jamais utilizei de nenhum tipo artifício criminoso ou expediente sujo. A polícia vai esclarecer esta situação e colocar tudo em pratos limpos”, finaliza o empresário.

Acre

“Aldeia em Manoel Urbano vive epidemia de suicídio”, diz indígena

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O filósofo indígena e locutor, Eliton Gomes Kaxinawá, foi o entrevistado desta sexta-feira, 20, do Cipódcast, programa no canal do YouTube Na ponta do Cipó, transmitido pelo ac24horas.

O convidado falou de sua vivência dentro da cultura indígena e sua passagem na aldeia, que por sofrer por enfermidades, precisou deixar o lugar com 5 anos de idade e ir morar na cidade com seus pais. Hoje, conquistou a graduação em filosofia e teologia, estuda marketing e possui ainda uma pós-graduação em seu histórico.

Durante a conversa, Eliton abordou que há muito tempo existe uma invasão ao ambiente dos povos originários por parte de representações religiosas, que acabam por apagar a identidade cultural destas pessoas.

“Hoje o índio não tem mais o seu ritual sagrado, porque a Igreja Pentecostal tem invadido as aldeias. Existe pastores “convertendo” indígenas, coisa que eu não concordo, apesar de ser cristão. Mas você não pode chegar em um lugar e impor sua cultura, alegando que se você não aceitar, vai para o inferno”, explicou.

Segundo o entrevistado, a prática e ensinamentos evangélicos, tem mudado o formato de vida dentro das povoações indígenas. Mas além disso, a aproximação com a vida na cidade tem levado maiores problemas para as aldeias.

“Além destes problemas, tem coisas maiores que não deveriam nunca ter entrada na vida dessas pessoas. Hoje em dia até as facções estão dentro das aldeias, existem indígenas participando destas organizações e praticando crimes”, abordou.

Com mais de 1 hora de programa, o filósofo abordou outras questões que envolvem os povos indígenas, como a demarcação de terras, o alcoolismo, a prostituição, e a epidemia de suicídio na aldeia Kulina em Manoel Urbano. De acordo com ele, existem informações de que durante 3 meses, até 5 pessoas cometeram esta infelicidade, entre outros exemplos.

“A cultura indígena está sendo muito massacrada hoje em dia. Dentro da etnia Kulina, por exemplo, está acontecendo um número muito grande de suicídio entre os jovens. E está sendo feito um estudo sociológico para tentar descobrir os motivos desta causa”, pontuou.

Confira a íntegra da entrevista:

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Cotidiano

Polícia prende mulher que tentava entrar com drogas nas partes íntimas em presídio

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A Polícia Penal do Acre prendeu mais uma visitante na manhã deste domingo, 22. O fato aconteceu na Unidade Penitenciária Moacir Prado, no município de Tarauacá, quando a mulher tentava entrar com entorpecentes no estabelecimento penal.

De acordo com a equipe de plantão, por volta das 9h, a visitante se apresentou para a revista no aparelho de scanner corporal. Durante o procedimento, as imagens mostraram um volume anormal na região pélvica da mulher que, ao ser indagada, demonstrou nervosismo e inquietação. Após insistência das policiais penais, a visitante confessou que estava levando drogas e que iria entregar.

As policiais penais levaram a mulher até a sala de revista, onde ela puxou do interior de sua genitália um preservativo contendo 31 invólucros de uma substância aparentando ser maconha e outros dois com papel usado para produzir os cigarros.

Diante dos fatos, a visitante recebeu voz de prisão e foi conduzida, juntamente com o preso a qual iria visitar, à Delegacia de Polícia Civil de Tarauacá para a lavratura do flagrante delito pela autoridade policial.

Com informações da assessoria do Iapen.

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Acre

Governo realiza mutirão de cirurgias de câncer de pele neste domingo

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O governo do Estado realizou neste domingo, 22, na Fundação Hospital Estadual do Acre (Fundhacre), oito procedimentos em cirurgia plástica na especialidade de oncologia. O mutirão de câncer de pele atendeu pacientes na capital.

“Realizamos o mutirão de câncer de pele aqui na Fundhacre em pacientes que estavam na fila de espera, cuja demanda é grande. O câncer de pele é o mais comum, então acaba gerando alto fluxo, para isso promovemos esse mutirão que estará passando por outras etapas”, destaca o cirurgião Alan Queiroga.

Rafaela Barros, 29, estava na fila aguardando o procedimento. “Sou grata a Deus, sei que tem muita gente na fila, estou feliz porque esse sinal no meu olho se agravou. Me sinto confiante, agora vou poder corrigir minha visão. Gratidão aos médicos pela paciência e cuidado”, afirma Rafaela.

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Cotidiano

Os desafios e conquistas do abastecimento de água em meio à Bacia Amazônica

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Por Ítalo Lopes

Uma conquista marcante na vida de todos os presentes. É assim que podemos definir a inauguração da extensão de rede de abastecimento de água do Bairro 8 de março, ocorrida no último dia 10, na comunidade do Nazaré, em Brasileia.

O abastecimento de água com qualidade é sinônimo de dignidade e qualidade de vida para qualquer ser humano e este foi um momento único na vida das quase três mil pessoas atendidas pela obra.

Além do momento importante para todos os beneficiados diretamente pela intervenção, há também o sentimento de gratidão e de missão cumprida dos profissionais do Serviço de Água e Esgoto do Estado do Acre (Saneacre).

São de conhecimento público as dificuldades existentes para intervenções como essa. Além dos desafios de implantação pelas características próprias da nossa região, assim como a existência de redes antigas e de difícil manutenção, há também diversas outras questões que impactam diretamente na capacidade do poder público em atender as diversas demandas.

O investimento, de aproximadamente R$ 1 milhão, realizado em parceria com a Prefeitura Municipal de Brasileia, pode transmitir a falsa ideia de que somente com a disponibilidade financeira deste montante é possível fazer uma obra como esta.

Além dos valores, há todo o planejamento e as medidas previamente realizadas, como por exemplo a ampliação da capacidade de tratamento no município através das intervenções realizadas na área da captação que aumentou a disponibilidade deste que é, provavelmente, o recurso mais importante para a vida dos acreanos.

Impossível não citar também o esforço e compromisso dos agentes locais, como o gerente do Saneacre no município, Erisson Cameli, responsável pela construção de parcerias e pelo trabalho da equipe local em manter as redes existentes funcionando, além de buscar formas para contemplar os usuários até então não atendidos pelo sistema de abastecimento.

Todas essas questões são relevantes, mas ainda não são suficientes para garantir o atendimento destas 3 mil pessoas.

Antes mesmo de aumentar a capacidade de tratamento do município, é de responsabilidade do Estado, e consequentemente dos técnicos envolvidos, diagnosticar quais são os melhores caminhos para cada um dos 21 municípios sob responsabilidade do Saneacre.

Enquanto em Cruzeiro do Sul temos o programa Água para Todos, que desde 2019 já implementou 13 poços artesianos, e tem o objetivo de implementar mais sete até o final de 2022, essa mesma alternativa não é possível nas regionais do Baixo e Alto Acre. Por quê?

A resposta é técnica, mas simples. A formação geológica das nossas regionais tem características específicas, e o gestor responsável deve considerá-las antes de investir recursos financeiros e humanos para solucionar as questões existentes.

Este diagnóstico não é construído do dia para a noite. Ele é formado através das inúmeras contribuições de todos os profissionais envolvidos com os serviços de saneamento no Estado do Acre ao longo dos últimos 50 anos. Desde a chegada da Fundação Sesp, na década de 50, passando por Sanacre, Deas, Depasa e agora no Saneacre.

As experiências vividas pelos nossos antecessores são fundamentais para o correto planejamento, não só do saneamento, mas como para todo o poder público, sendo fundamental o exercício de escuta da vivência de profissionais como os senhores Filogônio Ribeiro, biólogo com vasta experiência em análise e manutenção da qualidade da água e o sr. José Vaz responsável pela equipe de manutenção dos sistemas existentes nos vinte e um municípios do Estado, ambos com aproximadamente 40 anos de serviços prestados ao saneamento acreano.

São estas experiências, de equívocos e acertos, que nos guiam, em conjunto com as novas informações coletadas, para o bem comum. Um exemplo vívido na memória dos técnicos de saneamento desta questão é a experiência obtida na perfuração de poços no segundo distrito da capital acreana.

À época, amparados por um estudo realizado pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM) que detectou a possibilidade de abastecimento da região através de poços artesianos, o governo do Estado elaborou projeto executivo e providenciou 8 milhões de reais para a escavação de dezessete poços na região do Aquífero Rio Branco.

Infelizmente, mesmo amparados pelo estudo previamente elaborado, assim como pelo projeto, a execução dos poços foi descontinuada. Logo no início dos trabalhos, durante a perfuração dos cinco primeiros poços, foi constatada a insuficiência da vazão obtida no aquífero para a utilização com fins de abastecimento da população.

Este é apenas um exemplo de tantos outros que foram vivenciados ao longo dos anos na nossa região e que hoje fundamentam as decisões tomadas para a ampliação do atendimento à população acreana.

Os erros, infelizmente, também fazem parte da Gestão Pública. Apesar do óbvio desperdício atrelado, estes são fundamentais para que as alternativas mais adequadas para cada situação sejam escolhidas. Resta claro que tais alternativas serão mais facilmente encontradas por àqueles gestores que souberem reconhecer e aprender com o que foi previamente desenvolvido.

“O passado não está morto e enterrado. Na verdade, nem sequer é passado.” William Faulkner


Ítalo Lopes, diretor executivo do Serviço de Água e Esgoto do Estado do Acre (Saneacre), é engenheiro civil, graduado pela Universidade Federal do Acre; especialista em auditoria, avaliações e perícias de engenharia pelo instituto IPOG; e em gestão, governança e setor público pela PUC-RS. Também é conselheiro do CREA/AC e professor universitário. 

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